No episódio anterior…

Acordei com uma forte dor de cabeça. Estava extremamente confuso, a última coisa que me lembro foi de falar com Jake. Já ouvi falar de amnésia alcoólica, mas nunca tinha acontecido comigo antes. É muito estranho não lembrar do que aconteceu na noite anterior.

Foi então que percebi que estava deitado numa cama. Ao olhar para os lados, percebi que era o mesmo quarto em que eu estava com Jake e Megan ontem.

Senti um braço em volta do meu quadril, eu estava de lado. Fiquei assustado e confuso. Sentia também algo pressionando contra as minhas nádegas. Estava mole, mas eu sabia o que era. OH MEU DEUS! Eu estava de conchinha com um garoto!

Virei-me para ver se conhecia o sujeito, estava esperando ao máximo que eu não o conhecesse. É muito mais fácil ignorar coisas assim quando é com um estranho, até porque, afinal, eu nem me lembro do que fiz ontem à noite. Olhei para trás, e vi aquele rosto angelical. Era Joe, dormindo e me encoxando por trás. SOCORRO! Amnésia alcoólica não parece mais tão ruim…

 

Agora…

Eu não sei o que fazer. Estou paralisado. A pressão do instrumento dele conta a minha bunda é realmente boa, o que eu quero fazer agora é ir ainda mais para trás contra o corpo definido daquele garoto maravilhoso e esperar por uma ereção por parte dele que aumente ainda mais aquela pressão gostosa. Porém, o que eu quero fazer e o que eu devo fazer são geralmente coisas bem diferentes. Eu preciso sair daqui agora mesmo!

O braço dele estava me segurando, e embora eu quisesse prolongar aquele momento, precisava encontrar um jeito de sair dali, e isto sem acordá-lo, de preferência. Lentamente, usando a ponta do meu polegar e indicador, segurei o pulso de sua mão e comecei a afastar o braço dele.

De repente, ouvi um suspiro mais alto vindo de Joe, e tive um choque. Pensei que ele estava despertando, para a minha sorte não, graças a Deus. Como o seu braço era a única coisa me prendendo a seu corpo, depois disto, não foi mais tão difícil. Levantei-me calmamente para não mover muito a cama e, já em pé, tratei de procurar minhas roupas.

Ufa, encontrei. Estavam perto da porta, bem onde Jake falou comigo pela última vez. O mais confuso nem é o fato de eu não ter lembrado o que exatamente me levou a apagar, mas acredito que com bebida não precise de um motivo. O mais intrigante era o fato de eu ter ido parar na cama, nu, e mais importantemente, ao lado de outro garoto nu. Será que eu perdi minha virgindade inconsciente? O dia não poderia começar de forma pior. Mas se bem que acordei com um pinto quentinho me cutucando, então não tenho do que reclamar.

Comecei a me vestir rápida e silenciosamente. Já vestido, resolvi tratar de sair logo daquele quarto. Mas primeiro, precisava fazer uma última coisa. Parece arriscado, eu sei, mas ainda assim, aproximei-me da cama novamente e levantei a coberta para dar uma última olhada naquele corpo. Nossa, como eu queria voltar para esta cama, beijar estes lábios e cavalgar neste instrumento pelo resto do dia.

Pronto! Controle-se, Andy! Abaixei a coberta e fui correndo até a porta e, em seguida, saí do quarto e a fechei. FINALMENTE! Estou fora dali. Agora preciso dar o fora desta casa imediatamente. Minha mãe deve estar se perguntando onde estou até agora. Para a minha surpresa, a porta do quarto ao lado do de Joe foi aberta e alguém estava tentando sair de fininho.

– Shirley?! – Exclamei. Ela parecia mais surpresa em me ver do que eu a ela, e bem mais envergonhada também. Estava vestida novamente, segurando seus saltos e andando na ponta dos dedos dos pés. Ainda estava com um pouco do vômito da noite passada no pescoço. Eca.

– Shhhh! – Ela exclamou, com o dedo indicador perto da boca como um sinal para eu ficar quieto. – O que aconteceu na noite passada? A última coisa que eu lembro é de dar uns amassos com você na cozinha. – Ela sussurrou.

– Bom, depois disso a gente levou as coisas pro quarto e tiramos as roupas. Você se ofereceu para me fazer oral e então vomitou e desmaiou no chão. Fui eu quem te cobri, aliás. Não tem de quê. – Eu disse, sarcástico. Nem sei porque o sarcasmo, um dia com este pessoal e eu já estou confiante assim?

– Então, nós… não transamos? – Ela perguntou, hesitante. Era como se estivesse aliviada com a possibilidade de não termos transado. Eu sou tão repugnante assim? Ela com certeza parecia afim ontem à noite. Mas ela estava bêbada, então não posso julgar.

– Não.

– Ah, ótimo! – Ela sorriu. Realmente estava aliviada, mas eu me pergunto o motivo. – Mas porque você estava no quarto do Joe? – E AÍ VEIO A BOMBA.

O que será que eu respondo, meu Deus?! O quê neste mundo seria convincente o suficiente para ela não pensar que eu sou gay? Preciso inventar algo agora. Se eu demorar mais dois segundos ela vai começar a ficar suspeita. Pensa, Andy, pensa!

– Eu… Uhm… Estava… Dormindo na cama do Joe!

– Você dormiu com o Joe? – Ela parecia confusa. E eu em pânico por ela ter perguntado aquilo, considerando que era exatamente o que eu tinha feito.

– Ah, não não não. – Eu ri, tentando aliviar o momento e tirar as suspeitas. – O Joe não está no quarto. Eu estava muito cansado ontem e me senti estranho dormindo neste quarto enquanto você estava esparramada no chão junto do vômito, então resolvi dormir neste aqui. – Apontei para o quarto de Joe. Acredito que fui convincente. Agora é só ela não entrar no quarto e descobrir que Joe na verdade está dormindo ali que tudo ficará bem.

– Hum… Ok, então. Eu te vejo na escola amanhã. – Ela pareceu convencida. Graças a Deus. Acordei hoje com dois obstáculos e eles já se foram. Estou lidando muito bem com toda esta situação desastrosa.

– Te vejo amanhã. – Eu sorri.

Em seguida, andamos pelo corredor juntos durante um período bem extenso de silêncio constrangedor. Foi meio precipitado nos despedirmos antes de deixar a casa. Mas enfim, descemos as escadas e no andar de baixo, tudo estava numa verdadeira bagunça. Copos esparramados, bebidas, tanto nas garrafas quanto no chão, isto além de é claro, vários bêbados que provavelmente apagaram noite passada. Eu esperava encontrar Casey ou alguém conhecido entre os apagados, mas infelizmente, eu estava sozinho ali. Assim, não me restava outra escolha a não ser chamar um táxi para me levar pra casa.

– Ei, Andy, por acaso você vai ligar pra alguém vir te buscar? – Shirley me perguntou, curiosa.

– Sim, um táxi. – Eu ri.

– Posso dividir com você? Não se preocupe, eu pago a minha parte.

– Claro. E… não se preocupe, é por minha conta. – Eu sendo sempre um cavalheiro. Não posso evitar, é um dom.

– Nossa, obrigada!

 

Cerca de quarenta e cinco minutos depois, eu já estava em casa. Depois que o táxi chegou, levei Shirley até a porta de sua casa porque simplesmente não posso evitar ser um fofo, e em seguida o táxi me levou para a minha casa. A luz do sol ainda me incomodava, assim como qualquer barulho que eu ouvisse sentia como uma pancada na minha cabeça, isto sem contar a leve tontura. Os sintomas da ressaca eram claros. Mas só percebi quando cheguei na porta de casa e estava sozinho.

Peguei as chaves no bolso e, sem querer, deixei-as cair no chão, a tontura não estava colaborando com a minha coordenação motora. Assim, recolhi-as e finalmente consegui abrir a porta.

Assim que entrei, minha mãe veio correndo para me abraçar, parecia que algum membro da família tinha morrido. Espero que não seja isto que tenha acontecido, se não vou me arrepender depois de ter tido este pensamento.

– Oh, meu Deus! Por onde você andou? Eu estava morrendo de preocupação! – Ela perguntou, enquanto me abraçava como se fosse a última vez.

– Desculpe. Eu saí tarde da festa e fui dormir na casa de um amigo, não queria te acordar. – Foi uma boa mentira até, ponto para mim. Arrasei.

– Bom, você podia ao menos ter ligado.

– Eu sei, esqueci. Desculpe.

– De qualquer forma, eu estou apenas aliviada por você estar bem. – Ela disse, com um sorriso estampado. Que fofa esta minha mãe, sempre preocupada com o filho. – E que amigo era este? Era aquela garota, Casey? Ela é bem bonita. – Começou a me olhar com uma expressão que sugeria que eu estava tendo um tipo de namorico com a Casey. Coitada, nem sabe que eu gosto de escorregar na cenoura.

– Não. Era outro amigo, mãe.

– Olha só, dois amigos hein? Que orgulho. – Sou tão lixo humano assim que não posso ter amigos? Às vezes não sei se minha mãe está me apoiando ou me humilhando. Momentos… – Enfim, embora eu goste deste seu lado social, faltar no segundo dia de aula não é um bom sinal, espero que isto não prossiga, ok?

– É claro, mãe. Se você não se importar, eu vou ir pro quarto agora. – Alertei, com indiferença. Não gosto de prolongar assuntos desinteressantes.

– Claro, filho. – Respondeu, sorrindo como sempre. Um dia o rosto dela ficará deformado de tanta felicidade.

Subi as escadas, e entrei. Assim que o fiz, me joguei na cama. Mesmo tendo “dormido” a noite toda, aquela ressaca estava me matando, eu não conseguia fazer nada produtivo no momento, nem mesmo stalkear os boys na web.

De repente, o celular tocou. Foi como se eu estivesse recebendo diversas paneladas na cabeça de uma vez só, queria jogá-lo na parede. Mas como sou educado, resolvi ver primeiro quem era antes de fazer aquilo com meu aparelho. Era Casey. Não estou muito no clima para falar, mas ela tem sido tão legal comigo, que seria rude eu apenas ignorar. Atendi.

– Alô. – Disse, com a voz rouca e cansada.

– Oi, Andy. Como você está se sentindo? – Ela perguntou, com uma estranha animação na voz.

– Com uma ressaca dos infernos, obrigado por perguntar. – Espero que eu não tenha sido rude, é que estou com muita dor de cabeça para me importar.

– Eu imaginei. – Ela riu. – Olha, você devia passar aqui. Estamos na casa do Lucious, a avó dele faz um suco curador de ressaca de matar.

– Bom, seria legal sair de casa e fazer alguma coisa. Daqui a pouco eu chego aí, então.

– Okay, ótimo! Te vejo daqui a pouco. Beijos.

– Tchau.

Desliguei. Como sou desesperado por status social, não posso ser convidado para algum evento que eu já vou correndo. Todos os meus amigos de New York uma vez ou outra cancelavam os compromissos na última hora ou diziam estar doentes quando convidados, mas não eu. Eu vou em todos, isto é o quão desesperado eu sou. Mas fazer o quê?

Enfim, fui tomar banho, e claro que lá, me masturbei pensando na neca de Joe, que embora não fosse monstruosa, foi a da qual eu cheguei mais perto em algum tempo. Terminado o serviço, saí do chuveiro e me vesti. Logo depois, saí de casa.

 

Alguns minutos depois, cheguei na casa de Lucious. Bati na porta, e logo fui atendido, por Casey.

– Oi, você! – Ela me abraçou fortemente, como se estivesse animada em me ver. Sei que não é grande coisa, mas me sinto lisonjeado. Além de que o calor do corpo dela contra o meu é bem reconfortante, apesar de eu não estar sexualmente atraído por ela.

– Oi! Tem muita gente, aí? Não estou com muita paciência para barulhos, sinto como se minha cabeça estivesse prestes a explodir. – Eu ri.

– Não, não. Só a gangue principal, os mais próximos. Venha, eu vou te dar um pouco de suco matador de ressaca. – Ela puxou a minha mão e entramos. Fechei a porta com o pé devido a velocidade com que ela me puxou.

Assim que entrei, vi que ali estavam Lucious – obviamente –, Jake, Megan – Ah, não. A última coisa que quero é mais confusão pro meu lado. – e Shirley. Fiquei meio surpreso de vê-la, já que ela não mencionou nada sobre esta reuniãozinha aqui. Será que está tentando me evitar? Ai, meu Deus. A última coisa que eu quero é drama. Mas se ela é mesmo tão vadia quanto os outros dizem, provavelmente não deve ser nada.

Todos me viram. Lucious – obviamente o mais gente boa ali depois de Casey –, foi o primeiro a me cumprimentar. E único. Jake e Megan apenas me encararam com o mesmo ódio de sempre, principalmente pois sabiam que eu sabia do casinho dos dois, e Shirley apenas desviou o olhar. Eu me pergunto se é algo que eu fiz de errado.

Enfim, fomos até a cozinha, e Casey me serviu um pouco do tal “suco milagroso”. Era uma substância de um vermelho alaranjado, parecia suco de morango misturado com de laranja, não sabia exatamente o que era. Dei uma cheiradinha pra ver, mas parecia um suco normal, não consegui identificar bem o aroma, mas era bom. Enfiei goela a baixo sem pensar duas vezes, só queria me livrar de vez desta sensação terrível.

– Nossa! Você estava com sede, hein? – Casey gargalhou.

– Não aguento mais esta ressaca, só isto. – Eu ri.

– Você não costuma apagar, não é mesmo?

– Pois é. É tão óbvio?

– Uhum. – Ela assentiu. – Mas está tudo bem, com o tempo você vai se acostumando.

Nós rimos, e voltamos para a sala de estar, onde estavam todos sentados. De repente, Shirley fez um sinal não tão discreto quanto ela pensou para que Casey acompanhasse ela até a cozinha. Estou achando esta situação com Shirley muito estranha.

Então, estávamos só eu, Jake e Megan ali. Lucious tinha subido para pegar uma daquelas coisas de inspirar fumaça que eu não lembro o nome, acho que se chamam gongos, não tenho certeza.

O olhar fulminante dos dois me deixou mais desconfortável do que eu gostaria de admitir. Decidi ir até o banheiro fingir que fazia alguma coisa enquanto ninguém voltava.

Já no corredor, abri a porta do banheiro e entrei, fechei rapidamente. Estava aliviado por não precisar mais trocar olhares com aqueles dois projetos de filhote de capiroto. Eles são os piores!

Liguei a torneira para dar uma lavada no rosto, já que estou aqui é melhor fazer algo produtivo de uma vez. QUE SUSTO! Do nada, a porta se abriu e bateu no meu pé. Ainda com a torneira ligada, eu me afastei, tomei um susto enorme. Era Megan, para a minha surpresa. Ela entrou rapidamente e fechou a porta, e em seguida a torneira.

– Oi, Andy. Tudo bem? – Ela perguntou, convencida, com aquele sorriso fechado diabólico que ela tem. Ela é linda, mas é uma megera.

– O que você quer, Megan? – Estou nervoso, não sei mais como reagir. Mas já que o Jake não veio junto para me meter porrada e ela já sabe que eu sei sobre eles, é melhor parar de bancar o inocente e confrontá-la de uma vez.

– Bom, primeiramente: você está bem? Se perguntando porque está com uma dor latente na cabeça?

– Eu estou de ressaca, vadia. É normal estar com dor de cabeça. – Alguém me segura porque assim como Alicia Keys, eu estou on fire.

– Mas não é só isto o que aconteceu, querido. Acontece que o Jake foi quem bateu com a sua cabeça na parede e fez com que você apagasse.

Agora tudo faz sentido. Era apenas Jake sendo o cuzão de sempre, bom saber. – E porque é que você está me contando isto?

– Porque foi aí que eu tive uma brilhante ideia: bom, já que você estava inconsciente e dificilmente iria acordar até de manhã, eu resolvi fazer com que eu tivesse algo em minha vantagem no caso de você resolver abrir a boca para aquela sonsa da Casey. Eu e Jake despimos você e te colocamos na cama do Joe, pois sabíamos que uma hora ou outra ele iria até lá para se deitar bêbado e pelado como sempre faz, então decidimos que era a oportunidade perfeita.

DESGRAÇADA! É melhor ela não ter feito o que eu acho que ela fez! – Perfeita… pra quê? – Perguntei, quase que soltando fumaça dos olhos.

Então, ela tirou do bolso o seu celular e mostrou uma foto de mim de conchinha com Joe em sua cama. OH NO, SHE DIDN’T!

ESTRELANDO:

Dylan Minnette (Andy Miller)

Chloë Grace Moretz (Casey Roberts)

Gregg Sulkin (Connor Lawrence)

Evan Peters (Jacob “Jake” Parsons)

Ana Gasteyer (Vivian Miller)

CO-ESTRELANDO:

Grant Gustin (Joe Highmore)

Keith Powers (Lucious Wilson)

Nina Dobrev (Megan Lyon)

Candice Accola (Shirley Masters)

Rick Cosnett (Richard Maxfield)

CONVIDADOS:

Chris William Martin (George Highmore)

Marguerite Maclntyre (Marisa Highmore)

Christopher Cousins (John Lawrence)

Colin Ferguson (Norman Roberts)

UMA PRODUÇÃO ORIGINAL:

Unbroken Productions

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