Flashback

Há 3 meses…

Alicia – anteriormente Lana – acabara de chegar com Nathan no “The Palmer House Hilton”. Os dois vieram de Portsville para mantê-la segura até que ele decidisse buscá-la. Alicia não o conhecia, e estava extremamente assustada, inclusive assustada o suficiente para não fazer um escândalo na frente de todos na recepção e acusá-lo de sequestro. Os dois, no momento, estavam no quarto, e ela, desfazendo as malas.

– Por acaso você entendeu tudo o que eu disse? – Nathan perguntou, tentando certificar-se de que ela seguiria o plano exatamente como mandado.

– Deixa eu ver se entendi: você quer que eu fique presa neste hotel até que você resolva me tirar e eu não tenho permissão para sair ou falar com alguém até que você diga que eu posso, certo? – Alicia precisava levar a situação na base do sarcasmo, ou caso contrário iria surtar.

– Não se preocupe, não vai levar muito tempo. Eu só preciso que você faça o que eu digo e tudo ficará bem.

– Escuta, quem você pensa que é pra fazer isto comigo? Eu tenho uma vida, sabia? Eu poderia muito bem fazer você ir para a cadeia pelo que está fazendo comigo!

– Não, você não tem uma vida. Alicia roubou a sua identidade e agora você é ela, e até onde o mundo sabe, Alicia Thompson está morta. E eu preciso que continue assim por enquanto.

– Aquela vaca! Eu vou matar ela pelo que fez comigo.

– Quem te drogou foi o seu namorado Evan, não Alicia.

– Não importa. Os dois podem ir para o inferno, isto sim!

– Olha, eu sei que pode parecer sequestro pra você, mas acredite: quando você sair daqui, e eu prometo que não vai demorar muito, terá uma bolada de dinheiro te esperando em Portsville. – Alicia começou a ficar interessada no assunto, a ideia não parecia mais tão ruim. – Você só precisa me obedecer, ok?

– Mas que dinheiro? Dinheiro roubado?

– E isto importa pra você?

– Eu só quero me certificar de que não entrarei em ainda mais problemas do que já estou caso eu receba mesmo este dinheiro.

– Você não vai.

– Tudo bem. Mas como é que eu vou ficar nesse hotel por tanto tempo?

– Não precisa se preocupar com isso também, eu vou pagar todos os meses que você ficar e tudo o que pedir na conta do serviço de quarto. Você terá tudo o que precisa aqui. Além disso, eu virei visitá-la algumas vezes para me certificar de que tudo esteja bem.

– Só para constar, você se enganou ao dizer que eu tenho tudo o que preciso aqui. Além da minha liberdade, é claro, tem outra coisa que eu preciso. – Alicia sentou-se sedutoramente na cama e puxou-o pelo cinto da calça, abrindo-o junto do zíper em seguida. Nathan afastou-a levemente.

– Desculpe, mas não posso ter sentimentos envolvidos nisso.

– Quem disse algo sobre sentimentos, querido? Eu só quero sexo. – Ela respondeu, sorrindo maliciosamente. Em seguida, tirou o membro já um pouco ereto dele e pôs em sua boca. Nathan gemeu, extasiado.

 

Atualmente…

Alicia e Nathan estavam no telhado do hotel, com um helicóptero particular esperando pelos dois.

– Não que eu não goste de uma boa viagem de helicóptero, mas isto é mesmo necessário? – Alicia perguntou, enquanto os dois andavam em direção a ele.

– Se é para voltar dos mortos, que seja com estilo. – Os dois riram, e em seguida, deram as suas malas para o piloto e entraram no helicóptero, que saiu voando dali segundos depois.

 

Flashback

Há 3 meses…

Nathan estava em seu carro. Havia acabado de deixar Alicia no hotel. Estava usando óculos de sol, com os vidros completamente fechados e um saco de dinheiro no colo. De repente, alguém bateu na porta do carro e entrou. Era Evan, namorado da antiga Lana.

– O que diabos era aquela droga que você me deu, cara?! Você disse que era coisa boa, não que ia dar uma convulsão na minha namorada! – Ele exclamou, enraivecido pelo que aconteceu à Lana.

– Acalme-se, ok? A sua namorada está bem.

– Como é que você sabe? Como você ao menos sabe sobre a minha vida?!

– Olha, não importa os meus motivos. Eu te dei o produto e você usou com a sua namorada, e está tudo bem.

– Quer dizer então que você me ligou só pra dizer que está tudo bem?

– Sim… E para te dar isto. – Nathan pôs o saco de dinheiro no colo de Evan, que ficou extremamente surpreso, e confuso.

– Para que é isto?

– É para você ficar de boca fechada sobre este assunto e nunca mencionar a ninguém que você já conheceu Lana McDonnell.

– E por que eu faria o que você quer?

– Porque você quer continuar vivo. – Nathan pegou num bolso interior de sua jaqueta a sua arma, e mostrou-a a Evan, ameaçando-o. – Entendeu? – Evan não respondeu, apenas assentiu. Estava apavorado e ainda confuso quanto às intenções de Nathan. – Ótimo. Agora saia daqui. Espero que seja a última vez que nos encontramos. – Evan continuava suspeitando, mas resolveu fazer como ele mandara e saiu do carro. Assim, Nathan dirigiu para longe dali.

 

Atualmente…

Algumas horas mais tarde, Tamara estava em seu quarto, passando seu creme hidratante nas pernas, enquanto sentada na ponta da cama. Estava usando um de seus diversos hobbies. De repente, Gordon entrou. Tamara olhou para trás, levemente assustada pelo barulho da porta abrindo.

– O que diabos você está fazendo aqui? Não deveria estar trabalhando?

– Eu mando naquela empresa, eu tenho todo o direito de faltar quando me der vontade. Além disto, aquele lugar está falindo mesmo. Que diferença faz?

– Culpe a sua ereção por isto. Nada disto estaria acontecendo se você não tivesse transado com aquela garota. Você merece tudo o que está te acontecendo, Gordon.

– Engraçado você dizer isto. – Gordon tirou do bolso de sua calça um pen drive e jogou-o de leve na cama, afim de que Tamara o visse. Ela olhou.

– O que é isto?

– É um pen drive, minha cara.

– E o que é que eu tenho a ver com isso?

– Eu encontrei-o na minha mesa esta manhã com uma carta de ameaça.

– E o que exatamente a carta dizia?

– Eu acho que você sabe.

Abruptamente, Gordon pegou Tamara pelos cabelos e tirou-a da cama. Ele a pôs em pé com os seus rostos quase que grudados. Ela tentou gritar, mas ele a pegou pelo pescoço, impedindo que pedisse ajuda.

– Go… Gordon, eu… – Ela tentou falar, sufocando.

– Escute-me bem, sua vadia. Eu é quem estou no comando aqui. Você pode ter se dado bem com o público através de toda aquela historinha de “esposa traída”, mas não pense que você é quem dá as ordens por aqui, eu dou, entendeu? Se em algum momento você pensar em me ameaçar de novo, eu juro por Deus que irei te matar e esconder o seu corpo onde ninguém vai encontrar. – Ele ameaçou-a, num tom de voz baixo, afim de que ninguém na mansão os escutasse. – Eu já fiz isto uma vez com o seu amante, não me obrigue a fazer o mesmo com você.

Furiosa por Gordon mencionar George na conversa, Tamara cuspiu em seu rosto e tirou as mãos dele de seu pescoço. – Não ouse falar do George, seu miserável! Eu estou cansada de você me abusar como se eu fosse apenas outra de suas meretrizes. Eu posso ter deixado você fazer isto comigo no passado, mas agora eu sou famosa e rica e é você quem está aí, vulnerável e falido. Eu não sei o que tem naquele pen drive e também não me interesso, mas o que quer que seja, eu espero que te afunde ainda mais! – Tamara deixou o quarto, enraivecida. Gordon resolveu pegar um lenço num de seus bolsos interiores do blazer e limpou o cuspe de sua esposa, deixando o quarto também, em seguida.

Do outro lado do corredor, Justin fechou a porta de seu quarto novamente. Havia ouvido toda a discussão com a porta entre-aberta.

 

Enquanto isto, Lana acordou. Calmamente, ela espreguiçou-se. Porém, ao olhar para o relógio em sua mesa de cabeceira, e notar que já eram 16h32, ela praticamente pulou da cama e saiu correndo para escovar os dentes e ir para a Mansão Davis.

Após escová-los, ela vestiu-se às pressas e foi até a cozinha servir-se um pouco de café para ficar um pouco mais ativa. Ainda estava sonolenta. Ela encontrou Laurie ali, sentada, tomando o seu chá.

– O que você está fazendo aqui? – Lana perguntou, num ritmo acelerado, enquanto servia-se o café já pronto.

– Não sei se você se lembra, Lana, mas este apartamento ainda é meu. – Ela respondeu, brincando.

– O que eu quero dizer é: você não trabalha hoje?

– Sim, mas pedi uma folga pra Abby. Tive um encontro quente com o Mike ontem. – Ela acrescentou, revirando os olhos e sorrindo de prazer.

– Mike? O filho da Tamara que te humilhou no aniversário de casamento dela?

– Ele não me humilhou. Aquela víbora nojenta foi quem me humilhou, ele até disse que tentou me defender… Enfim, foi muito bom o encontro.

– Pela sua expressão eu imagino que transou com ele de novo. – Lana percebia a ingenuidade de Laurie, mas preferia ficar quieta, para não arruinar a “amizade” e arriscar ser expulsa do apartamento.

– Na verdade, eu fiz ele prometer que não ia ter sexo. Então fizemos só oral. – Laurie mordeu os lábios, ainda com um sorriso estampado.

Lana estava levemente enojada, mas novamente ignorou. – Bom, desde que você esteja feliz…

– Eu estou, obrigada.

– Só por curiosidade, se você passou o dia inteiro em casa, porque não me acordou, sabendo que eu precisava trabalhar?

– Honestamente, eu cheguei faz bem pouco tempo do encontro. Acabei de ligar pra Abby. Pra falar a verdade, nem tinha percebido que você estava dormindo.

– Hum.

– Lana, já que estamos conversando, eu preciso te fazer uma pergunta e preciso que você seja honesta comigo…

– Claro. O que foi? – Lana perguntou, preocupada. Nunca tinha visto uma expressão tão séria no rosto de Laurie.

– Pode parecer bobagem, e eu sei que você não me deve explicações nem nada mas… Você mentiu pra mim no outro dia, não foi?

– Quando?

– Aquela noite em que eu estava no banho e você disse que precisava sair, e então eu perguntei se você estava discutindo com alguém e você disse que não. Você estava mentindo, né?

De repente, Lana não achava mais a sua colega de quarto tão ingênua. – Uh… Po… Por que você acha isto?

– Por favor, não tente me enganar. Uma colega de trabalho disse que viu você e um “amigo” conversando lá na doceria. Eu não estou te julgando, só preciso da verdade.

– Bom… Eu, ahm… Eu não te contei, porque ele é um… ex-namorado. – Até que não foi uma mentira tão ruim, ela pensou. Porém, ficou enojada ao pensar em qualquer envolvimento romântico com ele. – Nathan e eu tivemos um passado e com o tempo nos separamos. Naquele dia ele me encontrou e pediu para reatar, mas eu disse não. Por isto a discussão. Ele me pediu para tomar um café e eu aceitei, e assim fomos até a doceria.

– E… Vocês reataram?

– Não, claro que não!

– Então ele foi embora novamente?

– Honestamente, eu não sei.

– Bom, eu adoraria conhecê-lo, caso ele volte.

– Eu prometo que se isto acontecer, eu o apresento a você. – As duas sorriram e deram as mãos. – Bom, agora eu vou ir até a mansão e tentar me humilhar para Tamara não me demitir. Vejo você depois. – Lana levantou às pressas e saiu pela porta.

Após passar pelo corredor, Lana foi até o elevador e entrou. Após as portas se fecharem, ela pressionou o botão para ir até o térreo. Segundos depois, a máquina chegou ao seu destino. As portas se abriram, e para a surpresa de Lana, estavam ali parados esperando a porta abrir, Nathan e Alicia.

– Olá, Lana. – Alicia disse, tirando seus óculos escuros e sorrindo.

Lana ficou pasma, jogou-se levemente para trás, e encostando na parede do elevador. Alicia e Nathan adentraram a máquina, pressionando o botão para fechar a porta novamente.

– Precisamos conversar. – Disse Nathan.

 

Flashback

Há 3 meses…

Lana – anteriormente Alicia – estava sentada à mesa num restaurante fino em Portsville. O sol estava radiante, porém, o mesmo não poderia ser dito sobre Alicia, que ainda estava chocada pelo que havia acontecido na noite anterior à sua breve colega de quarto. De repente, Connor sentou-se. Era ele quem havia convidado Alicia, tinha novidades.

– Olá, Lana. – Ele cumprimentou-a, sorrindo.

– É Alicia. – Ela respondeu, com um ódio solene nos olhar.

– Na verdade, é Lana mesmo. – Em seguida, ele pegou a maleta que trouxera consigo mesmo do chão e entregou-a para ela. – Aqui está tudo o que você precisará daqui para frente se quiser ser reconhecida como Lana McDonnell. Identidade, carteira de motorista e tudo mais. Se tiver algum problema, sinta-se livre para me ligar. Mas, por enquanto, vamos fazer o nosso pedido? – Connor virou-se e estalou os dedos para chamar o garçom.

– E o que acontecerá com o corpo daquela pobre garota?

– Deixe que eu cuido disto. Você não tem nada com o que se preocupar, Lana, só aproveite e tire proveito disso. Afinal, você terá o que você sempre quis: vingança. Não é?

– Você tem ideia do quão errado isto é? E se aquela garota tiver família, pessoas procurando por ela?

– Acredite, ela não tem, querida. Eu investiguei, não sou tão ingênuo. “Expulsa de casa aos 16 anos, Lana McDonnell teve que se virar desde a adolescência e assim que encontrou um emprego como bartender num barzinho de quinta categoria, se isolou num apartamento, onde vive até os dias de hoje.” – Essa é a história que você contará ao mundo a partir de agora.

– E o namorado, Evans? Você não acha que ele começará a investigar caso descubra que ela… bom, eu… estou viva?

– Disso eu também já cuidei. É sério, não se preocupe, Lana. Você está completamente segura.

 

Atualmente…

Gordon estava em seu escritório, bebendo uísque enquanto sentado em sua poltrona. De repente, Vince, o motorista de Gordon e também assistente do mesmo nas horas vagas, entrou na sala.

– O senhor me chamou, patrão?

– Sim, sim… Pode se sentar se quiser. – Gordon engoliu o resto do uísque num gole só e pôs o copo em cima da mesa. – Vince, você sabe que eu te considero bem mais do que um simples assistente, não é?

– Considerando todas as coisas que eu já fiz por você, acredito que sim, senhor. – Ele riu discretamente.

– Então, é o seguinte: Hoje de manhã eu encontrei um pen drive e uma carta ameaçadora em minha mesa, no pen drive haviam informações que podem me comprometer severamente. Eu já confrontei Tamara sobre o assunto, mas aparentemente não foi ela quem plantou o dispositivo, e se não foi ela, só tem uma pessoa que quer me expor e tem um certo acesso à esta mansão, a nossa ex-empregada Ivy.

– Por que ela iria querer comprometê-lo, senhor?

– Ela foi ao meu escritório na empresa ontem exigindo dinheiro, e eu a recusei. Ela me ameaçou. Acredito que isto já é o suficiente.

– E como você acha que ela pode ter plantado o pen drive e a carta em seu escritório? Não é como se ela tivesse as chaves da mansão.

– Mas ela poderia muito bem ter pedido a uma das outras empregadas, estas com as quais eu lidarei mais tarde, aliás.

– O que exatamente o senhor está me pedindo?

– Não é óbvio, Vince? Ivy é uma ameaça. E eu quero que você elimine a ameaça. Mate ela.

 

Lana ainda estava abismada com o seu encontro com Alicia – esta junto de Nathan. Os três permaneciam no elevador, Nathan pressionou o botão de emergência e este estava parado no meio do prédio.

– O que foi, Lana? Parece que você viu um fantasma… – Alicia provocou, afim de assustá-la ainda mais.

– O que está acontecendo, Nathan?! – Lana perguntou, aterrorizada. A última imagem que teve de Alicia foi morta com espuma saindo pela boca.

– Eu pensei que já tivesse descoberto a esta hora, querida. Alicia Thompson está viva. – Ele sussurrou em seu ouvido. Nathan e Alicia riram, enquanto Lana começou a lacrimejar, em choque.

De repente, Alicia deu um soco na parede do elevador, bem próximo ao rosto de Lana, tentando assustá-la. – O que foi?! Está com medo? Pois deveria estar mesmo. Sua vagabunda nojenta, você achou mesmo que ia me deixar morrer e roubar a minha identidade, fácil assim?

– Lana, me escute…

– É Alicia agora! Você se certificou muito bem disso, sua vadia.

– Olha, eu não planejei nada disso, você estava morta. Eu não podia fazer nada, eu…

– Ah, então você decidiu se tornar eu? Tudo isto pra quê? Embarcar num plano de vingança contra Tamara Davis? É, Nathan me contou tudo.

– Por favor, eu estou te implorando, não estrague isto. Eu prometo te devolver a sua identidade depois que eu terminar com os Davis.

– E quem disse que eu quero a minha identidade, queridinha? Eu fiquei sabendo que o “nosso” pai deixou metade de sua herança para mim. O que eu vou fazer é ir até aquela quenga da Tamara Davis e pegar o que é meu por direito.

– Não se atreva a confrontar a Tamara! Você vai estragar tu…

Antes que Lana continuasse, Alicia pegou em seu pescoço e a levantou levemente contra a parede do elevador. – Você é quem estragou tudo no momento em que decidiu que a sua jornada valia mais que a minha. Você não é melhor que eu e nem ninguém, entendeu? Eu vou pegar a grana que me foi prometida e se você pensar em me impedir, eu revelo toda esta sua façanha a Tamara. – Em seguida, ela a soltou. Lana tossiu um pouco, por falta de ar.

– Você está bem, Lana? – Nathan pôs sua mão nas costas de Lana, tentando confortá-la.

– Não se atreva a tocar em mim, seu maldito!

– Ah, qual é? Não fique zangada conosco, foi você quem causou tudo isto, Lana. O lado bom é que é nessas horas que a gente percebe que todas as nossas ações têm consequências, cedo ou tarde. – Alicia interrompeu, zombando da cara de Lana.

– E agora, o que diabos você fará? – Lana perguntou, frustrada.

– Agora eu vou fazer o que eu já estava esperando para fazer há um longo tempo. – Alicia pegou o celular em seu bolso e o ofereceu a ela. – Ouvi dizer que você é empregada desta Tamara agora, com certeza você deve ter o número da megera. Ligue para ela, agora. – Sem ter opção, Lana discou o número de Tamara no celular e logo em seguida, Alicia pegou-o de volta.

– Alô?

– Oi, quem fala?

– Aqui é Melissa Denver, assistente de Tamara Davis. Você gostaria de deixar recado?

– Na verdade eu gostaria de falar pessoalmente com Tamara. Ela é uma grande conhecida minha.

– E você é?

– Talvez você já tenha ouvido falar de mim, sou Alicia Thompson.

Do outro lado da linha, Melissa deu um suspiro de espanto ao ouvir este nome. Sabia que Alicia Thompson estava supostamente morta. Alicia não conteve a risada ao ouvir o suspiro de Melissa, então afastou levemente o celular do rosto para rir. Lana estava odiando a situação.

– Ma… Mas… Alicia Thompson está morta.

– Na verdade, eu não estou. Então, se você puder passar este telefone para a srta. Davis, seria ótimo.

– Espere um pouco.

– Claro.

Tamara estava em sua poltrona favorita na sala de estar, tomando chá. Melissa veio até ela, de repente, com um olhar de choque. Tamara preocupou-se com a expressão de sua amiga e assistente.

– O que foi, Melissa?

– Eu acho melhor você atender. – Ela entregou o celular a Tamara, e em seguida, sentou-se no sofá ao lado, visando entender esta situação toda.

– Alô?

– Srta. Davis, é tão bom ouvir a sua voz novamente! – Alicia exclamou, sorrindo falsamente.

– Quem fala? – Tamara perguntou, confusa.

– Eu não acredito que você não reconhece a voz da sua própria enteada… Quer dizer, não sei se posso te considerar minha madrasta, já que… né, você estava transando com o meu pai pelas costas do seu marido. – Ela riu.

– Quem diabos você pensa que é, garota?! – Ela começou a ficar raivosa.

– Alicia Thompson, é claro. Filha do homem que você clamou amar tanto e depois apunhalou pelas costas.

– Escute, eu não sei que tipo de truque você pensa que está fazendo, mas não ligue nunca mais pra cá, se não eu juro que…

– Eu te garanto que isto não é um truque, Tamara. – Alicia falou num tom mais sério agora. – Eu estou indo até aí agora e você me dará o dinheiro que é meu por direito. Então, eu sugiro que você deixe tudo pronto para a sua querida enteada. Ah, e se puder, prepare um lanchinho também. A viagem foi longa e eu adoro biscoitos. – Ela rapidamente desligou. Depois, voltou a atenção para Nathan e Lana.

– Então, como foi? – Nathan perguntou, levemente empolgado.

Alicia abriu um enorme sorriso. – O jogo começou, vadias.

 

CONTINUA…

ESTRELANDO:
Amanda Seyfried (Lana McDonnell/Alicia Thompson)
Famke Janssen (Tamara Davis)
Brett Dalton (Nathan Miller)
Andy Mientus (Justin Davis)
Danny Huston (Gordon Davis)
Ashley Hinshaw (Laurie Seinfield)
Travis Van Winkle (Mike Davis)
Nicholas D’Agosto (William Davis)
Ana Ortiz (Melissa Denver)

CO-ESTRELANDO:
Tracy Spiridakos (Alicia Thompson/Lana McDonnell)
John Barrowman (Jay Roberts)
Robert Buckley (Troy Baxter)
Amy Landecker (Janett Davis)
Kiefer Sutherland (George Thompson)
Nina Dobrev (Ivy James)
Matt Bomer (Vince Morgan)
Stephen Amell (Kevin Hunter)

CONVIDADOS:
Roger Bart (Connor Flockheart)
Chris Wood (Evan Masters)
Courtney B. Vance (Detetive Hamington Brooks)
John Prosky (Caleb Grant)
Juliane Moore (Martha Baxter)
Sarah Baker (Oficial Kara Winston)
Wendy Crewson (Lila George)
Bridgette Wilson (Dra. Marcia Stevens)
Larissa Gomes (Macy Storyville)
Pruitt Taylor Vince (Irmão James Thawne)
Beth Hall (Ingrid Kendall)
Camille Chen (Karen Stevenson)
Lizzy Caplan (Norie Jones)
Malik Yoba (Carl Matthews)

UMA PRODUÇÃO ORIGINAL:

Unbroken Productions

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.