– Sente-se, querida. Eu tenho certeza de que foi um longo caminho até aqui. – Tamara ressaltou.

– Sim, foi. Obrigada, srta. Davis.

– Ah, por favor. Me chame de Tamara, querida. – Em seguida, ela estalou os dedos para que a empregada mais próxima viesse até ela. – Ivy, será que você poderia nos trazer chá e biscoitos, por favor?

– É claro, srta. Davis.

– Obrigada, querida. – Ela agradeceu, sorrindo convencidamente. – Então, sobre o emprego… Eu fiquei surpresa por alguém aparecer diretamente na minha porta pedindo. A maioria não teria a sua coragem.

– Bom, quando eu tenho um objetivo, faço de tudo para alcançá-lo, então…

– Você é uma garota determinada e eu gosto disso. Mas temo que não precisamos de outra serviçal aqui. Quero dizer, já temos tantas… – Tamara riu.

De repente, William, filho de Tamara, desceu as escadas e viu as duas conversando. – Bom dia, mãe. O que… está acontecendo aqui? – Ele perguntou, tentando se entrosar. Estava intrigado com a garota desconhecida.

– William, querido, esta é Lana McDonnell. Ela queria se candidatar para um emprego aqui conosco como serviçal, mas infelizmente eu tive que dizer para ela que já temos empregados de sobra por aqui. – Ela afirmou, sorrindo.

– Mas acho que podemos arranjar um lugar para ela aqui, né mãe? Afinal, não é como se não pudéssemos pagar.

– Nossa, acho que este comentário soou bem mais arrogante do que você esperava, não? É melhor você ir se trocar, querido. Eu vou terminar de conversar com a srta. McDonnell e já falo com você.

– Tudo bem, tanto faz. Eu vou sair daqui a pouco mesmo.

– Aonde você vai, querido?

– No “Barney’s”. Tenho que comprar algumas coisas.

Tamara não pôde conter a risada. – William, por que diabos você pensa que precisa ir ao supermercado? Nós contratamos empregados justamente para não precisarmos fazer essas coisas.

– Por que diferente de você, mamãe, eu gosto de fazer coisas de gente “normal”. Às vezes ser rico pode ser bem entediante.

– Você é que sabe, querido. Só não volte muito tarde. Você precisa me ajudar com a minha festa de aniversário de casamento com o seu pai amanhã.

– Não se preocupe, eu volto antes das 18hs.

William deu um beijo na testa de Tamara. Em seguida, despediu-se brevemente de Lana e subiu as escadas novamente. Até que Ivy, a empregada, chegou com uma bandeja com chá e biscoitos. – Aqui está, srta. Davis.

– Obrigada, Ivy.

Em seguida, Ivy subiu as escadas. Lana observou-a, enquanto era servida por Tamara. – Ah, não srta. Davis… quero dizer, Tamara. Eu só aceitei por educação mesmo. Eu nem gosto muito de chá, na verdade. Mas muito obrigada mesmo pela sua paciência e bondade em me receber em sua mansão. – Lana levantou-se, cumprimentando-a.

– O prazer foi todo meu, querida. Dê-me o seu número que eu com certeza te avisarei se o cargo ficar disponível.

 

Cerca de uma hora depois, Lana chegara em seu apartamento. Estava exausta depois da falha tentativa de arranjar um emprego na mansão Davis.

– Ah, você chegou. Quer alguma coisa? Posso te fazer um chá, se quiser. – Laurie sugeriu, tentando ser gentil.

– O que é que as pessoas têm com chá? Será que sou a única no mundo que não gosta?

Laurie riu. – Aprendi a gostar com a minha mãe. Ela adorava.

– Adorava?

– É. Ela faleceu quando eu era adolescente. Foi um acidente de carro.

– Nossa, eu sinto muito.

– Está tudo bem, acontece. A dor de uma perda se cura com o tempo se você se permitir seguir em frente.

– É um ótimo pensamento. – Lana sorriu.

– Enfim, você conseguiu o emprego? – Laurie perguntou, enquanto tomava a sua xícara de chá.

– Infelizmente, não. Os Davis são realmente muito ricos, mas já têm serviçais demais, segundo Tamara Davis.

– Eu sinto muito. Mas você pode trabalhar comigo na doceria se quiser.

– Está tudo bem, obrigada. Vou encontrar um emprego logo, eu prometo.

– Ei, não precisa se apressar. Eu sou sua amiga e vou te apoiar em qualquer decisão que você tomar, ok? – Laurie abraçou Lana, que retribuiu.

– Eu sei que nos conhecemos há apenas um dia, mas será que depois eu posso pegar o seu carro emprestado? Tem algo que preciso fazer na cidade.

– Mas é claro que sim!

 

FLASHBACK, 2000

Era 15 de janeiro, data de aniversário de Alicia. Ela estava comemorando com seu pai, que era sua única família presente. Alicia estava prestes a assoprar as velas, até que de repente, Tamara apareceu subitamente com um presente para ela.

– Tamara… eu não esperava você por aqui. – George afirmou, surpreso.

– Ah, eu sabia que hoje era o aniversário de Alicia e não podia deixar de trazer ao menos um presentinho para ela. É o mínimo que posso fazer. – Tamara entregou-o a Alicia.

– Obrigada, srta. Davis! – Ela exclamou, contente.

– Mas é claro, querida. Sem problemas.

– Escute, Tamara, eu preciso comparecer a um evento de caridade que ocorrerá na cidade para a minha campanha e não posso levar Alicia. Será que você poderia contratar uma babá por mim, se não for muito incomodo?

– É claro, George! – Eles se abraçaram.

 

ATUALMENTE

Lana tinha chegado ao supermercado “Barney’s”. Queria fazer de tudo para que os seus planos funcionassem, então resolveu abordar William lá.

Ela procurou por todo canto, estava carregando um carrinho de compras para que não levantasse suspeitas. De repente, encontrou-o na sessão de frutas. William estava escolhendo morangos frescos.

Lana resolveu aproximar-se dele enquanto estava de costas para que não a notasse. Em seguida, ela virou-se de costas e andou alguns passos para trás em direção à William, esbarrando propositalmente nele.

– Oh, meu Deus. Eu sinto muito, eu… – Lana olhou diretamente para ele, fingindo estar surpresa em encontrá-lo. – Espera, você é o filho de Tamara Davis, não?

– E você é Lana McDonnell, certo?

– Sim. – Ela respondeu, sorrindo. – Eu sinto muito por ter te atropelado desse jeito, sou tão desastrada.

– Ah, não se preocupe com isso. Acontece com os melhores. – Os dois riram, olhando um para o outro. – O que você está fazendo aqui, aliás?

– Hum… Compras, como todo mundo que vai num supermercado, não é? – Lana respondeu ironicamente, tentando brincar com William.

– Sim, mas… Sem querer ofender, mas aqui não é… caro demais? Pra você, digo… Nossa, eu sinto muito se soei arrogante agora, não foi minha intenção. Eu prometo!

Ela riu. – Está tudo bem. É que na verdade, a minha colega de quarto gosta dos produtos daqui e ela está disposta a pagar um pouco mais se for preciso. Na verdade, ela me emprestou algum dinheiro. Estou contribuindo com ela enquanto não encontro um emprego na cidade…

– Aliás, eu sinto muito pela minha mãe não ter te aceito.

– Ah, está tudo bem. Eu tenho certeza de que outras oportunidades virão.

– Por acaso você trabalha como garçonete, também? Por que amanhã acontecerá o aniversário de casamento de meus pais e você poderia aproveitar que ela está contratando garçons para se candidatar. Eu posso tentar convencer ela… se você quiser, é claro.

Lana não poderia estar mais feliz. Seus planos estavam indo perfeitamente bem. – Nossa, você faria isso por mim? Seria ótimo, William! De verdade.

– Sempre que precisar. – Ele alertou, sorrindo.

– Eu preciso ir agora. Mas se você ouvir algo de sua mãe, você liga?

– Com certeza!

– Ótimo! A sua mãe tem o meu número.

 

FLASHBACK, 2000

No mesmo dia, mais tarde, George já havia se arrumado e saído para o seu evento de caridade. Tamara estava sozinha com Alicia, ligando para todas as babás que conhecia. – …Ah, sim. Eu entendo. Ah, que isso? Não precisa se desculpar, querida. Todas temos nossos filhos pra cuidar, não é mesmo? – Ela riu. – Tudo bem, tchau.

– Então… você não conseguiu nenhuma babá pra tomar conta de mim, srta. Davis? – Alicia perguntou, tímida.

– Não. – Tamara respondeu rudemente. – Pelo visto, eu mesma terei que ficar aqui hoje.

– Mas a senhora não precisa, se não quiser. Eu já tenho idade o suficiente para cuidar de mim mesma.

– Oh, meu Deus. Não se passou nem uma hora e eu já não aguento ficar perto de você, garota. Será que dá pra calar a boca?!

Alicia ficou surpresa, e ao mesmo tempo assustada com a atitude de sua “madrasta”. Ela foi então para o seu quarto, amedrontada.

 

ATUALMENTE

Horas mais tarde, William chegou em casa com algumas sacolas de compras. Tamara estava tomando uma taça de vinho quando o viu chegando. Ela levantou-se rapidamente.

– Macy, será que você poderia levar estas sacolas pro meu filho, por favor? Obrigada, querida. – A empregada veio imediatamente e pegou as sacolas, levando-as para a cozinha em seguida.

– Eu poderia ter carregado-as sozinho, mãe.

– Ah, William… Por que é que você insiste em fazer papel de pobre? Você tem ideia do quanto isto prejudica a imagem de nossa família? Você pode não se importar, mas hoje em dia existem paparazzis para tudo quanto é lado e estes jornalistas enxeridos fazem qualquer historinha parecer um escândalo.

– Como você pode ser tão convencida? Por acaso você se esqueceu de que não foi sempre rica?

– É claro que não, querido. Mas isto não quer dizer que você precisa tentar ser alguém que você não é. Você já nasceu rico, meu amor. Muitos gostariam de ser você. Ao invés de se envergonhar, tenha orgulho disso.

– Eu sinto muito, mãe. Mas não tenho.

– Eu também.

– Enfim, eu encontrei a Lana hoje no supermercado.

Tamara ficou curiosa. – Não brinca, e sobre o que vocês dois conversaram?

– Nada demais. Eu perguntei se ela não queria trabalhar como garçonete aqui na festa amanhã.

– E por que é que você fez isto, William? Eu já te disse que não preciso de empregados.

– Isto é só temporário, mãe. Olha, esta garota precisa de dinheiro e a vaga está disponível. O que é que custa dar esta oportunidade a ela?

– Você tem razão, filho. Eu vou pensar no assunto.

– Ótimo. – William subiu as escadas para ir tomar um banho.

Lana estava em casa tomando uma xícara de café. Tinha acabado de tomar banho depois de um exaustante dia. No momento, Laurie era quem estava no chuveiro.

De repente, alguém bateu na porta. Lana ficou curiosa, estava com receio de que fosse algum amigo de sua colega de quarto e ela tivesse que distrai-lo até que sua amiga saísse do banho. Ela resolveu atender a porta.

– Nathan?! – Lana ficou em choque. Era um rosto familiar que não via há anos.

– Olá pra você também, Lana. Ou devo dizer… Alicia? – Nathan sorriu.

 

CONTINUA…

 

ESTRELANDO:
Amanda Seyfried (Lana McDonnell/Alicia Thompson)
Famke Janssen (Tamara Davis)
Brett Dalton (Nathan Miller)
Andy Mientus (Justin Davis)
Danny Huston (Gordon Davis)
Ashley Hinshaw (Laurie Seinfield)
Travis Van Winkle (Mike Davis)
Nicholas D’Agosto (William Davis)
Ana Ortiz (Melissa Denver)

CO-ESTRELANDO:
Tracy Spiridakos (Alicia Thompson/Lana McDonnell)
John Barrowman (Jay Roberts)
Robert Buckley (Troy Baxter)
Amy Landecker (Janett Davis)
Kiefer Sutherland (George Thompson)
Nina Dobrev (Ivy James)
Matt Bomer (Vince Morgan)
Stephen Amell (Kevin Hunter)

CONVIDADOS:
Roger Bart (Connor Flockheart)
Chris Wood (Evan Masters)
Courtney B. Vance (Detetive Hamington Brooks)
John Prosky (Caleb Grant)
Juliane Moore (Martha Baxter)
Sarah Baker (Oficial Kara Winston)
Wendy Crewson (Lila George)
Bridgette Wilson (Dra. Marcia Stevens)
Larissa Gomes (Macy Storyville)
Pruitt Taylor Vince (Irmão James Thawne)
Beth Hall (Ingrid Kendall)
Camille Chen (Karen Stevenson)
Lizzy Caplan (Norie Jones)
Malik Yoba (Carl Matthews)

UMA PRODUÇÃO ORIGINAL:

Unbroken Productions

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.