Um dia antes…

Gordon estava em seu escritório entrevistando um possível novo funcionário na empresa. – Então, eu vejo aqui que você tem um histórico e tanto, sr. Miller. É realmente impressionante. – Gordon afirmou, impressionado.

– Muito obrigado, sr. Davis. É uma honra poder trabalhar aqui. – O entrevistado respondeu, animado.

– Eu devo dizer que, dado o seu histórico, não vejo porque você não possa trabalhar aqui.

– Então, o senhor está dizendo que…

– Parabéns, Nathan Miller, você está contratado. – Gordon levantou-se para apertar a mão de Nathan, que fez o mesmo como resposta.

 

Atualmente…

– …E foi assim que eu consegui me infiltrar na empresa de Gordon. – Nathan afirmou para Lana, na doceria em que se encontraram antreriormente.

– E você espera que eu acredite em você? – Ela perguntou, desconfiada.

– Eu espero sim. Afinal, você confiou no filho rebelde dos Davis para te ajudar a expôr aquele video de sexo, não é mesmo?

– Do que é que você está falando, Nathan? – Lana tentou disfarçar.

– Lana, você é uma péssima mentirosa, além de totalmente descuidada. Você realmente pensou que ninguém iria te ver subir as escadas? Eu aconselho você a me contar apenas a verdade a partir de agora se quiser ter algum sucesso nessa sua “jornada de vingança”. Você pode pensar que é invencível, mas não é. Você diz que não confia em mim, mas confiou em alguém que nem conhece e que poderia muito bem estar te usando.

– Por que é que ele me usaria? Até onde eu sei, ele me ajudou.

– Ainda assim, o quão estúpida você é de revelar a ele os seus planos para Tamara e Gordon?!

– Ele me pegou tentando sabotar a empregada, eu não tive escolha. – Ela respondeu, sussurrando para não gritar devido o nervosismo que Nathan estava lhe causando.

– Não importa. Se você confiou naquele garoto, tenho certeza que pode confiar em mim também.

– Você disse que tinha informações que poderiam destruir Gordon Davis, não foi? O que é?

– Primeiro, eu preciso saber que estamos do mesmo lado nisso. – Como resposta, Lana bufou, não levando-o a sério. – É sério, Lana. Eu não posso continuar tentando te ajudar se você não colabora comigo.

– Tudo bem, Nathan, tanto faz. – Ela respondeu, com leve desprezo.

– Ótimo. – Nathan soltou um sorriso de lado. – Então, eu estava bisbilhotando e vi Gordon conversando com uma mulher.

– E como você viu, exatamente?

– Eu pus uma micro câmera em seu escritório. Pelo que ouvi da conversa, ela é a sua prostituta e os dois marcaram de se encontrar no “Plaza Hotel” esta noite.

– Nossa, esse hotel é o mais chique da cidade. – Lana apontou, impressionada.

– Os Davis são uma das famílias mais ricas da cidade, Lana.

– Mas ainda assim…

– Enfim, eu estava pensando que talvez nós pudéssemos ir até o hotel e tirar algumas fotos para liberar para a mídia. Do jeito que Gordon está sendo odiado agora, essas fotos o afundariam ainda mais!

– Mas porque você precisa de mim?

– Eu não preciso, mas seria mais divertido. – Nathan riu.

– Infelizmente eu não vou poder, William me convidou para ir na mansão hoje para conversar, mas… se você pudesse fazer isso por conta própria, seria ótimo. – Lana disse, relutante.

– Você está dizendo que… quer a minha ajuda, Lana McDonnell? – Ele perguntou ironicamente.

– Sim, Nathan. Seria ótimo se você me ajudasse. – Ela respondeu, com raiva de si mesma. – Mas apenas porque eu estou sem opções. Não fique tão convencido.

 

Algumas horas depois, Lana já estava na mansão Davis. Ela e William estavam sentados no sofá, conversando sobre o escândalo da festa.

– E aí, como você está? – Lana perguntou, tentando ser compreensiva.

– Estou bem. Considerando…

Em seguida, Lana pegou na mão de William, a fim de aproximar-se dele. – Vai ficar tudo bem. – Os dois trocaram olhares. William resolveu aproximar-se do rosto de Lana, quando, de repente, Tamara os interrompeu.

– William, será que você poderia me dar um minuto de sua atenção, por favor, filho?

William queria mais do que tudo ficar com Lana. Mas visto que sua mãe estava passando por dificuldades, ele resolveu ser compreensivo com sua dor. – Tudo bem. – Ele levantou-se do sofá, e em seguida, voltou-se para Lana novamente. – Eu já volto, ok?

– Claro, leve o tempo que precisar. – Ela respondeu, sorrindo.

– Olá, Lana. – Tamara cumprimentou Lana de longe, como sempre com um falso sorriso no rosto.

Lana virou-se para ela. – Oi, Tamara. Como você está “levando”?

– Ah, querida, não se preocupe. Todos temos nossos momentos de fraqueza. Alguns veem como uma derrota, eu vejo como uma oportunidade de dar a volta por cima. – As duas riram, ambas com uma falsidade latente. – Venha, William. – Tamara e William foram para outro cômodo, o escritório de Gordon, que no momento estava fora.

Já no escritório, Tamara sentou-se na cadeira de seu marido, de frente à mesa escrivaninha. William permaneceu em pé. – O que você quer, mãe? – Ele perguntou, com desdém.

– Posso saber porque é que você trouxe esta “garota” aqui? Que eu saiba ela é apenas uma garçonete temporária que trabalhou uma vez para nós. – Tamara argumentou, discretamente. – A não ser que ela seja algo a mais pra você.

– Eu só estou tentando ajudá-la, mãe. Ela precisa de um emprego. O que custa deixá-la trabalhar aqui?

– Ah, por favor, William. Vocês homens são todos iguais, sempre pensam com a cabeça de baixo. Você não está interessado no bem financeiro daquela garota, você a quer aqui porque espera que um dia ela abra as pernas pra você. – Tamara respondeu, sorrindo. William tentou argumentar, gaguejando. – Estou errada? – Ela o interrompeu.

Depois de alguns segundos em relutância, William resolveu responder. – Sim, você está. – Mas nem ele nem Tamara acreditavam naquilo. – Além disso, porque tanta preocupação comigo? Você não tem coisas maiores com o que se preocupar agora?

– Você ainda é meu filho, William. E eu sempre vou cuidar de você.

William revirou os olhos, desprezando-a. – Você nem se importa com o fato do pai ter traído você, né?

– Mas é claro que eu me importo!

– É, mas não está triste por ele ter sido infiel, e sim pela má reputação que isso traz ao nome da nossa família.

– Filho, depois de tantos anos de casamento, eu parei de me importar com o que o seu pai faz há muito tempo. Não pense que ele me trata melhor, porque não trata. Você vai aprender isso um dia.

– Você é uma vadia sem coração, sabia disso? – William virou-se para abrir a porta e sair do escritório, com raiva.

– Eu não quero mais aquela garota aqui, você está me ouvindo? – Tamara levantou o tom de voz. William não respondeu, apenas saiu, como planejara. Tamara ficou angustiada com o desprezo de seu filho, mas sabia que era necessário.

 

Enquanto isso, Laurie estava na “Abby’s Sweet-Shop”, a doceria na qual já trabalhava há um tempo. De repente, o sino da porta da frente tocou e ela, limpando o balcão de doces com um pano úmido, surpreendeu-se com tal visita.

Você tem que ser muito cara de pau para aparecer aqui! – Ela exclamou sussurrando, para não espantar os clientes devido a sua raiva.

– Olha, eu vim aqui em paz. Só queria te deixar isto. – Mike deu a ela o buquê de flores que trouxera consigo, como uma oferta de paz.

– É sério isto? Você não vai nem se desculpar? Eu acho que eu mereço depois da humilhação pela qual você me fez passar na festa. – Laurie argumentou, com os braços cruzados, recusando o presente de Mike.

– Eu sinto muito, ok? Não estou acostumado com garotas como você e acho que acabei te afastando por… medo.

– Como assim, garotas como eu?

– Você sabe que eu tenho fama de mulherengo, né? – Ele perguntou, sorrindo.

– Eu imagino o porque… – Ela respondeu, ironicamente.

– As mulheres com quem eu “saio” geralmente só estão interessadas em mim por causa da minha aparência e do meu dinheiro. Eu saio com elas por uma noite e depois disso é só sexo depois de sexo…

– Olha, eu realmente não preciso ouvir…

– …O meu ponto é: com você foi mais do que isso. Nós conversamos e eu me diverti como nunca. E acredite, não é sempre que eu venho até uma mulher para pedir desculpas. Eu realmente gosto de você. – Mesmo tentando ficar zangada com Mike, Laurie não conseguiu disfarçar o sorriso. Ele sorriu também, em seguida. – Será que você aceitaria ir num segundo encontro comigo esta noite?

– Tudo bem, mas com uma condição. Nada de sexo.

– Eu concordo 100%. – Ele acrescentou, mesmo não estar dizendo a verdade.

– Tudo bem, então. Eu saio daqui às 20h. Não se atrase.

– Não se preocupe, eu não vou. – Mike disse, sorrindo. Em seguida, entregou-a o buquê de flores, que Laurie finalmente aceitou. – Eu te vejo mais tarde.

– Tudo bem.

Laurie voltou a ficar animada, realmente queria que essa “empreitada” com Mike desse certo, nunca teve muita sorte em seus namoros. De repente, uma de suas colegas de trabalho, Norie, foi até ela com o seu celular na mão.

– Ei, Laurie, eu estava pegando umas coisas minhas no “meu canto” e ouvi o seu celular vibrar. Tem uma tal de “Lana McDonnell” que estava te ligando. Você quer ligar de volta?

– Ah, obrigada, Norie. Agora eu ligo. – Laurie pegou o celular.

– Por acaso a sua amiga veio aqui na doceria anteontem?

– Acho que não. Por que? – Laurie perguntou, confusa.

– Eu podia jurar que uma garota igualzinha à esta na foto veio aqui na segunda-feira com um cara. Ele era muito bonito, aliás.

Laurie não sabia o que dizer, Lana nunca mencionou ter vindo ao seu local de trabalho, quando de repente lembrou-se:

 

FLASHBACK

Há 2 dias…

Era noite. Laurie estava tomando banho, quando, de repente, Lana interrompeu-a abrindo a porta do banheiro para falar com ela.

– Ei, eu vou sair, ok? Eu volto em 1 hora.

– Tudo bem. Ah, espere! Por acaso você estava discutindo com alguém? – Ela perguntou, curiosa. – Laurie perguntou, com base na discussão que ouvira há alguns instantes.

– Ah, não. – Lana riu. – Um casal deve estar tendo uma briga feia no andar de cima.

Laurie estranhou, pois podia jurar que tinha ouvido duas vozes dentro do apartamento, sendo uma delas a de Lana. Porém, resolveu encurtar o assunto para não tomar o tempo de sua colega de quarto. – Ah, bom. Divirta-se então!

– Eu irei.

 

ATUALMENTE…

“O que será que a Lana está querendo esconder de mim?” – Ela pensou. Estava desconfiada de sua amiga.

 

Alguns instantes depois, Tamara estava terminando de ensaiar suas respostas com Melissa, sua assistente e melhor amiga.

– Então, você sabe o que tem que responder?

– Sim. Tenho que falar sobre todos os momentos bons que eu e Gordon passamos juntos e que são esses os momentos que eu usarei parar perdoá-lo e seguir em frente com a nossa união. – Tamara respondeu, exaustiva. Odiava ter que esbanjar falsidade para a mídia.

– Exato. Tente dar um exemplo para eles, só para ficar mais convincente. – Melissa sugeriu.

– Certo. Terminamos? – Ela perguntou, enquanto pegava o seu copo de uísque.

– Só tem mais umas duas perguntas e aí deu. A equipe já está chegando aqui mesmo.

– Ótimo.

– Então, próxima pergunta: o que você dirá quando eles… – Melissa foi interrompida pela porta da frente abrindo-se, e por ela entrando a pessoa mais inesperada possível: Ivy. Ela estava com roupas de festa e totalmente acabada, mal podendo manter-se em pé. Não só Melissa, como todos presentes naquela sala espantaram-se com a chegada da ex-empregada de Tamara, que, por sua vez, estava de costas para a porta, então não a viu.

– O que foi? Por que você parou? – Tamara perguntou com desdém. E, ao ver todos encarando a entrada da mansão, olhou para trás.

– Nossa, sra. D., eu sinto muito, viu? Eu passei a noite inteira numa festa com os meus amigos e perdi completamente a noção do tempo. Eu só vou ali me trocar e já começo o meu turno, tudo bem? – Todos ficaram espantados com a ignorância de Ivy. Ela parecia não ter ideia do que aconteceu na mansão enquanto esteve fora, era como se nem tivesse televisão ou internet em casa. Aparentemente, há recém viera da festa direto para a mansão.

Tamara ficou boquiaberta com tamanha audácia. Resolveu não dar nenhuma resposta para a garota. A passos calmos e lentos, ela foi até a sua antiga serviçal, e quando chegou em frente à Ivy, fez algo que alguns esperavam que fosse acontecer, mas que ninguém de fato previu.

Tamara, num par de segundos, jogou o uísque em seu copo no rosto de Ivy e deu um soco em seu nariz, nocauteando-a. O nariz da garota, ainda jogada no chão, começou a sangrar, e ela simplesmente não sabia o que fazer ou o porque de aquilo ter acontecido. Porém, antes que pudesse pensar em qualquer coisa, Tamara pegou-a pelos cabelos e pôs-a em pé novamente, apenas para jogá-la contra a parede, o que doeu muito mais do que o soco, aliás.

Ivy estava quase perdendo a consciência, de tão surreal que aquilo parecia – do seu ponto de vista. A quantidade de pancadas era tão grande e rapidas que ela nem sabia como se defender. Tudo o que pôde notar é o barulho de um copo quebrando-se – provavelmente o que Tamara estava segurando – e uma dor imensurável em seu rosto, provavelmente porque à este ponto já estava no chão novamente, levando vários socos de sua patroa. – Você ousa vir até a minha casa depois do que fez?! Sua vadia nojenta, você tentou me arruinar, e achou que ia sair impune?! – Tamara gritava, enquanto socava Ivy.

Finalmente, os socos pararam. Ivy estava quase que desmaiada e não conseguia enxergar direito devido o inchaço nos olhos, mas visto que o peso do corpo de Tamara em seu colo não era mais sentido, é plausível dizer que ela foi impedida por alguém.

– Oh, meu Deus. Você está bem?! Venha, vou te dar um pouco de gelo! – Era Lana, ajudando Ivy a levantar-se.

Tamara estava fora de sua sanidade no momento, então foi levada por William – que a impediu de machucar Ivy ainda mais – e Melissa para o quarto, no andar de cima.

 

Enquanto isso, Gordon estava no “Plaza Hotel” com a mulher com quem se encontrara anteriormente, conhecida pela maioria de seus clientes como “Lila”. Os dois já estavam em seu quarto há um tempo. Nathan, que estava disfarçado como camareiro no hotel, foi até o quarto “37”, onde residia Gordon no momento. Ele bateu na porta. – Serviço de quarto. – Ele disse, num tom alto o suficiente, com uma voz disfarçada para não ser reconhecido por Gordon.

Felizmente, ele foi atendido por Lila. Ela aparentava ter em torno de 40 anos, mas era incrivelmente sexy. Estava numa lingerie preta e vermelha. – Desculpe, querido. Eu acho que você se enganou. Não pedimos nada do serviço de quarto ainda. – Ela respondeu gentilmente.

– É promoção do hotel, madame. Estamos oferecendo uma garrafa de champanhe grátis a todos os hóspedes. – Nathan tentou disfarçar. Sorrindo, para não perder a pose.

– Nossa, que generoso. Pode entrar então. – Lila disse, rindo. Se não fosse pelos óculos, chapéu de camareiro, bigode falso e voz disfarçada, Nathan muito provavelmente iria ser descoberto por seu patrão, que no momento estava só de roupão, deitado na cama, observando. Nathan pôs a mesinha com o champanhe em frente à cama.

– Quer que eu sirva, madame?

– Não, mas você foi um amor, querido. Muito obrigada. – Ela disse, sorrindo.

– Disponha. – Nathan deixou o quarto, e em seguida, o hotel. Pouco Gordon sabia que, como de costume, seu empregado havia implantado uma micro-câmera numa das rosas do jarro que viera junto com o champanhe, e isto em frente à cama. Assim, ele poderia observar e filmar tudo o que acontecia entre aquelas quatro paredes. Porém, Nathan não esperava pelo que viria a seguir. – “Oh, meu Deus!” – Ele disse pra si mesmo, enquanto assistia ao conteúdo.

 

Tamara já estava pronta para a sua entrevista. Sentada em seu elegante sofá, e maquiada pela produção do programa, as perguntas estavam prestes a começar.

– Boa noite, srta. Davis.

– Boa noite, Karen. Ah, e por favor, me chame de Tamara. – Ela pediu, sorrindo.

– Tudo bem, Tamara. – A entrevistadora respondeu, retribuindo o gentil sorriso. – Primeiramente, eu gostaria de apontar que realmente admiro a sua coragem Tamara, em aceitar o nosso convite e fazer esta entrevista… é realmente admirável.

– Bom, Karen. Apesar do que aconteceu na minha festa de aniversário de casamento com o meu querido marido, toda família passa por crises em determinado momento. Porém, nem todas são mostradas para o mundo inteiro ver. – Ela riu discretamente. – Este é o problema de ter reconhecimento, se algo acontece na sua vida pessoal, no dia seguinte todo mundo vai saber.

– Aliás, falando no video, já foi descoberto quem “implantou-o” no lugar do seu suposto video de casamento? Eu ouvi dizer que era o seu filho Justin, quem estava por trás dos equipamentos de video e som.

– Justin não teve nada a ver com isso. Ele pode ser meio rebelde às vezes, mas não faria isso comigo. Eu já confirmei com ele pessoalmente. E não, Karen, não encontramos quem fez isto. Mas é óbvio que seja lá quem for, é alguém que está claramente tentando separar a nossa família, o que a propósito: não vai conseguir.

– Então você está dizendo que você e Gordon não vão se divorciar?

Tamara refletiu por uns instantes, e lembrou-se da conversa que teve com seu marido na noite passada após a festa.

 

FLASHBACK

Há 1 dia…

Tamara estava andando de um lado para o outro em seu quarto, desconcertada. Tudo o que conseguia ouvir do lado de fora eram vozes e flashes de câmera e isto só deixava-a mais nervosa e enraivecida com o que estava para vir para os Davis. Gordon batia incessantemente na porta. – Deixe-me entrar, Tamara!

– Vá embora, seu porco nojento! – Tamara jogou um enfeite de porcelana em sua mesa de cabeceira e arremessou na porta, quebrando-o.

Sem paciência, Gordon arrombou a porta, entrando imediatamente. Ele resolveu encostá-la por causa de todo o barulho no andar de baixo. – Olha, eu sei que você está sentindo agora, mas precisamos conversar.

Tamara não conteve a gargalhada. – O que eu estou sentindo?! Meu amor, se você acha que eu estou me sentindo traída, você não poderia estar mais enganado. Porém, é muito frio da sua parte liberar aquele video só pra me machucar!

– O quê?! Você acha que eu liberei aquele video?!

– Ah, por favor, Gordon. Eu te conheço, pude ver nos seus olhos no momento em que aquela cena desprezível apareceu no telão. O pior disso é que você nem percebe que além de estar afundando o nome de sua família, você está principalmente afundando a si mesmo. É melhor eu aproveitar a oportunidade para deixar você para sempre. Com certeza terei oportunidades depois da humilhação que você me fez passar.

– Mas nós dois sabemos muito bem que você não vai me deixar, não é, meu amor? Por que não se esqueça que eu tirei você da sarjeta e o nome “Tamara Davis” só é conhecido por caus minha! Se não fosse por mim, você ainda seria uma pobretona obedecendo às ordens de uma cobra peçonhenta.

– Como ousa me denegrir desse jeito?! Eu te coloquei na posição em que você está, você nunca teria vencido George Thompson nas eleições se não fosse por mim!

– E eu te agradeço por isso, querida! E é exatamente por causa dessa nossa união imbatível que você não vai sair desta mansão. Você sabe que vai sair daqui sem um centavo meu e, esta mansão, que você deve amar até mais que os seus próprios filhos, está e vai ficar no meu nome! Então, quando vierem mais repórteres na nossa porta perguntando sobre o futuro de nosso casamento, pense cuidadosamente nas suas palavras, pois a única que tem algo a perder aqui é você. – Gordon disse, servido-se uísque.

 

ATUALMENTE…

Depois de uns instantes de reflexão, Tamara foi chamada discretamente pela entrevistadora. – Tamara, está tudo bem?

Ela voltou ao presente. – Ah, sim. Perdão, é que este é um assunto muito delicado.

– Não, claro! Eu entendo perfeitamente se não quiser responder.

– Está tudo bem, querida. – Tamara respondeu, sorrindo com uma expressão cansada. – E respondendo à sua pergunta: Não. Gordon e eu não vamos nos separar. Eu estou neste casamento há 20 anos. Apesar do que aconteceu, todo relacionamento tem seus altos e baixos, e mesmo tendo nossos baixos, Gordon e eu já compartilhamos momentos maravilhosos juntos e são esses os momentos que levarei comigo. Eu já perdoei o meu marido e sei que vai ficar tudo bem.

– Nossa, Tamara, é realmente admirável a sua força de vontade para com o seu casamento. Pessoalmente, eu queria apenas ressaltar o quanto eu te admiro.

– Ah, obrigada, querida.

– E mais uma pergunta, para encerrar a nossa entrevista: O que acontecerá com a sua serviçal, Ivy James, supostamente no video? Ela foi demitida ou…?

– Eu e Ivy já nos acertamos esta tarde. Ela não colocará mais os pés nesta casa, e espero que em mais nenhuma casa. Afinal, ninguém merece ter uma destruidora de lares como essa em casa.

– Ah, bom. Então…

– Na verdade, Karen, deixe-me interrompê-la por um instante. Antes de encerrarmos a entrevista, eu gostaria de anunciar oficialmente que já tenho uma nova serviçal contratada, a querida amiga de meu filho, Lana McDonnell! – Tamara exclamou, sorrindo, e estendendo o seu braço em direção à Lana, que estava, junto de William, observando a entrevista. – Venha, Lana, querida.

Timidamente, Lana sentou-se no sofá ao lado de Tamara e soltou um sorriso falso para a câmera.

– Nossa, então, meus parabéns, Lana, pelo novo emprego. – Karen disse, surpresa.

– Será um prazer trabalhar para Tamara, eu mal posso esperar!

 

CONTINUA…

 

ESTRELANDO:
Amanda Seyfried (Lana McDonnell/Alicia Thompson)
Famke Janssen (Tamara Davis)
Brett Dalton (Nathan Miller)
Andy Mientus (Justin Davis)
Danny Huston (Gordon Davis)
Ashley Hinshaw (Laurie Seinfield)
Travis Van Winkle (Mike Davis)
Nicholas D’Agosto (William Davis)
Ana Ortiz (Melissa Denver)

CO-ESTRELANDO:
Tracy Spiridakos (Alicia Thompson/Lana McDonnell)
John Barrowman (Jay Roberts)
Robert Buckley (Troy Baxter)
Amy Landecker (Janett Davis)
Kiefer Sutherland (George Thompson)
Nina Dobrev (Ivy James)
Matt Bomer (Vince Morgan)
Stephen Amell (Kevin Hunter)

CONVIDADOS:
Roger Bart (Connor Flockheart)
Chris Wood (Evan Masters)
Courtney B. Vance (Detetive Hamington Brooks)
John Prosky (Caleb Grant)
Juliane Moore (Martha Baxter)
Sarah Baker (Oficial Kara Winston)
Wendy Crewson (Lila George)
Bridgette Wilson (Dra. Marcia Stevens)
Larissa Gomes (Macy Storyville)
Pruitt Taylor Vince (Irmão James Thawne)
Beth Hall (Ingrid Kendall)
Camille Chen (Karen Stevenson)
Lizzy Caplan (Norie Jones)
Malik Yoba (Carl Matthews)

UMA PRODUÇÃO ORIGINAL:

Unbroken Productions

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.