Flashback

Há 3 meses…

Era noite. Lana McDonnell estava sentada no sofá, com a televisão ligada. Porém, sua atenção estava bem longe da tv, considerando que estava acessando o “whatsapp” em seu celular enquanto ouvindo músicas de rock no volume máximo através dos fones de ouvido.

De repente, alguém bateu na porta. Visto que estava com os fones, não ouviu na primeira vez. Então, o som da batida na porta ficou bem mais alto na segunda vez. Lana, ainda com os fones, ouviu algo e resolveu tirá-los.

– Olá?! – Ela exclamou, na esperança de que alguém fosse respondê-la para que não parecesse louca por estar falando sozinha.

Oi… uh, eu vim aqui pelo apartamento. Nós… nos falamos no telefone. – Disse a pessoa do outro lado da porta.

– Ah, sim. Pera aí, eu já vou. – Lana levantou-se imediatamente do sofá e largou o celular junto dos fones em cima da mesinha de decoração no centro da sala. Em seguida, foi até a porta, enquanto limpava restos de pipoca em sua blusa. Finalmente, ela abriu-a.

– Olá. – Lana disse, expontaneamente.

– Oi. Estou aqui para a vaga no quarto de hóspedes. Posso entrar?

– Claro. Como você disse que se chama mesmo?

– Alicia, Alicia Thompson.

 

Atualmente…

Nathan acabara de chegar no apartamento de Lana. Ambos tinham grandes notícias um para o outro e não podiam esperar para contá-las.

– Nathan, você não vai acreditar no que aconteceu! – Ela exclamou, empolgada.

– Nossa, pelo visto você tem boas notícias… Felizmente, eu também!

– O que foi? – Ela perguntou, sem conseguir conter o sorriso por sua própria animação.

– Bom, conte você primeiro que parece ser mais importante.

– Não, Nathan, conte você. Eu quero guardar a minha para o final. – Ela disse, brincando.

– Tudo bem. Eu fui até o hotel e… você não vai acreditar no que aconteceu lá!

– O quê?!

– Veja você mesma. – Em seguida, Nathan pegou seu notebook da mochila e pôs na mesa da cozinha, abrindo-o e ligando logo depois. Ele instantaneamente abriu a gravação que obteve com uma de suas inúmeras micro-câmeras.

“Quer que eu sirva, madame?” – Nathan perguntou a Lila, enquanto disfarçado de camareiro de hotel.

“Não, mas você foi um amor, querido. Muito obrigada.” – Ela respondeu, enquanto Gordon residia na cama, apenas de roupão, observando.

“Disponha.” – Assim, Nathan deixou o quarto.

“Desde quando o hotel oferece champanhe a todos os hóspedes?” – Gordon debochou.

“Ah, eu acho que é um bom modo de agradar os clientes.”

“Eu acho que é desesperado.”

Lila riu, e em seguida, aproximou-se um pouco da cama. – “Então, vamos aos negócios?”

“Pensei que você nunca ia perguntar, querida.” – Ele respondeu, sorrindo maliciosamente. – “A sua parte está aí na mesinha de cabeceira, é só pegar.”

Lila pegou o pequeno rolo de notas na mesinha, contou-as, e logo depois, pegou o seu celular. – “Você pode vir agora.” – Ela desligou.

“Você pagou pelo outro quarto para que ninguém descubra, não é?” – Gordon perguntou, para certificar-se de que tudo estava sendo feito de acordo com o plano.

“Mas é claro, querido. Contanto que você continue pagando por tudo…” – Os dois sorriram um para o outro, fazendo pouco de sua “relação” de negócios.

De repente, batidas fracas na porta foram ouvidas. Lila virou-se para atender. – “Ninguém te viu, né?”

“Claro que não, chefe. Fiz tudo exatamente como a senhora mandou.”

“Ótimo. Bom, agora eu vou ir tomar um banho enquanto vocês se ‘conhecem melhor'” – Lila riu, e em seguida, foi para o banheiro e fechou a porta.

“Então, você quer me pagar agora ou depois?”

“Eu acho que isso não é bem uma pergunta e mais uma ordem.” – Gordon disse, sarcástico. Os dois olharam-se, sabendo que era verdade. – “Eu já paguei a parte de sua chefe. A sua está aqui…” – Ele calmamente pôs a mão contra o seu pênis por baixo do roupão e tirou o rolo de notas. Antes de entregá-lo, porém, perguntou: – “Qual é o seu nome, mesmo?”

“É Liam, senhor.”

“Ótimo. Agora, Liam, por que você não vem até aqui me chupar e eu vejo se você é digno do meu dinheiro?” – Os dois sorriram sacanamente, e em seguida, o prostituto aproximou-se de Gordon.

Antes que a gravação continuasse, Lana fechou a tampa do notebook. – Argh, que nojo! Eu não acredito que o Gordon não te reconheceu. – Ela estava completamente enojada pelo que acabara de ver. Desejava do fundo de seu coração não ter visto o membro ereto – muito provavelmente devido ao poder do viagra – de seu, agora, chefe.

– Bom, eu estava de óculos, boné e bigode, Lana. É bem diferente. – Ele riu rapidamente. – Então, o que você achou?

– Como assim?

– Ué… do video. Gordon é gay! Se aquele video de sexo com a empregada não o destruiu completamente, este com certeza vai!

– Isso é ótimo, Nathan. Obrigada.

– Uh… não querendo parecer rude, mas você não parece muito empolgada. Eu pensei que ficaria um pouquinho mais animada de poder destruir um de seus alvos mais um pouco.

– Desculpe, Nathan. Mas eu não pretendo utilizar esta gravação tão cedo.

– O… O quê?! Como assim? – Nathan estava cada vez mais confuso com a reação de Lana.

– Caso você não tenha visto nos noticiários, agora eu sou oficialmente a empregada substituta de Ivy James, do jeito que eu queria. – Ela respondeu, soando levemente convencida.

– Mas você não precisa fazer isso, Lana. Você tem este conteúdo que pode destruir tanto Gordon quanto Tamara Davis!

– Você não percebe, Nathan? Tamara usou a traição de Gordon para ter ainda mais vantagem perante o público. Eu não estou nem perto de ter me vingado daquela víbora. – Ela disse, num tom de voz baixo, mas deixando transparecer toda a sua raiva de Tamara.

– Sinceramente, Lana, pra mim já chega. Eu pensei que te ajudando a alcançar o seu objetivo, talvez você terminasse isso logo e deixasse essa vida de lado. Mas só agora que eu pude finalmente perceber: você nunca vai terminar. Você vai apenas se focar neste objetivo de vingança cada vez mais e quando perceber, você não vai ser capaz de parar.

– Eu nunca pedi pela sua ajuda, Nathan. Se você for, vá embora de vez. Porque eu juro que se você tentar algo para arruinar os meus planos, eu vou te destruir.

– Sério que você está me ameaçando? A mim?!

– Não fale como se fôssemos amigos. Afinal, eu nunca quis você em minha vida, para início de conversa.

– Você vai se arrepender disso, Lana. – Nathan rapidamente pegou seu notebook e mochila e deixou o apartamento, enraivecido. Lana estava levemente frustrada, mas não podia deixar isto interferir em seus planos. Sua raiva pelos Davis era maior que tudo.

 

Flashback

Há 3 meses…

Lana finalmente terminara de mostrar o apartamento à Alicia. – E aí, o que você achou? – Ela perguntou, com desdém.

– É muito bonita. – Ela respondeu, sem demonstrar muito entusiasmo também. Não podia permitir-se criar amizades diante de seus planos para os Davis no futuro. – Então, quanto você disse que é o aluguel mesmo?

– Você me paga $800,00 todos os meses e eu cuido do resto.

Alicia ficou um tanto desconfiada, mas dinheiro não deveria ser um problema para ela. – Ótimo. Eu aceito a vaga. – Ela disse, com um meio sorriso.

 

Atualmente…

Tamara estava tomando um chá com suas amigas no quintal dos fundos da mansão. Elas estavam lá para dar-la apoio depois do caso de seu marido. Quase todas estas mulheres tinham seus próprios maridos traidores e as reuniões para tomar chá eram apenas uma desculpa para manter suas reputações de “esposas troféu” perante a comunidade de classe alta de Portsville. A maioria delas nem mesmo eram amigas de verdade de Tamara, estavam ali apenas para bajulá-la pois sabiam de seu sucesso financeiro – algo que poderia ser útil nas festas beneficentes promovidas por elas.

– Tamara, mais uma vez, eu estou chocada com o quão bem você está lidando com esta situação. E ainda por cima perdoar Gordon, é realmente notável. Quero dizer, se fosse eu, estaria aos prantos agora. – Disse Ingrid, uma das mulheres do chá. Ingrid era traída pelo marido há anos e nunca disse nada a ninguém sobre isso. Inclusive, apanhava do mesmo eventualmente, dependo do quão bêbado ele voltava para casa depois de suas noitadas. Nada do que ela acabara dizer era verdadeiro, porém, novamente, a imagem de uma figura pública é tudo para aquelas mulheres.

– Obrigada, Ingrid. Eu realmente aprecio o apoio de todas vocês. – Tamara respondeu, com um sorriso sempre convincente no rosto, mas que nunca foi tão falso quanto agora. Apenas ficou aliviada pelo fato de nenhuma delas ter mencionado o seu caso com George Thompson, há 15 anos. Como se não fosse exaustante o suficiente ser julgada silenciosamente por aquele grupo de mulheres por ficar parada enquanto o marido pula a cerca, como se elas fizessem algo diferente, ser julgada por ter feito a mesma coisa há tanto tempo seria ainda mais vergonhoso.

De repente, Melissa interrompeu a reunião fazendo um sinal para Tamara. – “Eu preciso falar com você por um instante.” – Ela sussurrou, discretamente.

– Eu sinto muito, moças. Eu preciso ir checar algo com a minha querida assistente, mas prometo que já volto. Aproveitem o chá e os biscoitos. – Ela riu, e em seguida, voltou para dentro da mansão para falar com Melissa. – Ah, graças a Deus você me tirou de lá, eu estou com vontade de pegar cada um daqueles gnomos no quintal e dar com eles na cara daquelas mulheres falsas. – Tamara disse aliviada, depois de ter fechado as portas que levavam até o quintal dos fundos.

– Sem problemas, chefe. – Melissa riu.

– Venha, vamos pegar uma bebida de verdade enquanto estas vadias riem da minha desgraça em silêncio. – Ela sugeriu, ironicamente. Em seguida, as duas seguiram seu caminho até a cozinha.

 

Flashback

Há 3 meses…

Alicia já estava morando com Lana há cerca de uma semana. No momento, estava sentada no sofá, usando seu notebook, enquanto tomando uma xícara de café. Como se não bastassem as músicas de rock altas o tempo todo, desta vez ela tinha que aguentar mais um empecilho de sua colega de quarto.

– Oi, Alicia. Este é o meu traficante/namorado, Evan. Dê “oi” a ela, amor.

– Oi. – Ele disse, com desdém. Só o fato de o “namorado” de Lana ser um traficante de drogas já era o suficiente para que Alicia não fosse com a cara do sujeito. Não que ele tenha ido com a dela também.

– Oi. – Ela respondeu, com uma falsidade tão latente que chegou a deixar todos ali constrangidos.

A fim de quebrar o silêncio, Lana resolveu dizer algo. – Ok então. Eu… vou ir pro quarto com o Evan, se você quiser se juntar a nós, é bem-vinda. – Lana riu.

– Quando ela disse “se juntar a nós”, ela quis dizer erva, não sexo. Só para deixar claro. – Evan interrompeu, sendo sarcástico.

– É muito tentador, mas eu passo. – Alicia respondeu, com um tom ainda mais sarcástico.

Em seguida, Lana e Evan foram direto para o quarto. Estava claro que Alicia não havia gostado do namorado de sua colega de quarto, e aquela situação não poderia ser mais constrangedora.

 

Atualmente…

Na mansão Davis, Lana – recém contratada de Tamara – estava na cozinha preparando alguns aperitivos para serem acompanhados com o chá. Aproveitando que a outra empregada, Macy, estava no andar de cima guardando as roupas limpas dos Davis, e que a cozinha estava sem mais ninguém, Justin guardou seu tempo para bater um papo com Lana.

– A julgar pelo seu uniforme e pelo fato de você estar preparando canapés, eu suponho que o seu plano de se tornar a empregada da minha mãe deu certo? – Ele perguntou, rindo sarcasticamente. A ideia de Lana querer derrubar Tamara sendo contratada como a serviçal da mesma era muito irônica para ser ignorada.

No mesmo segundo em que Justin começou a falar, Lana soltou um alto suspiro devido o susto que levou. – “Meu Deus, Justin, será que dá pra você falar mais baixo?!” – Lana exclamou, sussurrando.

– Desculpe, só vim pegar uma maçã. – Ele disse, novamente sendo irônico. Apenas a fim de descontrair, Justin pegou uma no balcão onde encontravam-se várias frutas. – Sabe o que é engraçado? – Lana suspirou novamente, desta vez como forma de desprezo. Como se não bastasse Nathan, agora ela tinha Justin para incomodá-la. – A gente sai por uma noite para transar, e quando volta percebe que uma garota aleatória querendo vingança por algo misterioso foi contratada como serviçal no meio de uma entrevista pela sua recém chifrada mãe. O quão louco é isso? – Justin finalmente mordeu a maçã.

– O que você quer, Justin? – Lana perguntou, expressando clamarente que não o queria ali.

– Ei, foi você quem aceitou a minha ajuda em primeiro lugar. Eu e você somos praticamente parceiros no crime agora.

– Bom, eu não tive muita escolha. Você me flagrou.

– É, eu admito que sou incrível mesmo.

– O que é que você estava fazendo no quarto da empregada, aliás? – Ela perguntou, suspeita. Nunca tinha parado para pensar nisso.

Desta vez, Justin é quem começou a ficar desconfortável. Não queria quebrar sua “aliança” com Lana contando os verdadeiros motivos pelos quais ajudou-a a desmascarar Gordon e Ivy. – Eu… Eu estava… Uh, indo mexer na gaveta de calcinhas dela! Pronto, falei. – Estava completamente nervoso, foi a melhor resposta que conseguiu.

– Ai, que nojo! Eu não precisava saber disso.

– Bom, foi você quem perguntou. Enfim, e o que aconteceu com a empregada?

– Você não soube? Ela veio aqui ontem aparentemente sem saber que tinha sido desmascarada e a sua mãe deu a maior surra na garota. Cheguei a ficar com pena. Tive que ajudá-la com vários sacos de gelo, a garota ficou acabada.

– Nossa, eu sabia que não devia ter participado daquela orgia e ficado em casa. Deve ter sido um máximo!

Lana estava completamente enojada por ter ouvido a palavra “orgia” ter saído da boca de Justin, mas aproveitando que ele estava aparentemente ainda disposto a ajudá-la, ela resolveu tentar tirar proveito da situação. – Já que você está aqui, será que você poderia me ajudar com algo?

– Ah, então ela quer ajuda agora? – Ele argumentou, sempre usando seu sarcasmo.

– Olha, quer saber? Esquece. Eu não devia nem ter perguntado. – Lana estava sem paciência para sarcasmo, já não aguentava mais isso, nem de Nathan, e muito menos de Justin.

– Desculpe, Lana. Por favor, fale. – Ele riu. Não queria perder a companhia de Lana, achava divertido trabalhar com ela, mesmo que tenha acontecido só uma vez.

Ela rapidamente tirou um pen drive e um pequeno bilhete de seu bolso e entregou a ele, cuidando para ninguém vê-los. – Toma. Eu preciso que você ponha este pen drive junto deste bilhete em cima da mesa de seu pai sem que ninguém veja.

– O que tem no pen drive?

– Você vai saber quando assistir.

De repente, os dois foram interrompidos por Tamara e Melissa, que acabavam de chegar à cozinha, indo diretamente à uma das gavetas do balcão da pia pegar um saca rolhas para abrir a garrafa de vinho que pegaram da adega de Gordon.

– Ah, oi, filho. Não tinha te visto aí. – Tamara disse a Justin. – Vejo que já conheceu nossa querida empregada, Lana. – Ela observou, sorrindo.

– Ah… É, eu conheci. – Ele disfarçou.

– Eu já vou levar estes canapés para as suas amigas, srta. Davis. – Lana interrompeu, timidamente.

– Obrigada, querida. Você está fazendo um maravilhoso trabalho. – As duas sorriram uma para a outra, e assim, Lana retirou-se, levando a bandeja de canapés consigo.

 

Flashback

Há 3 meses…

A noite não poderia estar mais calma. Em seu notebook, Alicia estava pesquisando notícias sobre Tamara e Gordon Davis. O 15º memorial das vítimas do chamado “Massacre de Portsville” acabara de acontecer. Todos os anos, havia um em memória dos falecidos, e os Davis eram os maiores anfitriões, devido a sua grande ligação com o ocorrido. Alicia não conseguia parar de pesquisar sobre aqueles que conspiraram contra seu pai.

Porém, naquele exato momento, Alicia acabou sendo interrompida por algo bem mais grave. Evan saiu do quarto, desesperado.

– Alicia, venha aqui rápido! Algo aconteceu com Lana!

Preocupada, ela correu até o quarto para saber o que havia acontecido. Ao chegar lá, viu Lana deitada na cama, tendo uma convulsão, enquanto espumava pela boca.

– Oh, meu Deus! – Alicia então foi quem entrou em desespero, ela não sabia o que fazer.

– O que vamos fazer?!

– Eu… Eu… – Ela estava em pânico, não conseguia encontrar uma resposta. Nervoso, Evan pegou sua mochila e saiu correndo dali, provavelmente querendo se safar da situação caso algo grave acontecesse com sua namorada. – Espere! – Alicia tentou impedí-lo, mas com Lana naquela situação, realmente não sabia o que fazer. Para piorar a situação, as convulsões pararam, e qualquer sinal de vida que a colega de quarto de Alicia tivera, morreu. – Oh, meu Deus! Oh, Deus! O que eu faço?! – Ela sussurrou pra si mesmo, em total estado de pânico. Chocada, ela pegou seu celular no bolso e resolveu fazer uma ligação, desesperada. – Alô? Connor? Eu preciso de sua ajuda, agora!

 

Atualmente…

Enquanto isso, Gordon estava tentando manter sua empresa intacta. Em seu escritório, ele acabara de atualizar a sua lista de clientes, que depois de seu escândalo, acabou sendo bem menor do que era anteriormente. Frustrado, ele serviu-se um copo de uísque para acalmar os nervos.

De repente, o telefone do escritório tocou em sua mesa. Ele rapidamente atendeu, na esperança de ser um novo investidor. Decepcionou-se ao descobrir que era um de seus guardas ligando do térreo do prédio.

– Senhor, temos um problema.

– O que é, Carl? – Gordon perguntou, sem paciência.

– Tem uma garota aqui querendo vê-lo. Disse que precisa falar urgentemente com o senhor.

– Quem é esta garota?

– Ela disse se chamar Gail Bradley, senhor.

Gordon ficou extremamente confuso, não lembrava-se de conhecer alguém com este nome. Porém, isto atiçou a sua curiosidade. – Mandê-a entrar.

Cerca de dois minutos depois, “Gail” entrou pela porta do escritório, surpreendendo Gordon completamente.

– Olá, Gordon. Feliz em me ver? – Ela perguntou, com um sorriso sacana estampado.

Ivy? O que diabos você pensa que está fazendo aqui?! – Ele perguntou, sussurrando para que ninguém os ouvisse.

Em seguida, ela tirou seus óculos e o lenço que ajudava a cobrir a sua cabeça. – O que você acha? Está vendo os óculos e o lenço? Eu não posso mais nem andar na rua sem ser chamada de vagabunda e destruidora de lares. A minha vida aqui acabou, Gordon.

– E o que é que eu tenho a ver com isso, querida?

Ela riu. – Foi você quem me colocou nesta sujeira, “querido”. E é você quem vai me tirar dela.

– Como ousa vir até o meu escritório fazendo exigências?! Você achou mesmo que essa “emboscada” funcionaria? Vá embora, garota. Eu não tenho nada a ver com os seus problemas. – Gordon deu de costas, ignorando-a.

– É sério que você não se importa nem um pouquinho com o que acontecerá comigo? Quer dizer que aquilo que tivemos não significou nada pra você?

Gordon gargalhou, debochando da ingenuidade de sua “amante”. – Você é burra mesmo, não é? Você não é nada pra mim! – Ivy estava tão humilhada que podia sair dali correndo, mas não podia perder a pose agora. Já tinha chegado muito longe para isto.

– Você vai se arrepender disso, Gordon!

– Eu já me arrependi, querida. Agora dê o fora antes que eu mande o Carl te despachar daqui.

Sem ter mais o que dizer, Ivy foi embora, sabendo que não teria mais para onde ir depois da humilhação causada por seu considerando “amante”.

 

Flashback

Há 3 meses…

Alguns minutos depois, Connor, um recente amigo de Alicia, chegou em seu apartamento.

– Graças a Deus você chegou! Eu não sabia mais pra quem ligar.

– Olá, Alicia. Onde está o corpo?

– Está lá dentro, no quarto. – Ela respondeu, secando lágrimas em seu rosto. Ainda estava em choque. Os dois foram até o quarto, e em seguida, Connor aproximou-se do corpo de Lana. Após pôr suas luvas, ele checou o pescoço dela, procurando por pulso. – Eu já chequei o pulso, não tem nenhum.

– É. Realmente, ela está morta. O que foi que aconteceu?

– Eu acho que ela estava se drogando com o namorado e acabou tendo uma overdose.

– E o namorado?

– O idiota fugiu. Então, o que faremos?

– Podemos ligar para a polícia e contar o que houve, ou eu poderia cuidar do corpo pra você. – Connor respondeu, sorrindo levemente.

– Do que você está falando?

– Bom, você poderia muito bem ter ligado para uma ambulância quando viu sua amiga tendo uma convulsão, mas em vez disso, ligou pra mim. O que significa que você tem outros planos, não é mesmo?

– Eu… Eu…

– Pode falar, Alicia. Não tenha medo.

– Bom, enquanto você dirigia até aqui, eu pensei naquilo que conversamos e… você tem razão. Eu queria saber se… você pode trocar as nossas identidades.

Connor abriu um sorriso de orelha a orelha, era exatamente isto que queria para Alicia. – Mas é claro. Eu poderia transformar esta garota em você, e você nela, e assim o mundo todo pensará que você está morta. Simples assim. A pergunta é: isto é realmente o que você quer?

– Sim. – Ela respondeu, relutantemente.

– Ok, então. Eu me certificarei de que cada arquivo no seu banco de dados seja transferido para o de Lana e vice-versa. Amanhã você deixará de ser Alicia Thompson e passará a se chamar… Lana.

 

Atualmente…

Mais tarde, já a noite, Nathan chegara no “The Palmer House Hilton”, em Chicago. Depois de sua discussão com Lana, resolveu fazer uma pequena viagem até a cidade e dar uma passada pelo hotel.

Já com a chave de seu quarto, ele subiu através do elevador até o 11º andar, onde encontrava-se o quarto. Com a ajuda da chave, ele abriu a porta e entrou.

– Droga, você me assustou! – Disse a garota no quarto, de toalha.

– Desculpe, é que eu queria anunciar as novidades. Nós iremos fazer uma viagem de volta à sua cidade natal, Portsville. Gostaria disso, Lana? Ou, devo chamá-la de Alicia agora?

 

Flashback

Há 3 meses…

Lana despertou de um sono profundo, em desespero. Estava extremamente assustada, não conseguia respirar direito, e com isso, não conseguia parar de tossir.

– Tome um pouco de água, não deve ser fácil voltar dos mortos. – Disse um homem de jaqueta de couro, estendendo a mão com um copo d’água. Era Nathan.

– O quê? Do que é que você está falando? – Ela perguntou, confusa.

– Eu explicarei tudo depois, mas primeiro, precisamos levar você para bem longe de Portsville.

– Como assim? Para onde iremos?

– A cidade dos ventos, Chicago.

 

Atualmente…

– Eu prefiro Lana, mas Alicia terá que servir enquanto eu não receber o que é meu por direito.

– Ótimo. – Nathan sorriu.

– Então, quando partiremos?

– Agora mesmo, então arrume suas malas. – Os dois sorriram, e em seguida, Alicia virou-se para ir se trocar, mas antes, Nathan pegou-a pelo braço e fechou a porta do quarto com o pé. – …Mas antes… – Ele arrancou a toalha de seu corpo e jogou-a na cama, nua, tirando as suas roupas em seguida. Os dois beijaram-se ferozmente e ele começou a penetrá-la selvagemente.

 

CONTINUA…

 

ESTRELANDO:
Amanda Seyfried (Lana McDonnell/Alicia Thompson)
Famke Janssen (Tamara Davis)
Brett Dalton (Nathan Miller)
Andy Mientus (Justin Davis)
Danny Huston (Gordon Davis)
Ashley Hinshaw (Laurie Seinfield)
Travis Van Winkle (Mike Davis)
Nicholas D’Agosto (William Davis)
Ana Ortiz (Melissa Denver)

CO-ESTRELANDO:
Tracy Spiridakos (Alicia Thompson/Lana McDonnell)
John Barrowman (Jay Roberts)
Robert Buckley (Troy Baxter)
Amy Landecker (Janett Davis)
Kiefer Sutherland (George Thompson)
Nina Dobrev (Ivy James)
Matt Bomer (Vince Morgan)
Stephen Amell (Kevin Hunter)

CONVIDADOS:
Roger Bart (Connor Flockheart)
Chris Wood (Evan Masters)
Courtney B. Vance (Detetive Hamington Brooks)
John Prosky (Caleb Grant)
Juliane Moore (Martha Baxter)
Sarah Baker (Oficial Kara Winston)
Wendy Crewson (Lila George)
Bridgette Wilson (Dra. Marcia Stevens)
Larissa Gomes (Macy Storyville)
Pruitt Taylor Vince (Irmão James Thawne)
Beth Hall (Ingrid Kendall)
Camille Chen (Karen Stevenson)
Lizzy Caplan (Norie Jones)
Malik Yoba (Carl Matthews)

UMA PRODUÇÃO ORIGINAL:

Unbroken Productions

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.