Anteriormente, em “Vendetta”…

– Quem diabos você pensa que é, garota?! – Tamara começou a ficar raivosa.

– Alicia Thompson, é claro. Filha do homem que você clamou amar tanto e depois apunhalou pelas costas.

– Escute, eu não sei que tipo de truque você pensa que está fazendo, mas não ligue nunca mais pra cá, se não eu juro que…

– Eu te garanto que isto não é um truque, Tamara. Eu estou indo até aí agora e você me dará o dinheiro que é meu por direito. Então, eu sugiro que você deixe tudo pronto para a sua querida enteada. – Alicia desligou.

Agora…

 

Tamara desligou a chamada e afastou lentamente e tremendo, o celular do ouvido, com raiva.

– O que está acontecendo, Tamara?! – Melissa perguntou, sentada ao lado, sem entender a situação. – Eu pensei que Alicia Thompson estivesse morta.

– E ela está! Eu não sei quem esta impostora pensa que é, mas se ela quer um embate, ela terá um. – Tamara sorriu, convencida.

 

Flashback

Há 3 meses…

Tamara chegou ao necrotério. Estava usando um vestido preto com saltos vermelhos e óculos escuros. Parecia desolada, mas na verdade não estava. Ela fora chamada até lá para identificar o corpo de Alicia Thompson, que, segundo o legista, havia falecido devido a uma overdose de remédios.

Tamara seguiu o legista até a sala onde se encontrava o corpo, e ao chegar lá, ela tirou seus óculos.

– Nossa, o cheiro aqui é horrível! – Ela exclamou, tapando o nariz.

– Bom, não seria um necrotério se não cheirasse mal. – Ele riu, e assim que viu a cara de desgosto que Tamara fez em relação a seu comentário, voltou à expressão séria. – Desculpe-me, Sra. Davis, eu sei que…

– É Srta. Davis.

– Srta. Davis, eu sei que você deve estar passando por um momento difícil. Nunca é fácil identificar o corpo de um ente querido.

– Bom, tecnicamente ela nem era de minha família, mas eu a considerava uma filha, sabe? – Tamara respondeu, tentando simular uma feição de tristeza. O legista assentiu.

– De qualquer forma, você ainda era o mais próximo que Alicia tinha de uma família, então…

– Claro, claro.

– A causa da morte foi overdose, então o corpo não está muito prejudicado. Qualquer um conseguiria identificar. – Em seguida, ele retirou o lençol branco que cobria o corpo até a parte do pescoço.

Tamara analisou o rosto da falecida, mas não reconheceu. Entretanto, ela percebeu que era uma moça loira e o legista, após examinar o corpo, deduziu que ela tinha em volta de 25-30 anos, assim como Alicia teria, ela pensou. Portanto, ela rapidamente concluiu que aquela era sua ex-enteada.

Tamara fingiu um choro na frente do médico e tapou o rosto para que ele não a visse. – Oh, meu Deus. É realmente ela!

Ele a abraçou de leve, visando consolá-la. – Eu sinto muito, srta. Davis. Foi um suicídio trágico, o bilhete que ela deixou foi de partir o coração, acho que foi demais para ela viver sem o pai.

– Eu deveria ter estado lá por ela. – Ela continuou a chorar desesperadamente, com lágrimas quase tão falsas quanto a expressão de tristeza em seu rosto.

 

Atualmente…

Ainda no elevador, Alicia pressionou o botão de emergência novamente e o elevador voltou a movimentar-se. Estava indo para cima, até o andar do apartamento de Lana.

– O que você pensa que está fazendo?! – Lana perguntou, com raiva.

– Nathan vai te deixar no seu apartamento e eu vou ir cumprir a promessa que fiz à Tamara, querida. – Alicia sorriu.

– Eu não vou deixar você ir até lá sozinha, você vai arruinar todo o meu plano!

– Bom, até agora não vi você fazer muita coisa em relação à este seu “plano”. Então não faz muita diferença.

– Nathan, por que você está fazendo isto?! – Lana perguntou, frustrada.

– Isto é para o seu próprio bem, Lana. Foi você quem recusou a herança de seu pai e decidiu seguir este caminho. Eu só estou tentando ajudá-la.

– Bom, mas isto não tem nada a ver com você, esta é a minha vida!

– Você acha que é a única que sente falta do George?! Ele era meu amigo, Lana! Mas nem por isto você me vê tentando derrubar os Davis…

– Argh, vocês dois estão me entediando, será que dá para saírem do elevador logo e continuarem esta discussão longe dos meus ouvidos? – Alicia perguntou, irônica. De repente, a porta abriu-se. – Ai, graças a Deus.

Nathan segurou Lana pelo braço e os dois saíram do elevador. Em seguida, Lana afastou Nathan, antes que as portas se fechassem novamente. – Escute, eu estou te implorando: não arruíne o meu plano. Por favor! – Ela pediu, dirigindo-se a uma determinada Alicia.

– Você deveria ter pensado nisso antes de arruinar a minha vida. – Alicia, decidida, pressionou o botão do elevador para descer e as portas fecharam-se.

 

Enquanto isto, Gordon resolveu ligar para Vince de seu escritório na empresa para saber sobre o paradeiro de Ivy. Ele discou o número no telefone e seu guarda-costas rapidamente atendeu.

– Vince falando.

– Oi, Vince. Por acaso você já fez aquilo que eu pedi? – Ele preferiu não especificar no caso de o telefone estar grampeado.

– Já estou cuidando disto, acredito que o senhor descobrirá muito em breve.

Gordon sorriu brevemente. – Ótimo.

 

Alguns minutos depois, Alicia, depois de passar pelos guardas da frente – devido o fato de Tamara tê-la deixado entrar –, estava na porta da frente da mansão. Ela começou a pressionar o botão da campainha repetidas vezes, afim de que fosse atendida logo.

Melissa abriu a porta, atordoada.

– Graças a Deus, pensei que não ia ser atendida nunca.

– Eu suponho que você seja a Alicia, ou quem diz ser. – Melissa presumiu, arrogante.

– E pela voz de sonsa, você deve ser o projeto de capacho da minha madrasta. É um desprazer conhecer você também. – Alicia respondeu, com uma expressão esnobe. Em seguida, atravessou o caminho de Melissa e entrou. – Tamara? Você está aqui?! – Ela gritou, tentando chamar o máximo de atenção possível.

Claro, querida! – O som da voz de Tamara ecoou pelo corredor de entrada da mansão, e logo depois, os passos dela foram ouvidos descendo as escadas. Seus olhares rapidamente se cruzaram, e assim que Tamara desceu, as duas aproximaram-se. Após alguns segundos de apenas olhares, Alicia falsamente abraçou-a.

Senti sua falta, madrasta. – Ela sussurrou no ouvido de Tamara.

Você não me engana nem por um segundo, sua vadia. – Tamara respondeu à altura. As duas afastaram-se. – Então, Alicia, querida, você gostaria de uma xícara de chá? – Ela perguntou, sorrindo com uma falsidade latente.

– Se for só o que você tem, claro. Mas se tiver, eu adoraria um suco de laranja com um pouco de vodka. Na verdade, bastante vodka. Nem precisa do suco. Aproveita e me traz aqueles biscoitos que eu pedi. – Alicia retirou sua jaqueta e foi até a sala de estar esperar por Tamara. Ela jogou sua jaqueta no primeiro sofá que viu, e em seguida, atirou-se também.

Ainda no corredor de entrada, Tamara voltou-se para Melissa. – Eu não acredito que eu deixei esta vândala entrar em minha casa.

– Não se preocupe, Tamara. Ela é claramente apenas uma aproveitadora querendo dinheiro fácil, será desmascarada rapidinho. – Melissa sorriu, e Tamara concordou. – Você quer que eu mande alguma das serviçais preparar os pedidos da “convidada”?

– Claro. Eu pediria para você envenenar, mas eu seria a principal suspeita. – As duas riram. Assim, Tamara foi até a sala de estar esperar junto de Alicia.

 

Enquanto isto, Lana e Nathan estavam no apartamento. Ela estava sendo mantida lá por ele, para que os planos de Alicia não fossem comprometidos.

– Você não pode me manter aqui para sempre, sabia?! – Lana exclamou, emburrada, enquanto sentada no sofá da sala de estar do pequeno apartamento. Nathan estava na cozinha, que ficava bem de frente para a sala, onde ele podia observá-la precisamente.

– E eu não preciso. Só preciso mantê-la aqui tempo o suficiente para que a Alicia faça o que tem que fazer.

– O que exatamente você ganha com isto tudo? Não é como se ela fosse dividir a herança com você.

– Eu já te disse, Lana. Eu só estou tentando te proteger.

– Sabotando os meus planos? De que forma possível isto poderia me proteger?

– É para o seu próprio bem. Você vai acabar sabotando a si mesma se continuar neste caminho. Eu estou apenas te protegendo.

– Bom, como eu já disse, não preciso de sua proteção, e nem quero.

Antes que algum dos dois pudesse continuar a discussão, um barulho de chaves foi ouvido. De repente, Laurie adentrou, e assustou-se ao ver Nathan sentado à mesa da cozinha. Ela soltou um grito.

– Quem é você?! Eu tenho spray de pimenta na bolsa! – Ela exclamou, amedrontada, com as mãos em sua bolsa, como se estivesse prestes a pegar o spray.

– Calma, calma. Eu estou aqui com a Lana. – Ele riu, enquanto apontava para Lana, que estava na sala.

– Oi, Laurie. – Lana levantou-se do sofá e foi até a cozinha, onde podia ser vista por Laurie.

– Nossa, que susto. – Ela riu. – Não vai me… apresentar o seu amigo, Lana?

Lana exitou por uns segundos. – Claro. Este… uhm, é… o meu… uh…

– …Namorado. – Nathan completou, o que irritou Lana. – Nathan, prazer. – Ele estendeu a mão, Laurie o cumprimentou.

– Então você é o ex-namorado de quem a Lana falou. Vocês voltaram?

Nathan olhou para Lana, surpreso pelo fato de Laurie pensar que ele era um ex-namorado. – Não sei. Voltamos, querida? – Ironizou.

– Mais ou menos. Estamos… tentando fazer dar certo. – Foi o melhor que conseguiu pensar no momento.

– Ótimo! Bom, eu sei que eu não deveria me intrometer, mas já que você está aqui, acho que o melhor a se fazer é tentar conhecer o cara que vai namorar a minha colega de quarto, não é mesmo, Nathan? – Laurie sugeriu, animada.

– Eu suponho. – Nathan respondeu, sem graça.

– Eu fico feliz que você pensa assim. Neste caso, eu sou obrigada a convidá-lo para o jantar, por minha conta. O que você me diz?

– Acho uma ótima ideia! – Nathan sabia que esta situação estava irritando Lana profundamente, então decidiu seguir com o ato.

– Maravilha! Mas, ainda que seja por minha conta, você se importaria de me ajudar? Eu sou meio que um desastre na cozinha. – Laurie riu.

– Seria um prazer. Vou apenas lavar as mãos e aí podemos começar.

Nathan virou-se para Lana e deu uma piscadinha de canto de olho e um sorriso, afim de irritá-la, ela sorriu de volta, cinicamente. Ele foi até o banheiro lavar as mãos.

Meu Deus, Lana. Eu não imaginei que ele fosse ser tão gostoso! Bom pra você, sua safada. – Laurie sussurrou, numa empolgação tremenda.

– É, eu sou tão sortuda, eu sei. Olha, já que vocês vão fazer o jantar, eu gostaria de contribuir com alguma coisa. Eu vou ir ali na loja de bebidas no outro lado da rua e pegar um vinho, pode ser? – Ela perguntou, com pressa. Queria ao máximo sair dali sem ser notada por Nathan.

– Ah, não precisa. Temos várias garrafas de vinho aqui.

– É, mas nenhum é da marca que eu gosto. Eu realmente preciso ir. Já volto, ok? – Laurie tentou continuar o assunto, mas Lana foi embora num piscar de olhos.

Nathan, então, voltou do banheiro, e estranhou a ausência de Lana. – Onde está a Lana?

– Ela disse que ia pegar um vinho no outro lado da rua, o que é estranho, já que temos praticamente todas as marcas aqui. Eu sou meio que uma especialista, se é que você me entende. – Ela riu, tentando fazer uma piadinha para melhorar o clima.

Nathan sorriu de volta, tentando manter o disfarce, mas sabia para onde Lana tinha ido. Estava, em segredo, com muita raiva. Porém, não podia fazer nada que a impedisse, no momento.

 

Alicia continuava sentada, esperando por sua vodka e biscoitos. Tamara logo adentrou a sala de estar com a serviçal, Macy, vindo atrás trazendo o pedido de sua “enteada” numa bandeja metálica. Ela notou que Alicia – no momento roendo suas unhas sem se importar com nada à sua volta – estava em sua poltrona favorita, e controlou-se fortemente para não pegar aquela bandeja – agora posta sobre a mesinha de centro – e jogá-la em sua cabeça. Em seguida, Tamara sentou-se, mantendo a pose de elegância.

– Então, o que te traz aqui, Alicia? – Já que a impostora veio até aqui, era melhor ouvir o que ela tinha a dizer, Tamara pensou.

– Eu acho que é meio óbvio, não? Durante todos esses anos, você pensou que eu estava morta, e por causa disso, você usufruiu de toda uma herança que era metade minha, caso você tenha esquecido. Obviamente, eu quero o que é meu por direito. – Alicia pegou a garrafa de vodka e um biscoito e bebeu um gole direto da garrafa.

– Engraçado você falar isso. Se eu me lembro corretamente, eu vi a verdadeira Alicia deitada sobre uma mesa de necrotério há alguns meses. Agora você vai me dizer que aquela não era ela? – Tamara riu. Achava ridícula toda aquela situação, mas estava se divertindo com isto.

– Exatamente isso. – De repente, Alicia sacou de sua bolsa uns papeis e colocou-os sobre a mesa de centro. Tamara olhou-as brevemente.

– O que é isto? – Ela perguntou, num tom mais frio. Sentia que a conversa estava prestes a se estender mais do que ela esperava.

– Leia. Isso é um teste de DNA que prova que eu sou filha biológia de George Thompson, o que significa que eu tenho direito sobre a minha parte da herança.

Tamara deu uma olhada nos papéis e começou a ficar confusa e irritada, tinha certeza que Alicia havia falecido. A própria tinha se certificado disso. Se isto fosse verdadeiro, poderia causar danos enormes à sua família, pensou. – Isto é ridículo! Claramente você é apenas uma oportunista querendo extorquir a pessoa mais próxima. Deixe-me te dizer uma coisa, eu já lidei com pessoas muito piores e mais inteligentes. Vir até aqui e me confrontar? Não foi inteligente! Eu estava pronta para continuar com a farsa por mais alguns minutos, mas eu já tive o bastante por hoje. É melhor você se retirar antes que eu chame a polícia!

Alicia não conseguiu o que queria, mas por um lado estava contente, pois sabia que tinha atingido Tamara. Ela levantou-se com a calmidade de alguém que havia acabado de tirar um cochilo e dirigiu-se até a porta de entrada com a mesma atitude com que passou por ela na primeira vez. De repente, surpreendeu-se com ninguém menos que Lana entrando pela porta. As duas deram de cara uma com a outra, e como Tamara vinha vindo, tiveram que disfarçar muito bem o fato de se conhecerem.

– Uhm… uh, quem é essa, Tamara? – Lana perguntou, nervosa.

– Ninguém importante, e você está atrasada. Vá colocar o avental e limpar o meu chão agora! – Ela exclamou, autoritariamente. – E você… – Dirigindo-se agora à Alicia, em frente à porta aberta – Não venha mais aqui, ou haverão consequências, entendeu? – O olhar fulminante de Tamara não foi o suficiente para assustar Alicia, que estava determinada a destruí-la.

– Isso é o que veremos. Acho melhor você contratar bastante advogados, enteada querida – Alicia aproximou-se novamente – você vai precisar. – Sussurrou, e em seguida, foi embora, deixando bem claro que não estava intimidada por Tamara.

Logo após ver as costas de Alicia passando pelos portões, ela voltou para dentro, transtornada com a possibilidade de perder sua fortuna. Com os recentes escândalos, sabia que sua família já não estava em seu melhor momento. Ela pegou o celular rapidamente e discou o número de uma conhecida. Esta atendeu.

– Alô?

– Oi, Grace. Eu preciso de sua ajuda imediatamente. – Ela olhou para o lado, avistando a garrafa de vodka usada por Alicia há alguns instantes. – Preciso que você faça um teste de DNA pra mim, fora dos registros.

 

Enquanto isto, Ivy estava saindo de uma lanchonete para a qual havia acabado de deixar um de seus muitos currículos. Estava à procura de um emprego novo depois que sua última empreitada em Gordon não funcionou como esperava. Estava, no momento, dirigindo-se ao estacionamento atrás do estabelecimento, mais especificamente seu carro, o qual havia ganhado devido um sorteio de loteria há alguns meses. Era a única coisa de valor que tinha.

Ivy pegou as chaves na bolsa e estava pronta para pressionar o botão do chaveiro que destravava as portas do carro, até que, de repente, dois assaltantes apareceram e renderam-na, aterrorizando-a. Um deles segurou-a por trás, pegando seus dois braços.

– Meu Deus! Por favor, não me matem! Eu faço qualquer coisa!

– Passa a bolsa agora, vagabunda! – Exclamou o que estava à sua frente, apontando uma faca.

– Não, por favor! Eu… não…

Sem nem pensar, ele pegou a bolsa e as chaves do carro e os dois sairam correndo até ele. Ivy estava desesperada, já havia perdido seu emprego e sua dignidade, estava em choque, não estava raciocinando. Num momento de desespero, correu até o carro a fim de tomá-lo de volta dos bandidos, que já estavam dentro do veículo prontos para ligá-lo. Mas nenhum dos três esperava o que aconteceu em seguida.

Ivy foi jogada cerca de 30 metros para trás. O carro havia explodido em pedacinhos e os dois vândalos dentro dele, virados em cinzas. Foi algo tão rápido, tão chocante. Ivy mal conseguia levantar-se com o impacto, estava machucada com a queda. Até que vieram alguns clientes da lanchonete ajudá-la. Um homem a ajudou a levantar-se, calmamente para não machucá-la.

– Você está bem, moça? Consegue ficar de pé?

Ela estava em total choque, saiu mancando dali, sem dar satisfação para ninguém. Outros tentaram pará-la, oferecendo ajuda, mas ela não queria. Não podiam ajudá-la. Ela sabia que aquilo não havia sido apenas um mero acidente. Tinha que fazer alguma coisa.

 

Já era noite, e Tamara não aguentava mais esperar por notícias. Havia mandado através de um de seus servos a garrafa com a amostra de Alicia, a fim de testar se a sua identidade era verídica. Sua amiga, uma médica chamada Grace, sempre fazia esse tipo de favor sujo para ela, em troca do financiamento de sua clínica. O celular tocou, e Tamara finalmente estava prestes a descobrir a verdade. Ela atendeu, ansiosa.

– Então…?

– O teste deu positivo. Esta garota, quem quer que seja, é filha de sangue de George Thompson. Não há nada nos registros que prove o contrário.

Tamara não conseguia acreditar. Aquilo se tornaria um problema, ela pensou. – Mas como assim?! Eu identifiquei o corpo da menina!

– Talvez fosse apenas uma garota aleatória que se parecia com a verdadeira Alicia. Alguém com certeza adulterou alguns documentos para que ela parecesse morta no sistema. Agora, se isto é obra dela ou não, isto eu não sei.

– Mas ela mesma poderia ter adulterado o sistema de modo que ela seja, no papel, Alicia Thompson, não?!

– Para fazer algo assim, requeriria alguém com muito poder e muita influência, pelo que você me descreveu, ela não parece o tipo de pessoa com estes recursos. Mas… nunca se sabe. O que importa é: esta garota pode e provavelmente vai tentar tirar a sua fortuna. Você vai ter uma semana bem ocupada.

– Eu agradeço a ajuda, Grace. Eu vou desligar agora. Tchau.

Tamara jogou o celular longe, não queria que aquilo se tornasse algo maior do que já era, sabia que havia apenas uma alternativa, uma na qual ela sempre pensou, porém esperava que não precisasse recorrer a ela. Mais calma, ela foi até o celular e pegou-o do chão novamente e fez outra ligação.

– Vince falando. – Atendeu Vince, o motorista de Gordon.

– Olá, Vince. Aqui é Tamara. Eu preciso que você elimine uma ameaça para mim.

– Como assim, srta. Davis?

– Eu gostaria de falar pessoalmente. Venha até aqui que eu explicarei melhor.

 

Alguns minutos depois, Lana chegou em casa. Estava exausta de ter passado o dia inteiro limpando a mansão enorme de Tamara, quando na verdade queria saber o que Alicia havia falado para a mesma. Ela entrou em casa enraivecida, não sabia se Nathan, Alicia ou até mesmo Laurie estariam em casa, mas precisava urgentemente de uma bebida. Ela pegou a garrafa mais próxima e começou a beber. De repente, foi assustada pela própria Alicia, que saiu sorrateiramente de seu quarto. Lana cuspiu a bebida, assustada.

Assim que viu que era ela, Lana pôs a garrafa com agressividade na mesa e foi em direção à Alicia, pronta para descer-lhe um tapa na cara, porém foi parada por Nathan, que apareceu logo em seguida por trás dela.

– Está tudo bem? – Ele perguntou, sabendo que não estava.

– Vai à merda! – Ela exclamou, apontando o dedo. – Vocês os dois! Eu não pedi a ajuda de ninguém, agora vocês pensam que podem vir aqui e controlar a minha vida?!

– Como ousa, Lana?! Não sei se você se lembra, mas você arruinou a minha vida primeiro, quando me envolveu na sua bagagem! – Alicia defendeu.

– Eu não pedi por nada disso e você sabe!

– Nem eu, mas aqui estamos. Pare de pensar apenas no seu umbigo, você não é a única que perdeu tudo. – Lana ainda estava com raiva, mas menos agora que Alicia mostrou seus argumentos. Ela a entendia um pouco mais agora. Voltou à garrafa de vinho, então, e deu um bom gole. – Eu sinto muito pelo seu pai, Lana. De verdade. Mas não precisa ser assim. Nós podemos trabalhar juntos, nós três. Você não precisa nos afastar. – As duas olharam-se, com um pouco mais de compaixão agora.

De repente, uma batida forte na porta. Os três assustaram-se. – Quem poderia ser? A Laurie saiu? – Lana perguntou, num tom de voz baixo, mas escutável.

– Sim, mas disse que ia passar a noite fora.

– Atenda logo. – Nathan disse, curioso.

Lana foi até a porta e abriu. Ninguém esperava por quem estava debruçada sobre a porta, cheia de machucados e manchas de fumaça. Ivy.

 

CONTINUA…

 

ESTRELANDO:
Amanda Seyfried (Lana McDonnell/Alicia Thompson)
Famke Janssen (Tamara Davis)
Brett Dalton (Nathan Miller)
Andy Mientus (Justin Davis)
Danny Huston (Gordon Davis)
Ashley Hinshaw (Laurie Seinfield)
Travis Van Winkle (Mike Davis)
Nicholas D’Agosto (William Davis)
Ana Ortiz (Melissa Denver)

CO-ESTRELANDO:
Tracy Spiridakos (Alicia Thompson/Lana McDonnell)
John Barrowman (Jay Roberts)
Robert Buckley (Troy Baxter)
Amy Landecker (Janett Davis)
Kiefer Sutherland (George Thompson)
Nina Dobrev (Ivy James)
Matt Bomer (Vince Morgan)
Stephen Amell (Kevin Hunter)

CONVIDADOS:
Roger Bart (Connor Flockheart)
Chris Wood (Evan Masters)
Courtney B. Vance (Detetive Hamington Brooks)
John Prosky (Caleb Grant)
Juliane Moore (Martha Baxter)
Sarah Baker (Oficial Kara Winston)
Wendy Crewson (Lila George)
Bridgette Wilson (Dra. Marcia Stevens)
Larissa Gomes (Macy Storyville)
Pruitt Taylor Vince (Irmão James Thawne)
Beth Hall (Ingrid Kendall)
Camille Chen (Karen Stevenson)
Lizzy Caplan (Norie Jones)
Malik Yoba (Carl Matthews)

UMA PRODUÇÃO ORIGINAL:

Unbroken Productions

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.