No episódio anterior…

– Oi. Andy, certo? – Connor me perguntou, na festa.

– Sim, e… você é Connor, né?

– Sim. – Ele respondeu, com seu sorriso perfeito.

De repente, chegou uma garota linda por trás dele. Era morena, com cabelos castanhos e um corpo escultural. – Oi, amor. Você está fugindo de mim, por acaso? – Ela perguntou, rindo.

– Ah, oi. Eu pensei que você estava bem atrás de mim. – Ele riu também e beijou-a. – Ei, Andy, esta aqui é minha namorada, Megan.

Megan? Pera aí! Quer dizer então que a namorada de Connor é “amante” de Jake?! AGORA SIM A P*RRA FICOU SÉRIA!

 

Agora…

Eu não sabia o que fazer. Queria ao máximo dar na cara daquela vagabunda. Não só ela, como também Jake, a quem eu já odiava. Os dois estão traindo duas das pessoas mais legais que já conheci nesta cidade, Connor e Casey. Tudo o que eu queria era expôr as verdades naquele exato momento, eles mereciam saber da verdade, mas eu não podia estragar tudo.

– Oi. Sou Andy. – Estendi minha mão para cumprimentá-la, mesmo não querendo. Adicionei um sorriso falso só para ser mais convincente.

– Eu sei quem você é, não tem necessidade de cumprimentos, querido. – Nossa! Que vaca! Oficialmente odeio ela. Geralmente não dou importância para essas coisas, mas ela soou tão falsa e arrogante que fez eu querer empurrá-la a fim de fazer com que batesse sua cabeça na borda da piscina – esta não muito distante de onde estávamos – e entrasse num coma. A falta de educação foi tanta que todos ali presentes ficaram constrangidos com a situação e se não fosse pelo som alto da música ecoando por todo o lugar, o silêncio seria ensurdecedor. Pude notar rapidamente que Connor não ficou feliz com a atitude da namorada, mas resolveu disfarçar para não comprometer ainda mais a situação. – Urgh, eu preciso de outra bebida, depois eu volto. – Megan disse rudemente, jogando seu copo vazio no chão e voltando para dentro da casa, em seguida.

A fim de descontrair, Casey e Lucious resolveram cumprimentar Connor. Nunca parei pra pensar se eles se conheciam, já que sou novo aqui. Mas surpreendi-me com o nível de afinidade de todo mundo. Era como se todos se conhecessem e eu fosse um forasteiro. Não que eu não me sinta incluído, já que eles são, na maioria, bem legais. Mas é interessante perceber que todo mundo aqui se conhece.

Enfim, depois de alguns segundos de conversa fiada entre os três, Casey chamou a minha atenção. – Ei, Andy. Lucious e eu iremos pegar mais bebidas e já voltamos, ok? Converse com o Connor, enquanto isso.

– Tu… Tudo bem. – Respondi, nervoso. Não sei se fico feliz ou em pânico por finalmente ter a chance de conversar a sós com o meu “crush”. É ao mesmo tempo excitante e assustador, não sei como agir perto dele sem demonstrar nervosismo. Seria tão mais fácil se eu não estivesse atraído por ele…

Depois que Casey e Lucious saíram dali, ficamos em frente à piscina, assistindo as pessoas se jogarem da sacada do segundo andar nos fundos da casa. Num breve momento, aproveitando que os olhos de Connor – verdes e lindos, aliás – estavam sobre a piscina, aproveitei a oportunidade para ajeitar meu fortemente ereto membro que já estava me incomodando há alguns minutos. Parece meio exagerado ficar excitado só de estar na presença de alguém que mal conheço, mas às vezes o corpo quer o que o corpo quer.

Voltei a observar a piscina. Instantes depois, Connor virou-se para mim. Virei-me para ele, nervoso com a possibilidade dele falar algo que me deixe ainda mais nervoso, como por exemplo: qualquer coisa…?

– Eu gostaria de me desculpar pela Megan mais cedo, ela não quis ser rude. – Ele é tão gentil, nem me conhece e já está se desculpando por algo do qual não tem culpa alguma.

– Está tudo bem. – Eu disse, embora eu soubesse que não estava. Ela quis ser rude. Eu percebi, ele percebeu, Casey e Lucious perceberam. Mas se eu quisesse começar uma amizade com o pé direito, teria que tentar ser o mais educado o possível.

– Não, não está.

– Ei, eu prometo que está tudo bem. Além disso, não foi sua culpa. Você não devia se desculpar pelos erros de outra pessoa. – Nem percebi que utilizei a palavra “erro” para me referir àquela lambisgoia da Megan. Sinto a necessidade de me desculpar só para demonstrar educação, mas acho que a este ponto seria apenas estupidez. Melhor deixar pra lá.

– Eu nem gosto da Megan, pra falar a verdade. Eu só estou com ela porque meu pai me obrigou. – Ele riu.

O quê? Estamos no século XX ou na Índia? Estou tão desatualizado assim? Os pais voltaram a escolher os pares românticos dos filhos e eu não fiquei sabendo? Rezo para que não seja verdade, não aguentaria fingir gostar de alguma das garotas evangélicas da Igreja que minha mãe me arranjaria. Eca.

– O seu pai “escolhe” quem você namora?! – Perguntei, relutante.

– É que, caso você não tenha percebido, o meu sobrenome, “Lawrence”, é o mesmo da escola. A minha família é fundadora de Lawrence High School.

– Mas o que isto tem a ver com…?

– Bom, eu sei que vai parecer bem antiquado, mas a escola está passando por alguns problemas financeiros, e a família da Megan é muito rica. Meu pai achou que me arranjando com ela, seria um modo de unir forças com a família dela e assim salvando a escola de falir.

Nossa, isto daria um bom plot numa novela, ou melhor, numa série de televisão. Novelas hoje em dia só gostam de sensacionalizar beijos homossexuais, como se fossem grande coisa. Olha só eu, falando de homossexualismo como se não fosse grande coisa, e ainda assim não consigo nem contar para a minha mãe sobre meu desejo de brincar de gangorra numa “neca” bem grossa. Ah… a hipocrisia.

– Nossa, e você concorda com isto?

– Eu não tenho muita escolha, na verdade.

– Mas e quanto ao governo? Toda escola recebe dinheiro do governo.

– Sim, mas ano passado descobrimos que minha mãe estava roubando fundos da escola pelas costas do meu pai e a escola entrou em decadência desde então. O governo não pode fazer muita coisa para ajudar.

– Oh, meu Deus! E o que houve com a sua mãe?

– Ela foi presa, obviamente.

– Nossa… – Eu diria que sinto muito, mas quem é que realmente diz algo assim hoje em dia? Sempre sinto a necessidade de demonstrar educação quando não conheço muito bem a pessoa, mas ao mesmo tempo já estou me sentindo confortável conversando com Connor, então não preciso mais mentir. Bom, não preciso mentir sobre tudo, pelo menos.

– E você? Fale-me sobre você.

Ai! Eu fico nervoso quando as pessoas mudam o foco da conversa para mim. Odeio falar sobre a minha vida, é tão entediante e depressiva. Não tenho nada de interessante para falar, a não ser que ele queira ouvir sobre minhas séries favoritas e o quanto eu odeio “shippers” e o quanto eles arruinam uma boa série.

– Ah… Não tem muito o que dizer. Eu me mudei de New York pra cá, e hoje foi meu primeiro dia de aula aqui, então… é isto. – Eu ri. É realmente engraçado o quanto a minha vida é patética.

– E como era lá?

– Bom, não era a oitava maravilha, mas também não era ruim. Eu já estava habituado ao lugar, tinha meus amigos e etc..

– Eu sei como é. É difícil desapegar de coisas às quais já estamos acostumados. Mas eu tenho certeza de que você vai fazer muitos amigos aqui também. Você já é bem amigo da Casey e do Lucious pelo visto, né?

– Acho que sim. – Respondi, sorrindo. De repente ele me fez perceber que Greenville não está sendo tão ruim, afinal. Eu queria tanto odiá-lo, mas não consigo.

– E tem eu também. Quero dizer, você pode falar comigo a hora que quiser. – Connor sorriu para mim.

Alô, é dos bombeiros? Eu gostaria urgentemente de apagar um fogo que está se estendendo dentro das minhas calças… E tragam uma mangueira bem longa, por favor! É isto, Connor é oficialmente uma das melhores pessoas que já conheci. Ele não basta ser perfeitamente lindo, tem que ser gentil e amoroso também. Se fosse gay, seria a perfeição dentro de um lindo pedaço de carne.

De repente, alguém esbarrou em Connor, assustando tanto a ele quanto a mim.

– Que diabos, cara?! – Connor exclamou, atordoado. Porém, sua frustração logo acabou quando ele se virou e viu quem era.

Assim que eu me virei, fiquei foi é surpreso com a quantidade de gente bonita que continua aparecendo nesta cidade. Arrisco-me a dizer que este boy magia pode até mesmo competir com Connor no quesito beleza. Ele tinha uma estrutura física razoável, mas de alguma forma muito sexy. Seu sorriso era contagiante, quase tanto quanto o de Connor. Usava um chapéu que, mesmo eu não curtindo muito chapéis, combinou quase que perfeitamente com ele. Seus óculos indicavam um estilo meio hipster, algo que já faz dele perfeito, já que apesar de eu não curtir muito gente “modinha”, são o tipo que eu mais acho atraente.

Ele estava rindo como louco para Connor. – Eu te peguei, cara! Desculpe se te fiz derramar seu copo, é que você estava parado aí como um idiota e eu tinha que te assustar ou algo assim.

– Você é um completo idiota, cara. – Connor respondeu, rindo. Os dois se cumprimentaram.

“Este é um sanduíche no qual eu gostaria de estar.” – Pensei, quase que babando em frente aos dois. Para a minha surpresa, Connor chamou a minha atenção.

– Ei, Joe. Eu quero que você conheça Andy, ele é novo aqui. Andy, este é o Joe. É ele quem está dando a festa.

– E aí, cara, tudo bem? – Ele estendeu a mão para me cumprimentar. Fica irritante insistir, mas eu estou honestamente preocupado que eu vá me molhar todo uma hora dessas. Apertei levemente a mão dele, e só de senti-la tive uma vibração por todo corpo. Cheguei a me curvar discretamente de tanta excitação que senti. Pena que já é tradição nessa droga de cidade as pessoas mais bonitas serem héteros.

– Oi. – Já cansei de explicar que não gosto de cumprimentar com um “e aí?”, as pessoas me cumprimentam desse jeito e eu fico sem saber o que dizer. Prefiro o clássico e tradicional “oi”. Ele sorriu para mim, e em seguida, se despediu brevemente de Connor e voltou para a festa. Estou curioso em perguntar sobre ele a Connor, mas ao mesmo tempo estou envergonhado… Ah, que se dane! – Ei, Connor, qual é a desse Joe?

– Como assim? – Droga! Eu tentei usar a linguagem coloquial dos jovens e acabei me ferrando. Geralmente perguntam “qual é a dele?” querendo saber mais sobre a pessoa referida. Mas pelo visto ele não me entendeu e agora estou em sérios problemas.

– Tipo… Ele mora sozinho aqui?

– Não, mora com os pais. Eles têm bastante dinheiro e deixam Joe festejar toda hora. Por isto que ele tem a reputação de ser metido e meio babaca, mas ele é na verdade uma pessoa bem legal, quando você realmente o conhece.

– Hum… Ele é gay, por acaso? Me pareceu meio afeminado. – Me deu um frio na barriga só de perguntar isto. Não quero me entregar, espero que tenha sido discreto o suficiente. Mas também não quero parecer homofóbico ao ponto de ser odiado por Connor.

– Acho que foi só impressão sua, ele não parece afeminado pra mim não. Mas se você quer saber, ele fica com garotos, sim. Por que pergunta?

SO-COR-RO! Já posso ir lá para o quarto dele e esperá-lo de pernas abertas dizendo “Me engravida”? Porque esta é a minha vontade neste exato momento.

– Nada não, só perguntei por perguntar. – Espero que ele não tenha desconfiado. Eu gosto de realmente conhecer a pessoa antes de contar algo como tipo, “sou gay”. Já me sinto conectado a Connor de certo modo, mas ainda não o suficiente para contar isto. Além do mais, odiaria que ele pensasse que estou flertando com ele, o que eu estou, aliás, mas não é algo que ele precisa saber, já que é hétero. Agora o meu foco é aquele tal de Joe. Necessito encontrá-lo.

De repente, Casey e Lucious voltaram com mais bebidas. Eles trouxeram quatro garrafas pequenas de cerveja, uma para cada um. Lucious me deu uma, enquanto Casey deu a outra sobrando para Connor.

– Bebam tudo, porque copos são para fracotes. – Casey disse, bebendo em seguida.

– Você principalmente, Andy. Você vai precisar. – Lucious apontou.

– Como assim? – O que foi que ele quis dizer com isto? Ai meu Deus, odeio surpresas.

– Você não vai acreditar, Andy. Quando fomos pegar as cervejas no freezer, “Shirley piranha” disse que achou você muito fofo e que quer te conhecer melhor. – Casey me contou, aparentemente animada por mim.

Quero morrer, não é que eu tenha nojo de garotas, mas nunca fiquei com alguma. Nem com garotos eu fiquei. Nunca beijei alguém, para início de conversa. Não quero me constranger na frente de alguém que pode espalhar isto para outros e eu ficar com reputação de fracote, ou algo assim.

– Como assim, conhecer? – Perguntei, fingindo inocência.

– Bom, ela provavelmente vai querer dar uns amassos.

– Uns amassos? Aquela garota pegou metade da escola ano passado, e os rumores são de que ela gosta de fazer muito mais do que apenas beijar. – Lucious interrompeu. – Acho melhor você não ir em frente com isto, amigão.

– Ela é gostosa, pelo menos. Você poderia ao menos tentar, ela disse que estará te esperando na cozinha.

E não basta ser garota, tem que ser vadia também? Já não temos a Megan para desempenhar este papel? Quero dizer, eu tenho uma grande germofobia, não gosto nem de me sentar na privada sem antes forrar com algumas tiras de papel higiênico. Não sei se aguentaria ficar com uma garota que tenha os germes de 50 garotos em sua língua.

Pelo lado bom, Casey disse que ela é gostosa. E não é todo dia que alguém quer ficar comigo, na verdade ninguém nunca quis. Ou ela é deficiente visual, ou mental, ou então simplesmente está bêbada e quer experimentar uma carne nova. Pelo que Lucious e Casey disseram, eu devo ser um dos únicos aqui a quem ela não “pegou”, certo? Acho que, como ela disse, vale a pena ao menos tentar. Se ela estiver bêbada, será ainda melhor, pois eu posso dizer que fiquei com ela e a própria não se lembrar de nada na manhã seguinte caso o meu desempenho seja decepcionante.

Relutei por vários segundos. Casey, Lucious e Connor continuavam a me encarar, esperando por uma resposta. Quando finalmente me decidi, resolvi antes beber toda a minha garrafa de cerveja. Dizem que o álcool nos deixa mais confiantes, eu não saberia já que nunca me embebedei antes, mas dizem que a adolescência é a época de experimentos, então que se dane.

Odeio o gosto da cerveja, ou de qualquer bebida alcoólica, na verdade. A única vez que realmente apreciei algo alcoólico foi quando tomei um sundae com licor. Porém, preciso disso se eu quero passar por Shirley piranha e ganhar alguma reputação neste colégio. Não é muito a minha praia me rebaixar à maioria e fazer algo só para provar um ponto, não acho que preciso me provar a ninguém, mas a pressão dos amigos realmente mexe com a nossa cabeça.

Aliás, falando nisso, já me sinto afetado pelo álcool. Esta foi a primeira vez que tomei uma garrafa inteira de cerveja de uma vez só, a primeira vez que “virei”, como chamam. Estou sentindo uma leve queimação no peito, e agora foi para o meu corpo todo. É como uma corrente elétrica passando pelas minhas veias. Quero tirar a minha camisa e pular naquela piscina, estou começando a ficar com calor. E, de repente, não me importo mais tanto com o fato de ter que ficar com uma garota, ou com qualquer um, pela primeira vez. Apenas quero acabar logo com isto.

– Ok, eu vou ir lá. – Eu disse, um pouquinho mais confiante. Casey, Lucious e Connor me apoiaram, e pareciam animados por mim.

Rapidamente, eu dei a garrafa para Lucious – pois seria muita falta de educação com o lindo dono da festa (a.k.a. Joe) deixar lixo em seu quintal só porque estou levemente alterado pelo álcool, certas vadias poderiam aprender com a minha atitude, não é mesmo Megan? –, e fui até a cozinha, esperando encontrar esta tal de Shirley.

Chegando lá, acredito que a encontrei. Ela estava parada em frente ao freezer, parecendo estar apenas à espera de alguém para que ela pudesse agarrar, e aparentemente, este era eu. Nossa, ela realmente é bonita! Cabelos loiros, um corpo razoavelmente simétrico, um rosto de barbie… Parecia que tinha saído de algum filme da Disney. Nem parecia vadia. Na verdade, quando Casey a descreveu, eu pensei que iria encontrar alguma daquelas barangas caipiras de bares no meio do nada, aquela coisa bem de filme faroeste, daqueles bem toscos. Imaginei até ela com herpes cobrindo parte de sua boca. Que nojo, né?

Enfim, observei-a por completo, e de repente não parecia mais tão ruim a ideia de beijá-la. Resolvi ir em frente e acabar logo com isto. Aproximei-me discretamente de Shirley. Ela me viu assim que eu entrei na cozinha, enorme, aliás. Sorriu sacanamente no minuto em que pôs os olhos em mim. A cozinha estava cercada de, mais ou menos, uma dúzia de pessoas, então eu estava um pouco envergonhado em conversar com ela. Graças a Deus, ainda tínhamos a música para abafar a minha timidez.

– Oi… Você é o Andy, não é? – Ela perguntou, provavelmente já sabendo a resposta. Que isto?! Ela nem me conhece e já está com ambos os braços nos meus ombros e com o rosto quase que grudado no meu. Eu hein.

– Sim. Você… você deve ser a Shirley.

– Sou eu mesma, garotão. – De repente, ela me empurrou contra o balcão. Não me machuquei nem nada, ela poderia ser uma “piranha”, mas ainda era uma garota, o empurrão não me impactou muito, mas ainda assim fiquei assustado pela forma como ela veio para cima de mim – metaforicamente, é claro (eu espero). Assim, Shirley pegou no meu rosto e pôs sua boca na minha. Ela começou a me beijar selvagemente e pude sentir sua lingua se movendo dentro da minha. Eu nunca tinha sentido nada parecido antes, é meio nojento se parar pra pensar, eu compararia com sushi, mas nunca tive a chance de experimentar, porém imagino que seria assim. Mas, na verdade, até que não é ruim. Comecei a mover a minha língua também, só pra variar. Peguei nos quadris dela, isto é na verdade muito bom.

Tudo estava agradável, até que, num momento de fogo na “pepeka”, ela resolveu pegar no meu membro, por baixo da calça. E mesmo gostando daquilo, ainda sou gay… eu acho. Acredito que o fato de eu não ter tido uma ereção só confirma isto. Ah, eu diria que estava “meio” ereto. Mas ainda assim não é uma ereção completa. Será que é o efeito do álcool? Dizem que álcool impossibilita a ereção. Se for isto, será que eu posso ser bi? Meu Deus, esta noite acabou ficando mais intensa do que eu esperava. No segundo em que senti sua mão no meu pênis, eu afastei-a, assustado de que ela percebesse que eu não estava ereto.

– Eu… Eu acho melhor nós pararmos por um instante. – Eu interrompi, na esperança de que ela não levasse isto da maneira errada e me humilhasse na frente de todo mundo.

– Você tem razão, eu mal te encontrei e já estamos aqui, nos beijando. Que tal se nós levarmos esta garrafa lá pra cima e vermos o que acontece depois? – Ela perguntou, com uma garrafa de vodka na mão e mordendo sensualmente os lábios.

Não acho que isto seja uma boa ideia. Mais álcool? Desse jeito não vou ter uma ereção de jeito nenhum. Além disso, sempre tive medo de me tornar um alcoólatra. Quero dizer, eu odeio o gosto e tudo mais e nem tenho histórico de alcoolismo em minha família, mas sei lá… é algo do qual sempre tive medo. De começar e não conseguir parar depois. Um dos motivos pelos quais eu quase nunca bebo. Na verdade, acho que este já pode ser considerado o dia em que eu mais bebi em toda a minha vida.

– Uh… Eu não acho que esta seja uma boa…

– Ah, vamos logo. Estamos perdendo tempo! – Sem que eu pudesse recusar, ela me puxou pelo braço, e assim foi até subirmos as escadas – passando por aquele monte de gente e música alta – e entrarmos num dos quartos.

Nossa, realmente, este Joe era rico. Não sei se esse era um dos quartos de hóspedes ou o quarto dele mesmo, mas de quem quer que seja, isto era puro luxo. Os quadros na parede, a cama gigante, tudo era maravilhoso.

Antes que eu pudesse notar qualquer coisa a mais no quarto, Shirley me puxou pelo cinto da calça – o qual eu não estava muito confortável em usar, já que não gosto de cintos, mas fazer o que, né? – e me beijou novamente. Ela me virou contra a cama e me jogou na mesma. Era extremamente confortável, mas eu estava um pouquinho nervoso quanto ao que viria em seguida. Seria um completo desastre se ela inventasse de querer transar comigo e eu não conseguir manter uma maldita ereção.

Shirley logo subiu no meu colo, e para a minha surpresa, ela não começou a tirar as roupas. Só abriu a garrafa que trouxera consigo, e bebeu um pouco. Em seguida, ela me ofereceu.

– Vamos. Tome um pouco.

– Eu… Eu acho melhor não. Não sou muito de beber e…

– Ah, qual é? Você não vai me deixar beber tudo isto sozinha, né? Você quer que eu tenha uma parada cardíaca, por acaso? Vamos, beba.

Resolvi então tomar um pouco. Levantei-me para acabar não me engasgando. Ela levantou do meu colo e resolveu fuçar as gavetas do balcão de cabeceira. De repente, Shirley tirou um saquinho do que parecia ser alguma droga, provavelmente maconha. Estou chocado, nunca tinha visto antes. Estou me sentindo culpado e com vontade de me entregar à polícia só por estar olhando para algo assim. Quero sair correndo novamente.

– O que diabos é isto?!

– Isto é erva, querido. Quer experimentar comigo? – Ela perguntou, sorrindo.

– Você já fumou maconha antes?

– Algumas vezes. É divertido, vamos.

– Desculpe, mas não vou fazer isto.

– Seu estraga-prazeres. – Em seguida, ela pôs de volta o saquinho na gaveta e veio em direção a mim, felizmente. Álcool tudo bem, mas drogas é um limite que eu não quero ultrapassar. – Vamos, beba isto porque eu quero começar logo isto.

O que será que ela quis dizer com “isto”? Acho que eu deveria ter comprado um viagra antes de vir para esta festa, estou cada vez mais relutante. Porém, sinceramente, quem é que poderia prever que algo assim iria acontecer, ainda mais comigo?

Eu tomei mais uns goles. Vodka é realmente muito forte para mim, cada gole é um tiro na minha garganta, sinto-a queimando incessantemente. Em seguida, dei a garrafa de volta para ela. Shirley tomou quase que metade daquilo e a esse ponto já devia estar bêbada.

– Acho melhor você ir devagar com isto.

– Não importa, já estou pronta.

Ela me deitou novamente e subiu no meu colo. A sensação de suas pernas roçando em meus quadris é muito boa, especialmente nossas virilhas se encostando. Porém, ainda sem ereção. Que droga! Continuei beijando-a por mais alguns instantes, até que ela resolveu levar as coisas para outro nível.

Shirley estava num vestido florido branco, e assim facilitava o acesso à sua genitália. Então, ela resolveu tirar suas calcinhas sem tirar o vestido, e após fazê-lo, apoiou-se sobre a cama e ficou com a bunda empinada esperando que eu tomasse alguma atitude.

– Vamos, enfia logo! – Eu fiquei parado encarando-a por alguns segundos, sem saber o que fazer. Bom, eu sabia o que fazer, mas sabia também que poderia não conseguir. Shirley de repente, começou a ficar impaciente. Parecia querer muito ser “possuída” por mim. – Anda logo com isto, porra!

Eu estava cada vez mais decepcionado comigo mesmo. Queria ao máximo que ela apagasse ali mesmo de tanto ter bebido e não se lembrasse do que aconteceu no dia seguinte para que eu pudesse contar a minha versão da história.

– Shirley, eu acho que acabei bebendo demais. Não estou conseguindo ficar “duro”. Não posso fazer isto. – Foi a melhor coisa em que consegui pensar. Espero que ela acredite.

– Tudo bem, deixa que eu te ajudo. – Agora voltei a me assustar. Será que ela vai fazer “aquilo”?

E foi exatamente isto. Shirley virou-se para mim e sem que eu pudesse pensar direito, abriu o meu cinto e arregou as minhas calças até o tornozelo. Em seguida as minhas cuecas.

Ela olhou para o meu membro com estranheza. Parecia que queria dizer que não era tão grande quanto ela imaginava (ou queria), mas também não era tão pequeno. Acho que posso me satisfazer com isto. Acredito que 14,7cm é um tamanho muito respeitável. E sim, sei exatamente o comprimento de meu pênis, não é como se eu fosse o único adolescente que mede o próprio membro. É algo mais comum do que se possa imaginar, na verdade.

Estranhamente, eu estava começando a entrar no clima. Resolvi tirar a minha camisa, a fim de ficar mais confortável. Em seguida, assim que ela ia pôr a boca, parei-a para tirar os meus sapatos e, logo, as calças e cueca. Só para não ficar só de meias na frente dela, tirei-as também. Não é nada atraente, tanto para homens quanto mulheres, fazer sexo de meia. Apesar de não gostar de pisar diretamente no chão (por causa da já mencionada germofobia), é melhor do que passar este vexame na frente dela.

Nem percebi momentaneamente, mas o álcool realmente me deixou mais confiante, nunca que eu iria tirar todas as minhas roupas na frente de uma garota sóbrio. Estou realmente surpreso.

– Tire as suas roupas também. – Eu disse a ela. Ok, talvez eu não esteja tão confiante assim. Eu pedir a ela que tirasse as roupas foi apenas um modo de não ser a única pessoa nua naquele quarto.

Sem exitar, Shirley tirou os seus saltos, e em seguida, o vestido. Pelo que notei, ela não estava usando sutiã, e as calcinhas, bom, estas já estavam fora de seu corpo há algum tempo.

Finalmente, ela abocanhou meu “pau” com gosto. A sensação não é de muita surpresa, já recebi oral, ou, boquete, antes. É meio estranho notar que acabei de ter o meu primeiro beijo, mas ainda assim, já deixei alguém chupar o meu pênis antes. Bom, de qualquer jeito, é uma história para outro dia.

Do mesmo jeito que eu lembro desde a última vez, a sensação é maravilhosa! É surreal, mil vezes melhor que masturbação. Cada “abocanhada” parece outro orgasmo. Sua lingua se mexendo sobre meu pênis e estimulando a glande faz eu me tremer todo por dentro de tanta excitação. Meu membro está começando a endurecer.

Shirley deu uma leve cuspida na “cabeça” de meu pênis – o que também foi ótimo, pois a lubrificação deixa tudo melhor – e em seguida voltou a me “boquetear”. Desta vez, eu podia ouvir o discreto barulhinho que ela fazia a cada vez que me abocanhava, pois, com a lubrificação, ficavam mais nítidos aos ouvidos os movimentos de sua boca em meu membro. Eu gemia como algum astro de filme adulto, a única diferença é que na maioria das vezes, estes gemidos para os profissionais são apenas uma forma de aumentar a excitação de quem está assistindo. Para mim, era real. Eu sentia cada segundo.

De repente, Shirley inventou de fazer uma “garganta profunda” e surpreendentemente, pra mim, minha glande chegou a encostar no fundo de sua boca. Eu gemi alto de prazer, e cheguei a pegar em seus cabelos, empurrando sua cabeça contra mim, afim de prolongar ainda mais aquele momento. Estava maravilhoso.

Para a minha surpresa, eu consegui ouvir Shirley se engasgar com meu pênis, bem no meio da ação. Porém, eu descobri alguns segundos depois que ela não estava engasgando. Na verdade, eu acabei foi induzindo o vômito dela.

Ao perceber o que estava prestes a acontecer, eu entrei em pânico. Naquele milésimo de segundos, eu não sabia se virava a cabeça dela para o outro lado, ou apenas desviava dela, afim de evitar qualquer sujeira em meu corpo. Como gosto de me considerar uma pessoa legal (às vezes), optei pela primeira opção, e assim que notei que ela estava prestes a vomitar no meu pênis, mantive minha mão em seus cabelos e utilizei-os para virar a cabeça de Shirley para o outro lado.

Ela deixou o quarto numa bagunça imensa. Fico enojado só de pensar no cheiro de vômito, me deixa com náuseas. Segurei a cabeça dela enquanto pude, mas assim que comecei a sentir o cheiro do vômito exalando pelo quarto, usei as duas mãos para tapar o nariz imediatamente. Logo após vomitar o chão todo, Shirley desmaiou ali mesmo, completamente nua.

Eu sinceramente não sabia o que fazer. Uma coisa era vomitar, agora apagar bem na minha frente? Eu sei que eu disse que queria que isto acontecesse, mas a situação de verdade foi bem assustadora.

Resolvi cobri-la com o seu vestido, para não deixá-la exposta daquele jeito. Eu até poderia carregá-la até a cama, mas ao desmaiar, ela caiu bem em cima da sujeira e… eu simplesmente não poderia chegar perto daquilo. Em seguida, peguei as minhas roupas e sapatos e resolvi sair daquele quarto. Não poderia aguentar mais nem um segundo ali dentro.

Abri a porta com pressa, e ainda com as vestes na mão. Olhei através do corredor pra ver se não tinha ninguém ali, para a minha sorte, não tinha. O corredor estava vazio. Resolvi fechar a porta e abri a primeira que vi em seguida, o quarto que ficava logo em frente ao em que eu estava com Shirley. Logo, entrei e fechei a porta.

Já dentro do quarto, assustei-me com o som de gemidos vindos do fundo dele. Estava tudo escuro, eu não conseguia ver muita coisa. A dizer pelo que eu estava prestes a fazer com Shirley, eu diria que eram gemidos de prazer.

Sem pensar muito, acendi a luz e… ESTOU CHOCADO! Jake e Megan estavam se pegando ali mesmo, na festa em que ambos estavam com seus parceiros. Tem gente que simplesmente não tem vergonha na cara.

Eu não sei se fico mais constrangido pelo fato de eu ter descoberto os dois, ou pelo fato deles agora saberem que eu sei dos dois, ou simplesmente pelo fato de eu estar pelado na frente deles.

– Você! – Jake exclamou, com raiva e surpresa ao mesmo tempo. Assim que me viu, ele pulou da cama e veio em direção a mim. Parecia que estava prestes a me matar. Se estivéssemos numa série policial investigativa, esta seria a cena que revelaria a minha morte, onde Jake me empurra contra algum objeto e eu bato com a cabeça e Megan encobre para ele.

Ele pegou fortemente no meu pescoço, tanto que eu derrubei todas as minhas roupas e agora estava completamente exposto. Eu tentava cruzar as pernas para que ele não visse o meu membro, mas a minha atenção no momento estava focada em meu pescoço, que estava prestes a ser esmagado.

– Pa… Pare! – Eu disse, sufocando.

– Escuta aqui, eu juro por Deus que se você disser alguma coisa disto para a Casey, eu te mato. Entendeu?! – Não conseguia responder de tanta falta de ar, mas assenti. Ele pareceu entender, graças a Deus, e me soltou. – Ótimo!

 

Acordei com uma forte dor de cabeça. Tudo o que vi quando abri os olhos foi uma forte luz branca batendo no meu rosto. Eu queria ao máximo apagar esta luz. Foi então que percebi que era a luz do sol, já era dia.

Estava extremamente confuso, a última coisa que me lembro foi de falar com Jake. Já ouvi falar de amnésia alcoólica, mas nunca tinha acontecido comigo antes. É muito estranho não lembrar do que aconteceu na noite anterior.

Foi então que percebi que estava deitado numa cama. Ao olhar para os lados, percebi que era o mesmo quarto em que eu estava com Jake e Megan ontem.

Senti um braço em volta do meu quadril, eu estava de lado. Fiquei assustado e confuso. Sentia também algo pressionando contra as minhas nádegas. Estava mole, mas eu sabia o que era. OH MEU DEUS! Eu estava de conchinha com um garoto!

Virei-me para ver se conhecia o sujeito, estava esperando ao máximo que eu não o conhecesse. É muito mais fácil ignorar coisas assim quando é com um estranho, até porque, afinal, eu nem me lembro do que fiz ontem à noite. Olhei para trás, e vi aquele rosto angelical. Era Joe, dormindo e me encoxando por trás. SOCORRO! Amnésia alcoólica não parece mais tão ruim…

 

CONTINUA…

 

ESTRELANDO:

Dylan Minnette (Andy Miller)

Chloë Grace Moretz (Casey Roberts)

Gregg Sulkin (Connor Lawrence)

Evan Peters (Jacob “Jake” Parsons)

Ana Gasteyer (Vivian Miller)

CO-ESTRELANDO:

Grant Gustin (Joe Highmore)

Keith Powers (Lucious Wilson)

Nina Dobrev (Megan Lyon)

Candice Accola (Shirley Masters)

Rick Cosnett (Richard Maxfield)

CONVIDADOS:

Chris William Martin (George Highmore)

Marguerite Maclntyre (Marisa Highmore)

Christopher Cousins (John Lawrence)

Colin Ferguson (Norman Roberts)

UMA PRODUÇÃO ORIGINAL:

Unbroken Productions

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