“Qual é o meu problema?!” – Já é a segunda vez hoje. Por que é que eu continuo esbarrando nas pessoas à minha volta? E ainda mais no meio do banheiro. É tão constrangedor!

Mas honestamente, desta vez me sinto mais aliviado pois não acho que ele vá começar a puxar assunto como Casey fez mais cedo. Afinal, estamos em pleno banheiro masculino e seria constrangedor até para ele. Não tem necessidade de fazer escândalo. É só me desculpar que tudo ficará bem.

– Ah, eu sinto muito. – Eu disse, descontraidamente.

– Está tudo bem, cara. – Ele respondeu, sorrindo. Meu deus! Que sorriso perfeito, seria capaz de fazer qualquer garota (ou garoto) molhar as partes íntimas de tanto tesão. Se isto fosse um filme pornô, eu pediria para ele me dominar aqui mesmo. Em seguida, concedi o espaço para que ele saísse do banheiro para que as coisas não ficassem estranhas ali. Ele passou por mim e me deu dois tapinhas amigáveis e esfregou por um milésimo de segundo a mão no meu ombro. Eu NECESSITO ir até uma das cabines, não estou passando bem. Estou com uma vontade imensa de me satisfazer, mas fazer algo assim em lugares públicos não é de meu feitio.

“Ah, que se dane!” – Entrei quase que correndo na cabine do canto – já que sempre me sinto mais seguro no canto –, fechei a porta e arreguei as calças. Quem foi o idiota que teve a ideia de criar cabines de banheiro público que deixam uns 30cm de distância entre o chão e a porta? Por isto que nunca faço o “nº 2” em outro banheiro que não seja o da minha própria casa, fico constrangido em saber que alguém pode estar observando meu pés e calças arregadas do lado de fora. Imagina então me masturbar dentro de uma cabine?!

Mas minha excitação é tão grande que preciso fazer isto! Entretanto, resolvi levantar as calças novamente e deixá-las na altura dos testículos, assim caso alguém se pergunte o que eu estava fazendo, posso dizer que já tinha terminado e fechá-las rapidamente.

Nem precisei “me aquecer” de tanta excitação. Meu membro já estava totalmente ereto e praticamente implorando por satisfação sexual. Sentei-me no vaso sanitário – com a tampa abaixada, é claro – e comecei a massagear meu pênis. Antes de entrar no meu mundo de fantasias sexuais, levantei minha camisa na altura do peito para que não sujasse na hora da ejaculação, e em seguida, pressionei levemente os meus dedos indicador e médio da mão esquerda contra a parte da genitália que fica entre o meu saco escrotal e o ânus, logo abaixo do saco. Ouvi dizer que o ponto G masculino pode ser atingido através daquela área quando estimulada do jeito correto, e desde que descobri, minhas “sessões de prazer” têm sido muito mais gratificantes.

Finalmente comecei. Eu estava tão excitado que poderia ejacular em menos de 2 minutos, então tentei aproveitar o máximo possível. Imagino-me sendo encurralado dentro da cabine do banheiro e dominado pelo garoto cujo eu até agora não sei o nome. Ele me põe de joelhos sobre o chão e me força a engolir seu membro ereto de 25cm, enquanto tapa meu nariz para que eu não consiga respirar. Chego a engasgar com o instrumento enorme dele, mas ele não se importa, e isso só me excita mais. Logo depois, o “dominador” me põe de quatro em cima do vaso sanitário e enfia seu membro o mais forte e fundo possível dentro de mim, tapando a minha boca para que ninguém ouvisse os meus gritos. Ele continua com toda a força possível, e eu não sei se grito ou gemo, pois enquanto sinto um prazer enorme, a dor é insuportável. Estou perto de gozar como nunca antes, chego a contorcer os dedos dos pés dentro desses tênis desconfortáveis, até que…

“Ah! Ai, meu Deus, que coisa boa.” – Cheguei a dar um gemido alto, até me esquecendo de que estava num banheiro público e que pessoas poderiam estar ouvindo. Quando estou perto do orgasmo, me esqueço completamente de todo o resto, nada mais importa. Depois que eu termino, é sempre um desastre. Apesar de a fantasia de levar um esporro na boca ou no peito ser excitante, na prática, nunca foi agradável para mim. Excitado do jeito que eu estava, meu esperma quase chegou ao meu pescoço, chegou a deixar minha camisa melada. E isto que eu estava sentado.

Mas não era um completo desastre, é para isto que existe o papel higiênico… ESPERA! Olhei para o lado, e para a minha decepção, o suporte onde o rolo de papel deveria estar está vazio. Estou perdido, não sei o que fazer! Que droga, por isto odeio banheiro público, isto foi uma má ideia. Infelizmente, como dizem, o pênis sempre fala mais alto que o resto do corpo. Quero desaparecer da face da Terra imediatamente! Concentrei-me rapidamente para ver se tinha alguém no banheiro, cuidando para que o meu esperma não escorresse até o meu púbis peludo. Não tem nada pior do que tentar limpar gozo dos pêlos pubianos, e diferente da maioria dos homossexuais, não gosto de depilar completamente o meu púbis, apesar de achar atraente em outros homens.

Tive que recorrer a uma solução vergonhosa. Passei o dedo no esperma do peito e comecei a ingerí-lo até não ter mais nada. Já fiz isso antes, mas apenas em situações extremas. O gosto é parecido com o da urina – e me envergonha admitir que já provei isto também –, salgado, só que mais cremoso. É claro que isso não iria resolver completamente o meu problema, o esperma quando seca fica extremamente grudento e minha barriga ia ficar pegajosa até que eu chegasse em casa e entrasse debaixo do chuveiro. Mas por hora, é uma boa solução. O que não deu para ingerir, eu limpei com a camisa mesmo. Graças a Deus que estava de casaco.

Não, não. Nós não terminamos o nosso “lance”. Ela é doida por mim, com certeza vai se desculpar antes do fim da aula. Ela sabe que eu poderia ter qualquer garota dessa escola se eu quisesse. – Apenas para melhorar aquela situação catastrófica, ouvi o “namorado” de Casey, Jake – como ele gosta de ser chamado –, falando sobre a sua recente briga com ela mais cedo. Devia estar lavando as mãos, eu não conseguia ver. Resolvi ficar quieto para escutar a conversa.

Eu nem sei porque é que você ainda está com esta garota se nem se importa com ela. Não fique dando esperanças àquela pobre menina. Se não está mais afim dela, deixe pra lá, cara. – Um amigo conversando com Jake respondeu. Pelo menos era um pouco menos insensível do que ele em relação aos sentimentos de Casey.

Lucious, não me diga o que fazer, ok? É a minha vida! – Jake parecia zangado com “Lucious”.

Só estou dizendo… Você dorme quase todas as noites com a Megan. Só conte à Casey e termine as coisas. Que bem vai te trazer ferir os sentimentos daquela garota? – Lucious continuou a conversa. Já acho este garoto legal só por defender a Casey. Mas quem diabos é Megan? Jake está traindo Casey? Acho que eu devia contar a ela, mas não quero me meter em problemas. O que será que faço, meu Deus? Aliás, por que é que eu me importo?! Não estou apaixonado por ela, nem nada. Sei lá, tem algo tão especial nela, parece ser aquele tipo de pessoa que sempre vai estar do meu lado nas horas difíceis. Aprecio isso numa amizade. – Vai demorar muito aí, cara? – Entrei em pânico. Alguém bateu na porta da cabine, para a minha surpresa. Era Lucious.

– Não, não. Eu já estou saindo. – Respondi tremendo de nervosismo. Levantei-me imediatamente e puxei a alavanca da descarga para disfarçar o que estava realmente fazendo. Em seguida, puxei as calças e fechei o zíper.

Minhas mãos estavam úmidas e gosmentas devido o contato com o esperma, então tive que tapar a mão com a manga do casaco para poder abrir a porta, e assim o fiz. Lucious era negro, alto e bonito. Não o tipo de bonito com quem eu fantasiaria, mas parecia ser uma pessoa legal. Ele não prestou muita atenção em mim, nem fez muito contato visual, aparentemente só queria usar a cabine mesmo. Assim que ele entrou, fui em direção à pia para lavar as mãos.

Para o meu desgosto, dei de cara com Jake enquanto este secava as suas. Ele é um completo babaca, mas DEUS, como é gostoso. Ainda bem que já me satisfiz, se não eu seria capaz de uma loucura. É muita beleza para uma escola só. Ele continua me encarando como se estivesse prestes a me espancar, e não do modo que eu gostaria.

– O que é que você está olhando, idiota?! – Ele perguntou, me provocando. Mesmo que fosse ele quem estivesse me encarando.

– Nada. – Respondi sem fazer contato visual. Praticamente sem demonstrar nenhuma reação à evidente provocação dele. Jake aproximou-se de mim, estava praticamente me fulminando com os olhos. Seu rosto estava há menos de 10cm próximo do meu. Novamente, se isto fosse um filme pornô, a ação aconteceria aqui mesmo.

– Você me escuta com muita atenção! – Ele sussurrou pra mim. – Se eu souber que você e a Casey estão transando pelas minhas costas, você está morto! Ouviu? – “Você não sabe de nada, inocente.” – A primeira coisa que veio à minha cabeça. Vou aceitar esta ameaça, pelo menos é um sinal de que ele não suspeita de minha homossexualidade. Apenas assenti. Os valentões são como cachorros raivosos. Se você fizer um mínimo movimento que ameaçe o ego deles, levará uma mordida das grandes. Em seguida, saí do banheiro com a cabeça erguida e sem olhar para trás, não queria me meter em mais confusão.

 

Duas horas depois, finalmente as portas da escola se abriram. E para a minha extrema felicidade, era para que eu saísse de lá, ao invés do contrário. Acontece que o meu primeiro dia de aula em Lawrence High School não foi uma maravilha, mas também não foi o meu pior dia numa escola. Fiz uma amizade, já escolhi minha paquera imaginária do ano, fiz apenas uma inimizade. No geral, foi até muito bom, melhor do que eu imaginei. Talvez mudanças não sejam tão ruins. É claro que ainda sentirei falta dos meus amigos de New York, mas não se pode ter tudo na vida.

A pior coisa do meu dia nem foi ser ameaçado na hora do intervalo, e sim ter que ficar sentado atrás de Casey o resto do dia após o intervalo sabendo que seu namorado idiota estava traindo-a e sem saber se deveria contar a verdade ou não. O que facilitou as coisas pra mim foi o fato de mal termos trocado duas palavras depois da briga com Jake. Mas sinto como se eu tivesse que fazer algo. Parece errado deixar um amigo “no escuro” desse jeito.

Eu estava descendo a escadaria para me direcionar até o carro de minha mãe quando, de repente, alguém pegou no meu braço e me virou para falar comigo. – Casey? Oi. – Eu disse, surpreso, e ao mesmo tempo nervoso por causa “do segredo”.

– Oi, eu queria me desculpar com você. Eu mal falei uma palavra depois do intervalo e queria que você soubesse que nós estamos totalmente bem. É que o Jake consegue ser um grande idiota as vezes. – Nossa! Ela realmente é uma garota legal. E isto só faz com que eu me sinta ainda mais mal comigo mesmo por esconder um segredo dela. Precisei responder normalmente, não posso demonstrar que estou frustrado.

– Ah, imagina… Eu é que me meti onde não devia. O seu namorado ficou com ciúmes, é normal. – Eu respondi discontraidamente, sorrindo.

– De qualquer jeito, ele não deveria ter falado com você daquele jeito.

– Está tudo bem, sério.

– Bom, acho que já está na hora de você ir. Sua mãe parece estar bem impaciente. – O que? Minha mãe? Como ela poderia saber quem era a minha mãe?

Andy! Andy, querido! Aqui! – Deus, me leve agora! Minha mãe estava gritando por mim, acenando e pulando como um canguru em frente ao nosso carro. Ela está chamando a atenção de todos! Preciso agir como se não conhecesse-a, é o único jeito de não me provocarem com isso no futuro.

Virei-me novamente para Casey. – O que?! Aquela não é a minha mãe, eu nunca vi aquela mulher na minha vida. – Eu disse a ela, tentando disfarçar.

Casey riu, não sei dizer se estava debochando de mim ou apenas achando graça de toda a situação. – Está tudo bem, vá. Mães são assim mesmo. – Droga! Ela não acreditou na minha mentira. Bom, pelo menos não caçoou de mim (eu espero). – Ah, mas antes… – Casey tirou de sua mochila uma caneta e pegou na minha mão direita (sem saber o que eu fiz com ela na hora do intervalo). – Este é o meu número. – “555-0139” ela escreveu em minha mão. – Me ligue a qualquer hora. – Ela continuava a sorrir pra mim.

– Eu irei, obrigado. – Respondi com um sorriso à altura. Continuo a achar que ela tem segundas intenções, mas não quero me gabar até confirmar isso. É de certa forma reconfortante ser rotulado como hétero na escola.

– E antes que eu me esqueça… Vai ter uma festa em comemoração à volta às aulas hoje na casa de um garoto da escola. É meio que uma tradição por aqui. Você vai?

Acho que é a primeira vez que sou convidado para uma festa na minha vida! Meu dia ficou ainda melhor. – Um garoto? Que garoto?

– O nome dele é Joe. É um idiota, mas é rico, então é garantia de que a festa vai ser boa. – Ela respondeu sarcasticamente. – Então, você vai?

– Com certeza! – Desta vez não consegui conter minha felicidade, nunca fui a uma festa com gente da minha idade antes.

– Ótimo! Me liga mais tarde que eu te mando o endereço. Podemos nos encontrar para irmos juntos.

– Eu adoraria!

 

Cerca de meia hora depois, cheguei em casa. Mal falei com minha mãe desde que entrei no carro. Ela tentou ao máximo demonstrar interesse no meu primeiro dia de aula, mas como de praxe, não dei muita importância ao assunto. Às vezes é melhor dar respostas curtas para não prolongar muito o assunto, odeio quando as pessoas fazem isso.

Como de costume, a primeira coisa que fiz foi ligar meu laptop e entrar no facebook para checar minhas mensagens e notificações. Fiquei surpreso ao ver dois pedidos de amizade, geralmente eu só recebo 1 a cada 6 meses.

Um era de “Casey Roberts”. Aceitei imediatamente, me preparando para checar o perfil e suas fotos – algo que faço com quase todos os meus amigos no facebook quando os aceito.

Logo abaixo, havia um nome que me era desconhecido. “Connor Lawrence”. Resolvi visitar o perfil. MEU DEUS! É ele, o garoto do banheiro!

 

CONTINUA…

 

ESTRELANDO:

Dylan Minnette (Andy Miller)

Chloë Grace Moretz (Casey Roberts)

Gregg Sulkin (Connor Lawrence)

Evan Peters (Jacob “Jake” Parsons)

Ana Gasteyer (Vivian Miller)

CO-ESTRELANDO:

Grant Gustin (Joe Highmore)

Keith Powers (Lucious Wilson)

Nina Dobrev (Megan Lyon)

Candice Accola (Shirley Masters)

Rick Cosnett (Richard Maxfield)

CONVIDADOS:

Chris William Martin (George Highmore)

Marguerite Maclntyre (Marisa Highmore)

Christopher Cousins (John Lawrence)

Colin Ferguson (Norman Roberts)

UMA PRODUÇÃO ORIGINAL:

Unbroken Productions

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