Cena 01 (Floresta de Midlands – Dia)

 

Fade in

 

Um homem jovem, aparentando ser um caçador, montado em um cavalo em alta velocidade, olha para trás como se estivesse fugindo de algo.

A câmera o acompanha de baixo para cima abrindo o zoom até mostrar algo o perseguindo no céu, que de repente se aproxima em um voo rasante. O homem se abaixa desviando-se da grande criatura.

 

CORTA PARA…

 

Cena 02 (Eldor – Midlands – Dia – Ext.)

Cena aérea mostra a geral de uma grande cidade medieval com várias casas e torres cercada por uma grande alta muralha onde ao fundo na parte mais alta se localiza um castelo.

 

CORTA PARA…

 

ENTRADA DA CIDADE

 

A cena mostra dois guardas em frente ao portão principal. Um deles (guarda 01) percebe um ruído que parece vir do céu.

 

Guarda 01: (Olhando para o céu preocupado) Ei você ouviu isso?

Guarda 02: (Curioso) O que?

 

De repente uma forte brisa bate sobre eles. A câmera mostra um vento forte movimentando as arvores.

 

Guarda 02: O que é isso?

 

A câmera se movimenta de baixo para cima até o topo da torre onde há um guarda (03). Ele observa algo que se aproxima e se assusta.

 

Guarda 03: Pelos Espíritos! Não é possível!

 

Ele imediatamente pega um shofar e assopra. A cena mostra todos na cidade atentos ao som do shofar, e logo os guardas na entrada do portão entram para cidade e fecham a entrada.

 

Guarda 02: (Olhando para torre) O que é aquilo?

Guarda 03: Dragão!

 

De repente o guarda da torre avista alguém se aproximando. A câmera mostra o jovem homem no cavalo em alta velocidade se aproximando da entrada.

 

Homem: (No cavalo) Rápido, abram o portão!

 

Os guardas rapidamente abrem o portão, mas de repente antes que ele possa entrar uma chama de fogo que vem do céu o atinge.

 

Guarda 03: (Assustado) Pelos Deuses!

 

O guarda olha para cima e vemos uma sombra de um grande dragão passando por ele.

 

Várias pessoas correm desesperadas. De repente um grupo de seis guardas apontam os arcos para o alto, mas antes que possam atirar as flechas uma chama que vem do céu os atinge espalhando fogo pela cidade e fazendo com que uma torre caia em ruinas sobre eles.

 

CORTA PARA…

 

Um homem magro, alto, com longos cabelos grisalhos quase brancos corre com um bebê nos braços sem que possamos ver seu rosto.

 

Ele desvia das chamas e várias pedras que caem ao seu redor tentando proteger o bebê que chora em seus braços. Ele continua correndo até que de repente o fogo que vem do alto atinge uma casa a sua frente bloqueando o caminho.

 

Homem: Oh! Pelos espíritos!

 

Ele olha cautelosamente para o céu, a sombra do dragão passa sobre ele. Ouvimos o bebê chorando. A câmera foca em seu rosto até que se move para o dragão vindo em sua direção.

 

O dragão pousa e o encara, fazendo o homem recuar. O dragão se aproxima cautelosamente, seu pescoço fica vermelho prestes a cuspir fogo. O homem levanta a mão para se proteger, quando de repente o dragão abre a boca e as chamas atingem o homem e o bebê. A chama cobre a tela e rapidamente.

 

CORTA PARA…

 

Um rapaz que acaba de acordar assustado.

 

Rapaz: (Ofegante) Ahh! Pelos Deuses!

 

Ele se senta na cama com as mãos nos olhos.

 

Fade out

 

 

Fade in:

 

Cena 03 (Arghon – Casa – Dia – Int.)

A cena abre na cozinha com um jovem rapaz (Adrian) e um homem aparentemente mais velho (Ruffus) sentados à mesa em meio a uma refeição.

 

Ruffus percebe que Adrian está preocupado.

 

Ruffus: Por que você está tão calado, meu filho?

Adrian: (Cabisbaixo) Não é nada.

Ruffus: São os sonhos novamente não são?

Adrian: (Levanta a cabeça) Sim. Cada vez se tornam mais reais. Como se fossem lembranças do passado, mas não sei o que significam.

 

Ruffus se aproxima de Adrian.

 

Ruffus: Meu filho. Não deve se preocupar com isso, são somente pesadelos.

Adrian: Mas sempre são os mesmos sonhos. E se significarem alguma coisa?

 

Ruffus estende a mão sobre o ombro de Adrian.

 

Ruffus: (Preocupado) Isso vai passar eu prometo. Agora termine de comer, temos muito trabalho hoje.

 

Adrian acena com a cabeça e volta a comer.

 

CORTA PARA…

 

Cena 04 (Floresta – Dia – Ext.)

A cena acompanha uma mulher jovem de vestido longo escuro, branca de cabelos pretos longos e olhos azuis sobre um cavalo correndo em alta velocidade e ao seu lado um homem de aparência idosa, de baixa estatura lembrando um duende, sobre um cavalo menor. Ambos em alta velocidade sendo perseguidos por um grupo de soldados armados com arcos e flechas e espadas. Um dos soldados aponta uma flecha.

 

Duende: De pressa princesa! Eles vão nos alcançar. Vá na frente, eu vou distraí-los.

Princesa: (Olhando para trás) Não vou deixá-lo!

 

A princesa retira uma faca presa a perna, olha para trás e em seguida atira a faca. Em slow-motion a câmera acompanha a faca que acerta diretamente o peito de um soldado fazendo-o cair do cavalo.

Um soldado que vem atrás atira uma flecha que acerta o duende nas costas.

 

Duende: (Com dor) Aahh!

Princesa: (Preocupada) Elmo!

 

O duende continua se apoiando no cavalo com dificuldade.

 

Elmo: Você não pode parar entendeu? Você precisa continuar custe o que custar! O mundo depende de você!

 

Princesa: (Chorando) Elmo eu não posso deixá-lo!

 

Elmo: Sua missão é mais importante que eu! Vá princesa, eu vou distrai-los!

 

Elmo retira do bolso um frasco com liquido verde dentro. Ele olha para a princesa com lágrimas nos olhos.

 

Elmo: Adeus minha princesa!

 

Princesa: (Com rosto cheio de lágrimas) Elmo não!

 

Elmo diminui a velocidade se distanciando da princesa. Os soldados o alcançam e o cercam. Em seguida o duende pega o frasco e o atira com força para cima.

 

Elmo: Misticno eksplozja!

 

De repente uma explosão de luz verde sai do frasco e os atinge fazendo-os virar pó.

 

A princesa olha para trás com lágrimas saindo dos olhos.

 

Princesa: Obrigada Elmo.

 

A câmera acompanha ela fugindo. De repente aparece um soldado que vem atrás. Ele para e a observa com um olhar frio enquanto ela se distancia.

 

CORTA PARA…

 

Cena 05 (Fronteira com Westland – Dia – Ext.)

Abre na princesa cavalgando em velocidade média saindo da mata fechada e entrando em campo aberto. De repente ela se depara com algo a sua frente.

 

A cena mostra uma barreira transparente em cor verde escuro brilhante de uma ponta a outra bloqueando o caminho, não sendo possível identificar onde começa e onde termina. A princesa se aproxima da barreira lentamente e curiosamente observa.

 

CORTA PARA…

 

Um soldado que a observa de longe atrás de uma árvore. Em seguida ele olha para trás e faz um gesto fazendo com que mais três soldados apareçam.

 

Corta na princesa se aproximando da fronteira. Ela para mais próximo e observa o brilho que a barreira emite. De repente ouvimos um som que vem da barreira como se fosse várias pessoas falando ao mesmo tempo sem que se possa identificar o que é dito.

 

Princesa: (Curiosa): O que?

 

Ela aproxima o rosto para tentar ouvir. De repente uma mão de um vulto tenta agarra em seu braço tentando puxá-la para dentro da barreira.

 

Princesa: (Assustada) Não!

 

A princesa tenta resistir. De repente o cavalo se assusta e se afasta da fronteira fazendo com que a princesa possa escapar do vulto.

 

Princesa: (Assustada) Ai! O que foi isso? (Acariciando o cavalo) Calma rapaz.

 

A princesa olha para uma pequena bolsa de coro em sua cintura. Ela abre e retira um pingente onde há uma pedra azul brilhante na ponta. Em seguida ela o levanta e aponta a pedra para a barreira.

 

Corta no soldado observando curiosamente.

 

Soldado: Mas o que é aquilo?

 

Os outros soldados se aproximam para observar.

 

A cena foca na princesa apontando a pedra para a barreira. De repente a pedra emite um som delicadamente agudo, em seguida um brilho e inesperadamente a barreira se abre como uma passagem. A princesa caminha pela passagem, que lembra um túnel até chegar do outro lado. Ela para e olha para trás.

 

Princesa: Obrigada Elmo.

 

Ela guarda a pedra e segue adiante no cavalo. Em seguida ela para e olha para a barreira que lentamente vai se fechando. De repente quatro soldados atravessam a barreira em direção a princesa, que ao perceber eles vindo em sua direção foge em alta velocidade. Após o último soldado passar pela barreira ela se fecha novamente.

 

CORTA PARA…

 

 

 

Cena 06 (Arghon – Westland – Dia – Ext.)

Close em um pedaço de madeira, que de repente recebe um golpe de machado fazendo-o partir ao meio. Corta para imagem aberta mostrando um campo amplo e verde onde Adrian corta as pilhas de lenha com o machado.

Por um momento Adrian percebe um som como algo se aproximando. Ele estranha e em seguida vai em direção a floresta.

Ele caminha entre as arvores até que para atrás de um tronco e observa um grupo de soldados em alta velocidade perseguindo uma jovem mulher (princesa).

 

CORTA PARA…

 

Princesa, que foge em alta velocidade até que se depara com um penhasco. O cavalo para de repente se assustando com a altura e faz com que a princesa caia no chão. Adrian a observa escondido.

Os guardas descem dos cavalos e vão em direção a princesa que se levanta com dificuldade. Ela pega uma espada que estava presa a suas costas e encara os guardas que param surpresos.

 

Soldado 01: Calma mulher. Venha conosco e ninguém lhe fará mal.

 

A princesa pega algo em sua bolsa presa a cintura. Um frasco com liquido verde brilhante dentro e o mantém atrás de si para que não vejam.

 

Princesa: Para Eldor? Nunca!

Soldado 01: Então você vai morrer aqui mesmo. Acabem com ela!

 

Os outros três soldados partem em direção a princesa, quando de repente ela atira o frasco no chão contra os soldados. O frasco se quebra causando uma explosão, e libera uma chama verde fazendo os soldados virarem pó.

 

Corta para Adrian que assiste a tudo surpreso.

 

Adrian: Pelos Deuses!

 

Foca no Soldado 01 que é o único que restou.

 

Soldado 01: Sua feiticeira!

Princesa: (Com medo) Para trás! Ou você acabará como seus amigos.

Soldado 01: (Sorrindo) Chega de truques princesa. Agora você não vai poder escapar.

 

O soldado parte em direção a princesa com um golpe de espada. Ela se defende. Os dois lutam até que com um golpe o soldado desarma a princesa e a faz cair no chão. Em seguida ele aponta a espada em direção ao seu pescoço.

 

Soldado 01: (Apontando a espada) E agora? O que você vai fazer? Ninguém vai te salvar.

 

O soldado levanta a espada para dar um golpe na princesa que com medo fecha os olhos. De repente ele leva um forte golpe de um pedaço de madeira fazendo-o cair inconsciente.

A princesa assustada sem saber o que aconteceu abre os olhos e vê Adrian com um pedaço de madeira nas mãos e a outra estendida.

 

Adrian: Você está bem?

 

A princesa segura na mão de Adrian que a ajuda a levantar.

 

Princesa: Sim estou.

 

Ela pega a espada e a guarda atrás das costas.

 

Adrian: Meu nome é Adrian d’Alanmir.

 

A princesa olha para Adrian apenas acenando a cabeça

 

Adrian: Por que estavam atrás de você? E o que você fez com eles?

 

A princesa olha sério para Adrian sem dizer nada e em seguida monta no cavalo. Adrian estranha.

 

Adrian: Ei! Aonde vai?

Princesa: Eu tenho que ir. Obrigada.

Adrian: (Curioso) Mas nem mesmo disse seu nome.

 

A princesa se prepara para ir.

 

Princesa: Quanto menos souber sobre mim melhor para você. Agora deixe-me ir.

 

A princesa parte com o cavalo em alta velocidade. Adrian estranha. Em seguida ele olha para o chão para onde estavam os soldados. Ele repara em um liquido verde brilhante. Curiosamente ele se aproxima e se abaixa, examina o liquido e com o dedo indicador ele toca. De repente ele leva um choque.

 

Adrian: Ai! O que é isso?

 

Adrian sem perceber deixa cair uma pulseira no chão. Em seguida ele olha para sua mão que a partir do seu dedo escurece por toda a palma da mão.

 

CORTA PARA…

 

Cena 07 (Arghon – Casa – Dia – Ext.)

A cena abre na casa de Adrian com Ruffus sentado à mesa lendo um livro, quando percebe alguém chegando.

 

Ruffus: Adrian, é você?

 

De repente a porta se abre e Adrian entra apressadamente.

 

Adrian: Pai!

 

Ruffus se levanta surpreso.

 

Ruffus: Adrian! O que houve meu filho?

Adrian: O senhor não vai acreditar.

 

Ruffus se mostra preocupado.

 

CORTA PARA…

 

Cena 08 (Arghon – Westland – Tarde – Ext.)

A imagem mostra o soldado no chão desacordado. Ele lentamente vai recuperando os sentidos, e aos poucos se levanta. Cambaleando ele vai andando até que repara em algo no chão, em seguida se abaixa e pega. Ele analisa o objeto e vemos a pulseira de Adrian.

O soldado pega a sua espada e seu arco e segue por uma trilha na floresta. De repente ele dá de cara com um grupo de guardas armados. O que comanda à frente aponta um arco para ele.

 

Guarda: Largue as armas.

Soldado: Pela autoridade de quem?

 

Os outros guardas apontam flechas em sua direção.

 

Guarda: Em nome do Conselheiro.

 

O soldado se mostra intimidado, porém com uma postura fria ele larga suas armas.

 

O guarda da frente desce e o revista.

 

Guarda: (Revistando) Diga o que houve por aqui.

Soldado: Este conselheiro… É ele quem governa essas terras?

Guarda: (Desconfiado) Sim.

Soldado: Então me leve até ele que eu contarei a minha história.

 

Os outros guardas se entreolham desconfiados.

 

CORTA PARA….

 

Cena 09 (Arghon – Floresta – Noite – Ext.)

Vemos a princesa cavalgando por uma trilha na floresta a noite. De repente algo brilha em sua mão. Ela estranha e para, desce do cavalo e olha para o pingente onde a pedra azul emite um ruído agudo e delicado e um brilho azul claro. Ela levanta o pingente e a luz fica mais forte.

 

Princesa: Para onde Vodijha? Este lado?

 

A princesa vai caminhando sendo guiada pela luz e o som do pingente.

 

CORTA PARA….

 

Cena 10 (Arghon – Casa – Noite – Int.)

A cena abre em Adrian e Ruffus sentados à mesa conversando.

 

Ruffus: (Chocado) Pelos espíritos! Adrian, meu filho como foi se meter nisto?

Adrian: Não sei meu pai. O senhor sabe como isso é possível? Como uma mulher pode derrotar aqueles homens? Os transformou em pó.

 

Ruffus se levanta preocupado.

 

Ruffus: Magia! Só pode ser magia.

Adrian: (Confuso) Mas isso é impossível. Não existe magia deste lado da fronteira.

 

A imagem foca na expressão preocupada de Ruffus.

 

CORTA PARA….

 

Cena 11 (Arghon – Palácio do Conselho – Noite – Ext.)

A cena abre nos guardas chegando a palácio. Junto deles está o soldado preso a uma corda com as mãos amarradas. Eles descem de seus cavalos. Um dos guardas que comanda vai a frente.

 

Guarda: Levem-no ao conselheiro.

 

Os guardas o levam para dentro do palácio.

 

CORTA PARA….

 

DENTRO DO PALÁCIO

Vemos uma sala ampla com um tapete vermelho no centro que vai da entrada até chegar a um trono onde está sentado um homem jovem (Conselheiro) com uma roupa vermelha e uma capa dourada indicando ser uma autoridade. Os guardas se aproximam dele e o reverenciam.

 

Conselheiro: Borowir, quem é este homem?

 

Borowir, o guarda da frente faz um sinal para os outros guardas que trazem o soldado para mais próximo do conselheiro.

 

Borowir: Meu senhor, este homem foi preso com atitudes suspeitas na trilha de Null que leva ao norte em direção ao vilarejo. Se recusou a dizer quem era, exceto na presença do conselheiro.

Conselheiro: Pois então soldado. (Olhando fixamente para o soldado) O que faz em nossas terras? Está claro que você não é daqui. Conte-nos sua história.

 

O soldado olha seriamente ao redor.

 

Soldado: Poderiam tirar essas amarras? Não há motivos para manter um homem desarmado preso como um animal.

 

Todos olham para ele. O conselheiro faz um gesto e um dos guardas o desamarra.

 

Conselheiro se levanta e se aproxima com as mão para trás e com uma postura fria.

 

Conselheiro: Então? Diga como se chama e o que faz em nossas terras forasteiro.

Soldado: (Sério) Meu nome é Argos Wolfric. Sou de Midlands, do reino de Eldor, no velho mundo.

 

Os soldados se mostram surpresos. Borowir se aproxima.

 

Borowir: (Desconfiado) Isso é mentira meu senhor! Todos aqui sabem que não e possível atravessar a fronteira.

Conselheiro: Calma Borowir. Deixe ele contar sua história. Continue soldado.

 

Borowir se mostra desconfiado.

 

Wolfric: Sei porque devem estar pensando que estou mentindo. Mas recentemente descobrimos que há uma maneira de atravessar a fronteira.

 

Todos olham desconfiados.

 

Wolfric: Eu vim de Midlands perseguindo uma jovem mulher. Ela é uma bruxa e, com o uso de magia, ela encontrou uma forma de atravessar a fronteira.

Borowir: Como assim?

Wolfric: Não sabemos como. Só a seguimos. Ela é extremamente perigosa. Vim com quatro homens.

Conselheiro: E onde eles estão?

Wolfric: Eles estão mortos.

 

Todos olham surpresos.

 

Wolfric: A cercamos na floresta, porém com uso de magia negra e muito poderosa, ela os matou.

 

O conselheiro se mostra preocupado.

 

Conselheiro: Então ela estava sozinha?

Wolfric: Ela teve ajuda de alguém deste lado da fronteira. (Mostrando a pulseira) Alguém que usava isto.

 

O conselheiro dá as costas.

 

Conselheiro: (Surpreso) Não pode ser!

Wolfric: (Desconfiado) Sabe a quem isto pertence?

 

O conselheiro se vira de frente para Wolfric se mostrando preocupado.

 

Conselheiro: É de meu irmão.

 

Foca na expressão de Wolfric desconfiado e surpreso.

 

CORTA PARA….

 

Cena 12 (Arghon – Casa – Noite – Int.)

A cena abre em Ruffus e Adrian sentados à mesa em meio ao diálogo.

 

Ruffus: (Preocupado) Eu sabia que isso poderia acontecer.

Adrian: (Curioso) O que meu pai?

 

Ruffus se levanta rapidamente e olha pela janela da casa. Ele avista alguns guardas chegando.

 

Ruffus: Por Thorin!

 

Apressadamente Ruffus pega uma bolsa e começa a guardar alimentos.

Ele vai em direção a Adrian e o abraça forte, em seguida ele o segura pelos ombros e olha fixamente em seus olhos.

 

Adrian: (Estranhando) O que foi meu pai?

Ruffus: Haja o que houver Adrian meu filho, eu o amo.

 

Em seguida ele pega uma bolsa e entrega à Adrian.

 

Ruffus: Você deve sair daqui o mais depressa possível. Vá até as montanhas e procure por Gildore.

Adrian: (Sem entender) Gildore? O louco da montanha? Por que deveria procura-lo?

 

Ruffus corre em direção a cozinha, onde Adrian o acompanha sem entender e rapidamente abre a porta dos fundos. Adrian sai rapidamente deixando cair uma maçã no chão, e vai em direção ao cavalo que está parado preso à cerca.

 

Ruffus: Faça o que eu digo. E haja o que houver eu o amo. Agora vá depressa e só fale com Gildore.

Adrian: (Estranhando) Mas pai…

Ruffus: (Empurrando) Vá! Agora!

 

Adrian sobe no cavalo e sai cavalgando. Ruffus fecha a porta e as janelas rapidamente. De repente alguém bate na porta, Ruffus cautelosamente abre. Os guardas entram rapidamente acompanhados de Borowir e Wolfric.

 

Ruffus: O que está acontecendo?

Borowir: Ruffus, onde está Adrian?

 

Ruffus olha desconfiado para Wolfric.

 

Ruffus: Eu não sei, não o vi hoje. Por que? O que está acontecendo Borowir?

Borowir: Houve um incidente na floresta, na trilha de Null e Adrian está envolvido.

 

Wolfric se aproxima.

 

Wolfric: Uma bruxa invadiu estas terras, ela é muito perigosa e seu filho a ajudou a fugir. Temos que encontrá-lo antes que ela o enfeitice e o coloque sob seu comando.

Borowir: Tem certeza que não o viu Ruffus?

Ruffus: (Disfarçando) Não Borowir. Não o vi hoje. Adriel sabe disso?

Borowir: Sim, por isso precisamos encontrá-lo. Se ele não está aqui devemos voltar para Null. Talvez ele tenha ido para o vilarejo.

 

Ruffus se mostra preocupado, quando Wolfric olha fixamente para ele. Ele repara em algo no chão, percebe uma maçã caída e se olha desconfiado.

 

Wolfric: É melhor que um de nós fique aqui para garantir, caso ele volte para casa. O resto venham conosco para Null.

Borowir: (Receoso) Que seja. Vamos.

 

Todos saem, com excessão de um guarda que fica vigiando a porta. Borowir monta em seu cavalo e se prepara para partir quando é interrompido por Ruffus.

 

Ruffus: (Preocupado) Borowir, se certifique que não o machuquem.

Borowir: Tem a minha palavra.

 

Borowir parte junto dos outros guardas. Foca na expressão assustada de Ruffus.

 

CORTA PARA….

 

Cena 13 (Arghon – Montanhas – Noite – Ext.)

A imagem acompanha a princesa cavalgando vagarosamente por um vale aberto onde a frente há uma um monte alto encoberto por uma neblina densa. Ela para e observe a montanha, levanta o pingente com a pedra na ponta brilhando e emitindo um som levemente agudo.

 

Princesa: Então Vodijha? É nesta montanha que ele vive?

 

O brilho da pedra fica mais claro.

 

Princesa: Então é isso.

 

A princesa cavalga em alta velocidade em direção a montanha.

 

CORTA PARA….

 

ALTO DA MONTAHA

 

Vemos a princesa subindo a montanha apontando a pedra que ilumina o local em meio a densa névoa ao redor. De repente houve-se um ruído. O cavalo se assusta e relincha.

 

Princesa: Calma garoto.

 

Em seguida uma nuvem negra se aproxima.

 

Princesa: (Assustada) O que é aquilo?

 

A nuvem se aproxima e invade o local e vemos um bando de morcegos que passam por ela, assustando o cavalo que se empina fazendo-a cair no chão junto com uma bolsa que espalha seus pertences. O cavalo foge pela floresta.

 

Princesa: Ai! Maldição.

 

A princesa levanta o pingente que ilumina o local. A luz brilha em direção a uma trilha. A princesa se levanta com dificuldade, recolhe sua bolsa e guarda os objetos. Em seguida ela segue pela trilha.

 

CORTA PARA….

 

Cena 14 (Arghon – Floresta – Noite – Ext.)

A cena abre em Adrian cavalgando por uma trilha em meio a floresta. De repente ele começa a sentir-se mal e se apoia no cavalo. Ele olha para sua mão onde vemos uma mancha negra da ponta do dedo até o pulso.

 

Adrian: Pelos espíritos, o que é isso?

 

A imagem mostra ele se distanciando.

 

CORTA PARA….

 

Cena 15 (Arghon – Montanhas – Noite – Ext.)

A princesa segue pela trilha até que o brilho da pedra emite uma luz azul. A princesa levanta o pingente e observa algo a sua frente.

 

Princesa: (Sorrindo) Então é aqui Vodijha? É aqui que o velho mago vive.

 

A cena mostra uma cabana feita de pedra e nas paredes várias plantas e ervas que parecem nascer em meio as rochas que vão até o telhado encoberto por grama verde clara. Entre as janelas há luz amarela que vem de dentro.

A princesa caminha em direção a uma porta de entrada feita de madeira, ela sobe as escadas e segue até que para diante da porta. Antes que ela possa bater na porta, a maçaneta se mexe e a porta se abre. Um velho homem (mago) alto de cabelos longos brancos e nu aparece.

 

Mago: (Agitado) O que você quer aqui a esta hora jovem garota?

 

A princesa estranha e se mostra constrangida.

 

Princesa: Bem… (Envergonhada) Eu estou à procura de…

 

O mago fica curioso e espera a resposta da princesa impaciente.

 

Mago: Sim?

Princesa: Hã… Por acaso sabe que está nu?

 

O mago repara em si mesmo e percebe que está sem roupas.

 

Mago: Bem… E você? Sabe que horas são?

 

A princesa estranha.

 

Mago: Não recebo muitas visitas. Mas entre, não fique aí fora neste frio. E não se preocupe, já estou vestindo algo, só preciso achar minhas roupas.

 

A princesa constrangida entra na cabana.

 

CORTA PARA….

 

Cena 16 (Arghon – Casa – Noite – Int.)

A cena abre na casa com Ruffus sentado à mesa preocupado. Inquieto ele levanta e vai até a porta e olha pelo buraco da fechadura. Ele percebe que não há mais ninguém na porta. Em seguida ele pega um machado, abre rapidamente a porta e sai em direção a trilha. De repente aparece alguém:

 

Wolfric: Vai a algum lugar?

 

Ruffus pega o machado e encara Wolfric.

 

Ruffus: Eu sei o que você quer. Não vou deixá-lo machucar meu filho.

Wolfric: Se ele se meter em meu caminho acabará morto. E não há nada que você possa fazer velhote.

Ruffus: Terá que me matar.

Wolfric: Sim. Mas primeiro você terá que sofrer muito.

 

Wolfric solta a espada e Ruffus estranha sua reação. De repente ele começa a se transformar.

 

Ruffus: O que é isso?

 

Wolfric sofre uma transformação, seus olhos ficam verdes e brilhantes, seus músculos vão crescendo fazendo as roupas rasgarem. De repente ele se transforma em um grande lobisomem.

 

Ruffus: (Aterrorizado) Por Thorin!

 

A câmera foca no lobisomem. Ele encara Ruffus de frente. A câmera o mostra de frente, de repente ele emite um rosnado e avança em Ruffus.

 

Ruffus: Não! Aahhh!

 

CORTA EM TELA PRETA.

 

Cena 17 (Cabana do Mago – Montanhas – Noite – Ext.)

 

Fade in

 

A imagem abre mostrando o fogo em uma lareira e vai abrindo o zoom até mostrar o mago pegando uma chaleira de metal.

 

Mago: Aceita um chá minha jovem?

Princesa: Não, obrigada. Eu prefiro ir direto ao assunto.

Mago: (Curioso) Que assunto?

 

O mago pega a chaleira e coloca na mesa.

 

Princesa: Você é Guildore, o grande mago da montanha. Preciso da sua ajuda.

 

O mago se mostra confuso.

 

Mago: Eu? Mago? Você deve estar enganada minha jovem. Não sou um mago. Não existe magia no Mundo Novo.

 

A princesa retira o pingente de seu pescoço e o levanta mostrando para o mago. O pingente emite a luz e um som levemente agudo. O mago olha para o pingente surpreso.

 

Princesa: Não há engano algum. Esta é Vodijha, e ela me trouxe até você. Não há erro, você é o grande Elbereth Van der Gildore, o mago da Primeira Ordem!

 

O mago olha espantado para o objeto.

 

Mago: Como você conseguiu a Vodijha? Quem é você?

Princesa: Ela me foi dada por Elmo, um feiticeiro anão, para que eu chegasse até você. Meu nome é Sarah de Anárion, filha do grande Victor de Anárion, o rei de Eldor.

Mago: (Surpreso) Não pode ser.

 

O mago chocado se senta em uma poltrona próxima a lareira.

 

Sarah: O reino de Eldor está corrompido. O rei a cada dia está perto da morte e desde que o conselheiro assumiu o poder o povo sofre cada vez mais. Preciso de sua ajuda.

Gildore: Não sei como eu, um homem velho poderia ajudá-la.

Sarah: Você sabe da profecia. Me diga onde posso encontrar o Witcher.

 

De repente ouve-se um ruído que vem da porta. O mago e a princesa se entreolham.

 

Sarah: O que foi isso.

Gildore: Parece que em breve você terá sua resposta.

 

O mago abre a porta e do lado de fora vemos Adrian caído no chão inconsciente e um cavalo parado ao seu lado.

 

Gildore: Pelos espíritos! Me ajude, vamos levá-lo para dentro.

 

A princesa e o mago carregam Adrian para dentro da cabana.

 

CORTA PARA…

 

Cena 18 (Arghon – Palácio do Conselho – Noite – Int.)

A cena abre em um salão pequeno com uma grande mesa onde o conselheiro está sentado na ponta e Borowir a sua frente em pé.

 

Conselheiro: Então? Encontrou Adrian?

Borowir: Não. Ele não foi visto. Deixamos um guarda na casa de seu pai para caso ele volte.

 

O conselheiro se levanta preocupado e se aproxima de Borowir.

 

Conselheiro: Temos que encontrar a tal bruxa. Temos que garantir a segurança do povo de Arghon. E onde está Wolfric?

Borowir: Ele está com alguns homens fazendo uma busca em Null, no vilarejo. Acha que ele é confiável?

Conselheiro: Não sei. Só posso afirmar que não podemos arriscar a segurança de nossas terras. Vá Borowir, faça uma busca e encontre meu irmão. Precisamos descobrir o que está acontecendo.

Borowir: Sim senhor.

 

Borowir sai. O conselheiro olha desconfiado.

 

CORTA PARA…

 

Cena 19 (Cabana do Mago – Montanhas – Noite – Ext.)

A imagem foca no rosto de Adrian todo suado e inconsciente deitado em uma cama. Sarah limpa seu rosto com um pedaço de pano úmido.

 

Sarah: O que está acontecendo com ele?

 

Gildore prepara uma poção enquanto fala.

 

Gildore: Ele foi envenenado. Tocou em algo que não deveria.

 

Gildore mistura um liquido em um frasco e leva para onde Adrian está deitado.

 

Sarah: Acha que ele ficará bem?

Gildore: Difícil dizer. Levando em consideração que ele está morrendo.

Sarah: Morrendo?

Gildore: Sim, magia muito poderosa. Segure a cabeça dele.

 

Gildore coloca o frasco em sua boca fazendo-o beber o liquido.

 

Sarah: Acha que isso irá curá-lo?

Gildore: Não exatamente. Irá atrasar o efeito do veneno. Preciso achar raízes de kusto. Eu preciso administrar a poção, então preciso que você vá lá fora e arranje algumas.

Sarah: Eu? Mas eu não sei como elas são.

Sarah:  Então use a Vodijha para guia-la.

 

Gildore aponta para a pedra no pingente e ela começa a brilhar. Sarah olha para a pedra surpresa.

 

Sarah:  Mas como…

Gildore: Não há tempo a perder. Vá!

 

Sarah sai imediatamente.

 

CORTA PARA…

 

Cena 20 (Arghon – Floresta – Noite – Ext.)

A cena abre na floresta a noite iluminada pela luz da lua. A câmera segue Borowir cavalgando pela trilha rapidamente em seu cavalo. Ele chega até o fim da trilha e para repentinamente. Foca em sua expressão de espanto onde o seu rosto reflete uma luz a sua frente. A câmera gira em 180° até que mostra a casa de Ruffus em chamas.

 

Borowir: (Espantado) Por Thorin! Ruffus!

 

Ele desce do cavalo e cautelosamente segue em direção a casa. De repente ele houve um ruído que vem do alto.

 

Borowir: O que é isso?

 

A câmera sobrevoa sobre ele mostrando que algo se move a cima. Borowir retira sua espada da cintura.

 

Borowir: Quem está aí?

 

A imagem mostra algo sobrevoando bem rápido sem que se possa ver o que é. De repente a criatura vai em direção a Borowir e o ataca por trás.

 

CORTA PARA…

 

Cena 21 (Cabana do Mago – Montanhas – Noite – Int.)

A Cena abre mostrando Gildore preparando uma poção em seus frascos sobre uma mesa. De repente Adrian começa a se mexer inconscientemente com movimentos trêmulos.

 

Gildore: Pelos espíritos! Aguente firme meu jovem!

 

Guildore pega uma poção e dá para Adrian tomar, mas ele continua a tremer.

 

Guildore: Onde está você Sarah?

 

CORTA PARA…

 

Cena 22 (Montanhas – Floresta – Noite)

Sarah caminha entre as arvores e a névoa com a pedra que brilha iluminando o caminho escuro.

 

Sarah: Vamos Vodijha, mostre onde estão as raízes.

 

Ela continua caminhando até que a pedra emite uma luz azul e o som delicadamente agudo. Sarah para e observa as plantas próximas ao arbusto a frente. Ela se aproxima e se abaixa para ver as plantas mais de perto.

 

Sarah: Obrigada Vodijha.

 

Ela começa a arrancar as plantas.

 

CORTA PARA…

 

Cena 23 (Cabana do Mago – Montanhas – Noite – Int.)

A cena mostra Adrian com movimentos trêmulos, suado na cama. Guildore se mostra preocupado e sem saber o que fazer. De repente a porta se abre e Sarah entra com as raízes na mão e observa a reação de Adrian na cama tremendo.

 

Sarah: Aqui estão as raízes! O que está havendo com ele?

Guildore: Ele está tendo uma reação. O veneno penetrou seu coração. Ele está morrendo.

 

Guildore pega as raízes e mistura elas no frasco.

 

Guildore: Se ele morrer será o nosso fim.

Sarah: (Estranhando) Por que está me dizendo isso?

Guildore: Porque ele é o Witcher.

 

Sarah se mostra surpresa. Guildore pega o frasco e faz com que Adrian beba com dificuldade.

 

Guildore: Espero que não seja trade de mais.

Sarah: Por que não me contou antes?

Guildore: Sempre há o momento certo para as coisas minha jovem.

 

Sarah olha desconfiada. De repente Adrian para com a reação e se mantém imóvel. Sarah estranha.

 

Sarah: O que houve com ele?

 

Guildore se aproxima e o examina.

 

Guildore: (Decepcionado) Tarde demais. (Pausa) Ele está morto.

Sarah: (Assustada) Não pode ser! Faça algo mago, ele não pode morrer assim!

 

Guildore abaixa a cabeça decepcionado.

 

CORTA PARA…

 

Cena 24 (Arghon – Palácio do Conselho – Noite – Int.)

A cena abre em um salão pequeno com o conselheiro sentado à mesa comendo um pedaço de pão e tomando uma taça de vinho. De repente um guarda aparece desesperado.

 

Guarda: Meu senhor! O vilarejo foi atacado.

Conselheiro: O que?

 

O conselheiro corre em direção a saída.

 

CORTA PARA…

 

ENTRADA DO PALÁCIO

 

O conselheiro corre em direção a entrada até que para de repente e observa com uma expressão de pânico o movimento no vilarejo. A câmera mostra várias criaturas com asas grandes pretas lembrando morcegos de estatura humana sobrevoando e atacando o vilarejo. As pessoas correm desesperadas.

 

Conselheiro: Pelos espíritos o que é isso?

 

Vários guardas tentam defender o vilarejo, alguns atacam com arco e flechas, porém as criaturas se movimentam muito rápido sendo impossível atingi-las. As pessoas correm aterrorizadas e muitos guardas são atacados e mortos.

 

Um guarda vem em direção ao conselheiro.

 

Guarda: Meu senhor proteja-se!

 

Neste momento a criatura o ataca pelas costas.

 

Guarda: Ahhh! (Sendo atacado ferozmente) Fuja meu senhor!

 

O conselheiro observa aterrorizado o guarda sendo atacado e morto pela criatura.

 

Vemos a imagem de cima se distanciando mostrando o vilarejo sendo destruido e o movimento de pânico das pessoas.

 

CORTA EM TELA PRETA.

 

FIM DO EPISÓDIO.

  

CRIADO POR

Douglas Souza

ELENCO:

Craig Horner: Adrian d’Alanmir

Kate Stewart: Princesa Sarah

Bruce Spence: Gildore (Mago da Montanha)

Clive Standen: Borowir (Comandante)

Rory McCann: Argos Wolfric

Gethin Anthony: Adriel d’Alanmir (Concelheiro)

Peter Dinklage: Elmo (O Mago Anão)

 

PRODUZIDO POR:

Douglas Souza

Clayton Correia

Bruno Junior

ESCRITO E DIRIGIDO POR:

Douglas Souza

PRODUÇÃO:

MOONLIGHT PICTURES

UNBROKEN PRODUCTIONS

Todos os direitos reservados ©